Contos Plausíveis

de Carlos Drummond de Andrade
Editor: Tinta da China, junho de 2023 ‧
16,90€
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«Não há muitos prosadores, entre nós, que tenham consciência do tempo, e saibam transformá lo em matéria literária»: o diagnóstico, feito pelo próprio Carlos Drummond de Andrade no seu primeiro livro de prosa, Confissões de Minas (1944), pode sem dificuldade ser usado a favor dele, pois se há evidência manifesta nestes Contos Plausíveis é que Drummond é um desses raros prosadores que sabem transformar a consciência do tempo em matéria literária. A transformação dá-se com muito especiais resultados nos breves contos que compõem este volume, editado originalmente em 1981 e constituído por um conjunto de textos que o escritor foi publicando ao longo de vários anos na coluna que assinava no Jornal do Brasil.

«Como estou bem nesta poltrona de humorista inglês», diria decerto o Carlos poeta a este prosador que morava nele, iluminando a extraordinária experiência de leitura que aqui nos oferece, numa das versões mais agudamente bem-humoradas do seu sentimento do mundo (e do imundo). Guimarães Rosa, sempre atento, sumarizou em superlativo: «Carlos Drummond de Andrade é, a meu ver, o maior prosador do idioma, e dificilmente será superado.»
Colecção dirigida por Abel Barros Baptista e Clara Rowland.

Contos Plausíveis

de Carlos Drummond de Andrade

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896717544
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: junho de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 185 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 200
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789896717544

SOBRE O AUTOR

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), poeta, cronista, ficcionista, tradutor, foi uma das figuras maiores da literatura brasileira do século XX, a par de Manuel Bandeira e João Guimarães Rosa. Com uma longa carreira literária, produziu extensa obra em quase todos os géneros disponíveis, deixando ainda vasto conjunto de inéditos. Em 1962, supondo ter chegado perto do fim da vida ativa, publicou a célebre Antologia poética, em que dividiu os poemas selecionados por categorias temáticas, conjugando a exigência da seleção com um princípio de organização que se tornou orientação para a leitura da diversidade da sua poesia. Homem tímido e delicado, trabalhou como funcionário público durante 35 anos, viveu a maior parte da vida no Rio de Janeiro, embora tenha nascido em Itabira, no estado de Minas Gerais. A ligação à terra natal, aos homens, à família e à província é um dos traços que singularizam a sua poesia, de par com a liberdade de composição, o humor e o sentimento do mundo, como tão bem notou Manuel Bandeira: «Ternura e ironia agem na sua poesia como um jogo automático de alavancas de estabilização: não há manobra falsa nesse admirável aparelho de lirismo.»

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