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Catarina e a Beleza de Matar Fascistas

de Tiago Rodrigues
Editor: Tinta da China, abril de 2024 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Esta família mata fascistas. É uma tradição antiga que cada membro do núcleo familiar sempre seguiu. Hoje, reúnem-se novamente numa casa no campo, no Sul de Portugal. Uma das jovens da família, Catarina, vai matar o seu primeiro fascista, raptado de propósito para o efeito. No entanto, Catarina é incapaz de concretizar o homicídio ou recusa-se a fazê-lo. Estala assim o conflito, acompanhado de várias questões. O que é um fascista? Há lugar para a violência na luta por um mundo melhor? Podemos violar as regras da democracia para melhor a defender?

O espectáculo criado a partir deste texto, com encenação também de Tiago Rodrigues, foi apresentado com grande sucesso de crítica e público em várias salas portuguesas e em vários países, merecendo o Prémio de Melhor Espectáculo Estrangeiro em França e Itália. com posfácio de Gonçalo Frota. «E como é que começou tudo? Com a opiniãozinha. Explorando o medo e o preconceito. Mentindo. Manipulando. Criando a infra-estrutura da impunidade. Os alicerces do edifício fascista. Agora vale tudo. Porquê? Porque nós permitimos que eles continuassem a falar, a falar, a falar. Que nojo. Há anos a ouvi-los. Cada vez mais opiniões.

Cada vez mais vozes fascistas. E nós a ouvi-los. Uma náusea. Uma impotência. Uma vontade de matar. E queres tu que eu o deixe falar? Para fazer um dos seus discursos? As palavras são poderosas, Catarina. Devias saber isso. Os discursos que ele escreveu, agora são leis. Amanhã serão artigos da Constituição. E onde é que começou? Na opiniãozinha. A maldita opiniãozinha que ninguém teve a coragem de matar à nascença.»

Catarina e a Beleza de Matar Fascistas

de Tiago Rodrigues

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896718268
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: abril de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 201 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789896718268

A peça de teatro português de maior sucesso

Vítor B.

Catarina e a beleza de matar fascistas é um fenómeno único do teatro nacional, já com longa carreira internacional e adaptações noutros países. A obra choque de Tiago Rodrigues é por isso mesmo também um sucesso literário, já com várias edições. Esta obra contém, além do texto da peça. um posfácio De Gonçalo Frota que detalha o processo criativo de construção da peça, que surpreenderá muita gente pela sua coletividade e método. No livro faltam apenas mais algumas notas de rodapé descritivas para quem não assistiu à peça.

Um texto belíssimo e atual

Tânia Figueiras Ribeiro

Este livro fala-nos de um tema muito atual e que tem ganho cada vez mais destaque a nível europeu e mundial. É um livro que põe em perspetiva temas como a moralidade, a responsabilidade e a liberdade. Para além disso, conta com um prefácio incrível que fala sobre o processo de criação do texto da peça, e sobre os temas trabalhados de uma prespetiva de coletivo, de diálogo e de restruturação. Um bom livro para quem gosta de temas fortes.

Oferecer para agradar

João Possante

O livro foi para oferecer e pelos comentários de quem o recebeu, sei que é uma excelente escolha de leitura.

fundamental

tf

Uma obra fundamental da cultura portuguesa nesta década. Tiago Rodrigues faz-nos pensar todo o sistema político e social da nossa sociedade.

Brilhante

Andreia Machado

"Catarina e a beleza de matar fascistas" é uma peça de teatro de Tiago Rodrigues. Neste livro, para além da peça, temos um posfácio absolutamente incrível de Gonçalo Frota, onde acompanhamos vários momentos da preparação desta peça – desde a criação artística ao enquadramento histórico. É uma peça política e provocadora, que usa a ironia e o sarcasmo para provocar reações no público. E que reações! Só de ler, já senti todo o tipo de emoções e quero mesmo assistir no teatro, porque achei absolutamente brilhante o texto! Tendo em conta que começou a ser preparada em 2019, foi apresentada pela primeira vez em 2020 e nos mostra um futuro em 2028, é terrivelmente assustador ver como se aproxima da realidade. Apesar de poder parecer que o intuito é glorificar a violência, o objetivo é exatamente o contrário, é uma crítica evidente ao uso da violência e da opressão no âmbito político, fazendo-nos ainda refletir sobre o paradoxo da tolerância: será que, a favor da liberdade de expressão, se deve deixar que se digam mentiras, que se transmita desinformação, que se espalhe ódio? A peça coloca-nos constantemente perante o dilema moral: violência versus ideologia. A família da Catarina é a metáfora da sociedade, os seus membros refletem sobre as questões que dividem a humanidade contemporânea, através da exploração da memória histórica e do peso das tradições. Eu sabia, mais ou menos, ao que ia... mas juro que não estava preparada para o quão arrasador, assertivo e inteligente é este texto! Nem tenho palavras para vos dizer o quão abismados irão ficar após verem/lerem esta peça. Isto, claro, se forem pessoas com aqueles valores que hoje em dia estão tão pouco em voga: empatia, desejo de igualdade e respeito pelos direitos humanos. E o final da peça é só brutal!

SOBRE O AUTOR

Tiago Rodrigues

Tiago Rodrigues (Amadora, 1977) é ator, encenador, dramaturgo e produtor. Em 2003, fundou a companhia Mundo Perfeito com Magda Bizarro, através da qual criou e apresentou, ao longo de 11 anos, cerca de 30 espetáculos em mais de 20 países. Foi também professor de teatro em várias escolas. Paralelamente ao seu trabalho em teatro, escreveu argumentos para filmes e séries televisivas, artigos, poesia e ensaios. Alguns dos seus espetáculos mais reconhecidos são By Heart (2013), António e Cleópatra (2014), Bovary (2014) ou Sopro (2017), e as suas peças mais recentes são Catarina e a Beleza de Matar Fascistas (2020), Coro de Amantes (2021) ou Dans la mesure de l’impossible (2022). Já recebeu várias distinções nacionais e internacionais, destacando-se o XV Prémio Europa Realidades Teatrais (2018), o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras atribuído pelo Governo Francês (2019), o Prémio Pessoa (2019) e a Medalha de Mérito Cultural do Governo Português (2021). Foi diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, entre 2015 e 2021. Atualmente, é diretor do Festival d’Avignon, sendo o primeiro não-francês a assumir a função naquela que é uma das mais importantes manifestações de teatro em todo o mundo.

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