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Ao Tempo que não Servimos Carapauzinhos de Escabeche

de Joel Costa
Editor: Chiado Books, março de 2015 ‧
15,00€
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Já me tinha dito que quem viria a ter parte essencial no magno evento, na reviravolta da ordem natural da vida que tínhamos conhecido até aí, eram os altos traficantes de droga à escala mundial, e mais esses, bem vistas as coisas, do que os banqueiros, e assim até ao dia em que ambas as actividades se confundissem - dia esse que podia ser aquele preciso dia em vias de nascer. Os altos traficantes de droga estavam a mudar a fisionomia do mundo, da vida, da convivência. A droga estava a chegar ao consumidor com um grau de pureza nunca visto. Só por falar da heroína, já se vendia com um grau de pureza na ordem dos 60%. Era o progresso.
- Então, ouve lá, o progresso é o mais alto nível de alucinação que se possa arranjar? -perguntei.
- Claro que é! A chave dos segredos da vida, a pedra filosofal dos sistemas...

A próxima revolução mundial não precisava de tiros. Seria toda feita com dinheiro e drogas, o que iria dar no mesmo e aumentaria exponencialmente o nível de alucinação. Porque o tempo já não produzia revolucionários daqueles do passado, muito teóricos, muito inteligentes. Hoje, no mercado da revolução, já só se encontravam boçais terroristas religiosos.

Ao Tempo que não Servimos Carapauzinhos de Escabeche

de Joel Costa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895130269
Editor: Chiado Books
Data de Lançamento: março de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 219 x 29 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 396
Tipo de produto: Livro
Coleção: Viagens na Ficção
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895130269

Muito curioso.

Ana BC

Texto curioso, tal como o seu Autor. Radialista, "alma" de "Questões de Moral" que se "volatilizaram" de um dia para o outro. Vá-se lá saber porquê... Escrita "ácida" como convém, num país em que o "politicamente correcto" se tornou a norma.

SOBRE O AUTOR

Joel Costa

Joel Costa, personagem atípica e polidisciplinar, nasceu em Lisboa e não tem a mínima formação universitária.
Foi exercendo na vida e nas circunstâncias intersticiais do tempo, o inteiro e o parcial, diversas e quase disparatadas actividades: paquete, bancário, empregado de escritório, contraguerrilheiro forçado, contabilista incompetente, dactilógrafo temporário, auxiliar de cartografias, cantor lírico, sindicalista, actor de cinema, novelista de gaveta, dramaturgo de cesto de papéis, conferencista de pequeno (e por vezes mau) porte, assessor político, classificador de espectáculos e ghost writer - embora, como grande admirador de romancistas americanos, também gostasse de ter sido marinheiro, publicitário, porteiro da noite, alcoólico, piloto aviador na II Guerra, estucador, jornalista e pastor evangélico.
Em 1994, por um acaso, inicia a inesperada actividade de autor radiofónico. Colabora com a RDP-Antena 2 e é autor de trabalhos que têm merecido o reconhecimento do público e da crítica: Questões de Família e Questões de Moral - actualmente no ar -, além de outras colaborações avulsas. Em 2003, o grupo de teatro Intervalo levou à cena a sua comédia Isto é a Gente a Falar.

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