As Intermitências da Morte

Edição Comemorativa

de José Saramago
Editor: Porto Editora, novembro de 2021 ‧
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«[Em As Intermitências da Morte] tomei a morte como tema de uma reflexão mais profunda. No livro, uso primeiro uma grande angular e crio uma fantasia em torno de uma suposição: como a ausêncua da morte afetaria uma sociedade inteira? Depois, fecho a objetiva para um caso específico: a morte materializa-se em personagem e tenta carregar para o além um violoncelista que insiste em não morrer. Procuro demonstrar que a morte é fundamental para o equilíbrio da natureza.»
José Saramago

As Intermitências da Morte

Edição Comemorativa

de José Saramago

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-03997-2
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: novembro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 142 x 210 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 232
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de José Saramago
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978972003997210
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

"No dia seguinte ninguém morreu"

Raquel Caldas

Diz o povo que a morte é o mais certo que há na vida, mas não aos olhos de Saramago. Esta obra desafia a perceção que temos da vida e da morte explorando de forma social e filosófica o modo como a ausência da morte nos afeta. Será a morte humana?

Comentário.

António de Oliveira Pena

Este livro foi oferecido pelo Natal. Saliento parte da dedicatória: "um livro que me impressionou pela sua inovação quando o li pela primeira vez há mais de quinze anos e também agora, ao visitá-lo por alto me continuou a incomodar. Realmente pareceu-me ter ficado a perceber que a morte equilibra a natureza, mas a parte final da obra, ao redor da carta, provocou-me pensamentos diversificados sobre passado, presente e futuro".

SOBRE O AUTOR

José Saramago

Prémio Nobel de Literatura, 1998

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou postumamente, a 16 de novembro de 2021, José Saramago com o grande-colar da Ordem de Camões, pelos "serviços únicos prestados à cultura e à língua portuguesas", no arranque das comemorações do centenário do nascimento do escritor.

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