Catarina e a Beleza de Matar Fascistas
SINOPSE
O espectáculo criado a partir deste texto, com encenação também de Tiago Rodrigues, foi apresentado com grande sucesso de crítica e público em várias salas portuguesas e em vários países, merecendo o Prémio de Melhor Espectáculo Estrangeiro em França e Itália. com posfácio de Gonçalo Frota. «E como é que começou tudo? Com a opiniãozinha. Explorando o medo e o preconceito. Mentindo. Manipulando. Criando a infra-estrutura da impunidade. Os alicerces do edifício fascista. Agora vale tudo. Porquê? Porque nós permitimos que eles continuassem a falar, a falar, a falar. Que nojo. Há anos a ouvi-los. Cada vez mais opiniões.
Cada vez mais vozes fascistas. E nós a ouvi-los. Uma náusea. Uma impotência. Uma vontade de matar. E queres tu que eu o deixe falar? Para fazer um dos seus discursos? As palavras são poderosas, Catarina. Devias saber isso. Os discursos que ele escreveu, agora são leis. Amanhã serão artigos da Constituição. E onde é que começou? Na opiniãozinha. A maldita opiniãozinha que ninguém teve a coragem de matar à nascença.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896718268 |
| Editor: | Tinta da China |
| Data de Lançamento: | abril de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 140 x 201 x 13 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 224 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Teatro (Obra)
|
| EAN: | 9789896718268 |
OPINIÃO DOS LEITORES
A peça de teatro português de maior sucesso
Vítor B.
Catarina e a beleza de matar fascistas é um fenómeno único do teatro nacional, já com longa carreira internacional e adaptações noutros países. A obra choque de Tiago Rodrigues é por isso mesmo também um sucesso literário, já com várias edições. Esta obra contém, além do texto da peça. um posfácio De Gonçalo Frota que detalha o processo criativo de construção da peça, que surpreenderá muita gente pela sua coletividade e método. No livro faltam apenas mais algumas notas de rodapé descritivas para quem não assistiu à peça.
Um texto belíssimo e atual
Tânia Figueiras Ribeiro
Este livro fala-nos de um tema muito atual e que tem ganho cada vez mais destaque a nível europeu e mundial. É um livro que põe em perspetiva temas como a moralidade, a responsabilidade e a liberdade. Para além disso, conta com um prefácio incrível que fala sobre o processo de criação do texto da peça, e sobre os temas trabalhados de uma prespetiva de coletivo, de diálogo e de restruturação. Um bom livro para quem gosta de temas fortes.
Oferecer para agradar
João Possante
O livro foi para oferecer e pelos comentários de quem o recebeu, sei que é uma excelente escolha de leitura.
fundamental
tf
Uma obra fundamental da cultura portuguesa nesta década. Tiago Rodrigues faz-nos pensar todo o sistema político e social da nossa sociedade.
Brilhante
Andreia Machado
"Catarina e a beleza de matar fascistas" é uma peça de teatro de Tiago Rodrigues. Neste livro, para além da peça, temos um posfácio absolutamente incrível de Gonçalo Frota, onde acompanhamos vários momentos da preparação desta peça – desde a criação artística ao enquadramento histórico. É uma peça política e provocadora, que usa a ironia e o sarcasmo para provocar reações no público. E que reações! Só de ler, já senti todo o tipo de emoções e quero mesmo assistir no teatro, porque achei absolutamente brilhante o texto! Tendo em conta que começou a ser preparada em 2019, foi apresentada pela primeira vez em 2020 e nos mostra um futuro em 2028, é terrivelmente assustador ver como se aproxima da realidade. Apesar de poder parecer que o intuito é glorificar a violência, o objetivo é exatamente o contrário, é uma crítica evidente ao uso da violência e da opressão no âmbito político, fazendo-nos ainda refletir sobre o paradoxo da tolerância: será que, a favor da liberdade de expressão, se deve deixar que se digam mentiras, que se transmita desinformação, que se espalhe ódio? A peça coloca-nos constantemente perante o dilema moral: violência versus ideologia. A família da Catarina é a metáfora da sociedade, os seus membros refletem sobre as questões que dividem a humanidade contemporânea, através da exploração da memória histórica e do peso das tradições. Eu sabia, mais ou menos, ao que ia... mas juro que não estava preparada para o quão arrasador, assertivo e inteligente é este texto! Nem tenho palavras para vos dizer o quão abismados irão ficar após verem/lerem esta peça. Isto, claro, se forem pessoas com aqueles valores que hoje em dia estão tão pouco em voga: empatia, desejo de igualdade e respeito pelos direitos humanos. E o final da peça é só brutal!
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