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Cinco Esquinas

de Mario Vargas Llosa
Livro eBook
Editor: Quetzal Editores, junho de 2016 ‧
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À conversa, sem os maridos, e desatentas da hora do recolher obrigatório, Chabela e Marisa terão de pernoitar juntas. O que aconteceu na cama nessa noite passará a ser um grande e saboroso segredo. Chabela é mulher de um advogado de renome; Marisa, de uma das figuras cimeiras da exploração mineira. O mundo perfeito em que vivem - não fora a constante ameaça dos guerrilheiros e sequestros - será fortemente abalado por um escândalo. Após tentativa de chantagem por parte de Rolando Garro, diretor do pasquim Destapes, a participação do engenheiro Enrique Cárdenas numa orgia será tornada pública em todos os seus pormenores mais sórdidos. Segue-se um assassínio brutal. Mas a relação de tudo isto com o poder político, nomeadamente com o homem que na verdade governa de forma corrupta e autoritária o país, o Doutor, braço direito do presidente, será trazida à luz: curiosamente pela coragem e fibra da redatora principal do referido tabloide que usa o nom de plume «La Retaquita».

Cinco Esquinas

de Mario Vargas Llosa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897222887
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: junho de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 237 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 320
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897222887
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Apaixonante

Catarina Manana

A escrita apaixonante de Llosa - lê-se de um trago e tem-se pena que acabe. Descrições tão visuais que sentimos conhecer Lima, no Perú. Excepcional, recomendo!

Irreverente e muito picante

Paula França

Uma obra de arte fascinante, recheada de suspense, paixões, pudores e despudores. Um enredo envolvente e contagiante, marcado por personagens fortes e muito humanos. Em meio aos horrores da ditadura, surgem denúncias, conflitos, chantegens, amores, crimes e todos os demais ingredientes que tornam a obra mais que obrigatória. A "cereja do bolo" é seu final eletrizante e inesperado.

Surpreendente

Ana Santos

O escritor e Nobel da Literatura Mario Vargas Llosa faz de Cinco Esquinas um romance que poderia ser levado à cena como uma comédia de costumes. Não sendo uma peça de teatro, transforma-se numa violenta sátira com forte decalque na realidade do seu país naquela época. O leitor é preso até ao fim quando em 13 páginas de parágrafos alternados, o escritor fecha todas as pontas soltas num final muito original.

Admirável !

Santos Silva

Desde o início ao fim que adorei o livro, o autor sabe como nos prender ao enredo da ação. É um livro muito bem construído, e com uma história bem realista da época em questão.

Retrato humano do Peru

Catarina

Vargas Llosa parece que escreve cada vez melhor. Dois temas que lhe são comuns, o 'Peru' e o Amor, onde se retrata uma sociedade ao mesmo tempo que relata a vida de dois casais (com todas as peripécias que o amor pode trazer), ao lado de um exemplo de uma jornalista sem medos. É difícil escolher o melhor de Vargas Llosa, mas este estará, certamente, entre os melhores.

Novamente brilhante, Vargas Llosa

CS

Lê-se num ápice! Vargas Llosa volta a envolver-nos, como poucos sabem (com a sua escrita irrepreensível), viajamos com ele até ao Peru, voltamos a pensar sobre as relações humanas (o que move as pessoas, o que escondem), vai desvendando os passos de cada personagem na altura certa e faz com que consigamos ter empatia e aversão por cada uma deles, nos diferentes ritmos que este livro (incrível) nos traz. A história de Marisa e Chabela é a primeira que nos prende, imagine-se se a sinopse falasse do Quique ou da Retaquita...

Uma luz na escrita sul americana

Paula Tavares

Um romance surpreendente pela originalidade do tema e da critica que envolve a sociedade peruana, numa época de extrema crise política e social. Uma história de riqueza cultural que nos leva pelo meio dos bairros tipicos do Perú, onde os habitantes, de uma pobreza exrema, possuíam uma vida muita própria e uma riqueza popular e um purismo descritos por Vargas Llosa, de forma extremamente real. Em paralelo e em contraste com um estrato social alto abastado onde tudo lhes era permitido: o poder e o dinheiro estava nas suas mãos. Ressalvar por último a maravilhosa e constrastante imagem do papel do jornalismo neste contexto, o 'Destapes' e a personagem «La Retaquita», como de uma forma retorcida e complicada levam a que a justiça, em parte, consiga finalmente ocupar o seu lugar primordial na vida do país. Está novamente de parabéns Mario Vargas Llosa por esta maravilhosa obra literária.

Excelente!!

Ana Cristina Costa

Vargas Llosa assim nos habituou ... Com este "Cinco Esquinas" (que não conseguimos largar assim que começamos), vemos a análise do Homem em todo o seu esplendor: a corrupção, a perversidade, a política, o jornalismo ... com uma linguagem sublime e uma trama narrativa que nos prende!!

Belo

Ana Silva

Mais um belo livro a que Mario Vargas Llosa nos habituou. Revela-nos um Peru desconhecido e negro, assim como negros também podem ser os seus cidadãos. Impossível de largar até terminar a leitura.

Magistral

Sandra Brito

Como habitualmente, lê-se de um fôlego. Empolgante, surpreendente e escrito de forma magistral, junta pela primeira vez os conteúdos mais erotizados, tema de obras anteriores, a uma intriga interessante, numa sociedade corrompida e cheia de nuances obscuras. Muito bom!

SOBRE O AUTOR

Mario Vargas Llosa

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2010

Mario Vargas Llosa (1936-2025) nasceu em Arequipa, no Peru. Em 1959 abandona o seu país e, graças a uma bolsa, ingressa na Universidade Complutense de Madrid, onde faz provas de doutoramento, fixando-se de seguida em Paris. Sempre próximo da penúria, foi locutor de rádio, jornalista e professor de espanhol. Regressa ao Peru em 1964 e casa no ano seguinte com a sua prima Patrícia, com quem parte para a Europa em 1967, tendo vivido até 1974 na Grécia, em Paris, Londres e Barcelona – após o que volta novamente ao Peru. Em Lima pode, finalmente, dedicar-se em exclusivo à literatura e ao jornalismo, nunca abandonando a intervenção política. Depois de uma candidatura à presidência da República, fixou-se em Londres e, nos últimos anos, viveu entre Paris e Madrid, escrevendo romances e ensaios literários, percorrendo o mundo como professor visitante em várias universidades. Entre os muitos prémios que recebeu contam-se o Rómulo Gallegos (1967), o Príncipe das Astúrias (1986) ou o Cervantes (1994). Foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 2010. É um dos romancistas e ensaístas mais importantes da América Latina e um dos principais escritores da sua geração.

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