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Cartas Morais

Seguido de Correspondência sobre a Providência, a Sociedade e o Mal

de Jean-Jacques Rousseau
Livro eBook
Editor: Edições 70, outubro de 2020 ‧
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Rosseau escreveu estas cartas com o mesmo cuidado e o mesmo grau de exigência que encontramos nos seus livros. Algumas delas ficaram bastante célebres, como é o caso de Carta sobre a Providência, endereçada a Voltaire, enquanto outras são dirigidas a amigos e desconhecidos que desejam os conselhos deste pensador.

Sempre escritas num registo filosófico de pendor literário, as epístolas não escondem uma perspetiva moral e espiritual que é também o testemunho de um tempo que tem no filósofo francês um dos seus vultos mais eminentes.

Cartas Morais

Seguido de Correspondência sobre a Providência, a Sociedade e o Mal

de Jean-Jacques Rousseau

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724421230
Editor: Edições 70
Data de Lançamento: outubro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 207 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Coleção: Textos Filosóficos
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789724421230

SOBRE O AUTOR

Jean-Jacques Rousseau

Escritor e filósofo humanista de expressão francesa, nasceu em Genebra em 1712 e faleceu em Ermenonville em 1778. Ao recentrar a reflexão sobre a natureza humana nos temas da sensibilidade, do sentimento e da paixão em detrimento da razão, Rousseau antagoniza os princípios do Iluminismo, anunciando já aqueles que virão a ser os valores centrais do Romantismo.

Marcado por um forte otimismo relativamente à essência humana, considera que primitivamente os seres humanos viveriam num hipotético estado de natureza em que, deixando-se reger pelo sentimento (amor de si e piedade), reinava a liberdade e a igualdade. Com o advento da divisão do trabalho e da propriedade privada, tal estado de harmonia teria sido pervertido, tendo-se tornado a sociedade presa do egoísmo e da corrupção.

Dessa forma, os poderosos, apropriando-se da Lei, colocaram-na ao serviço dos seus interesses particulares e fizeram dela um instrumento de servidão. Do mesmo modo, a ciência e a cultura em geral são vistas como focos de degeneração que afastam o ser humano da sua natureza genuína.

Para libertar o homem do estado de servidão em que a sociedade o coloca, Rousseau apresenta duas vias complementares:

A primeira - exposta pormenorizadamente no Émile (1762) - respeita à pedagogia, propondo que esta permita à criança desenvolver-se naturalmente na afirmação espontânea da sua essência e de acordo com a sua própria experiência pessoal, evitando que se torne vítima das deformações que a sociedade lhe procura impor.

A segunda, no âmbito da filosofia política - e desenvolvida no Contrato Social (também de 1762) -, visa o restabelecimento da liberdade e baseia-se na ideia de soberania popular. Esta deve ser concretizada através do contrato social segundo o qual cada indivíduo se deve submeter à vontade geral, convergência e expressão mediada da vontade de cada um, garantindo assim a liberdade e a igualdade de todos. A submissão da Lei à vontade geral assegurará a sua justiça, não cabendo ao poder executivo mais do que garantir a sua correta aplicação.

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