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O Assassino de Salazar

de Joel Costa
Editor: Casa das Letras, dezembro de 2007 ‧
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Lisboa, 1968. João Manuel tem uma missão, um objectivo, um alvo… uma morte que pode ser libertação…

Lisboa, 1968. Consegue-se pressentir o vento de mudança num país estagnado pela guerra e pela intolerância. Para João Manuel, um vulgar alferes miliciano acabado de chegar do Ultramar, também começam a toar os tambores da mudança, mas o seu som é de uma estranheza mórbida. Matar. Não matar. Matar quem, quando e porquê.
A sua peculiar vocação de se envolver com personagens misteriosas e de propósitos ocultos fê-lo estar rodeado de gente enigmática que ora o mima ora o chantageia. Em breve se torna num fantoche facilmente manipulável. A organização ultra-secreta, que envolve padres, falsos militares, agentes da Pide, agitadores comunistas e senhoras próximas do Movimento Nacional Feminino tem uma missão reservada para João Manuel, um objectivo, um alvo… uma morte que pode ser sinónimo de libertação… Sentindo-se ora um herói ora um reles e sádico traidor João Manuel demora a perceber que nesta vida não há muito mais do que memória… memória, símbolo e tempo que se conquistam e que se anulam.
A riqueza narrativa, elegante e irónica, os dados históricos fidedignos que nos levam sem custo ao Portugal do Estado Novo, os diálogos ágeis, verosímeis e o um constante suspense permitem a este magnífico romance uma completa entrega do leitor que, se faminto por um bom livro, o lerá de uma assentada. Uma verdadeira surpresa no universo ficcional português.

"O Salazar fascista? O Salazar nazi? Quem podia afirmar uma coisa dessas? Ser isso era coisa para homens. Pobre do Salazar… campónio bisonho e pusilânime - e contudo atrevido - seminarista meio judeu - por isso o Hitler nunca quisera nada com ele. Esperto como um rato, isso sim, e fiteiro, e oportunista. O Salazar fascista, ou nazi? Como podia ele ser isso se era desprovido de qualquer sensibilidade romântica, heróica? Um burocrata, um bom funcionário, sem dúvida nenhuma. E como bom funcionário até se poderia dizer que a nação lhe devia alguma coisa. Porém, nunca fora um dos deles. Tinha estado ao serviço deles. Mas poderia ter sido um banal democrata."

O Assassino de Salazar

de Joel Costa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724617497
Editor: Casa das Letras
Data de Lançamento: dezembro de 2007
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 420
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789724617497

Maravilhoso

Cristina

Este livro é realmente fascinante, com uma escrita que prende desde da primeira linha, uma história incrível e viciante. Foi uma surpresa muito boa.

SOBRE O AUTOR

Joel Costa

Joel Costa, personagem atípica e polidisciplinar, nasceu em Lisboa e não tem a mínima formação universitária.
Foi exercendo na vida e nas circunstâncias intersticiais do tempo, o inteiro e o parcial, diversas e quase disparatadas actividades: paquete, bancário, empregado de escritório, contraguerrilheiro forçado, contabilista incompetente, dactilógrafo temporário, auxiliar de cartografias, cantor lírico, sindicalista, actor de cinema, novelista de gaveta, dramaturgo de cesto de papéis, conferencista de pequeno (e por vezes mau) porte, assessor político, classificador de espectáculos e ghost writer - embora, como grande admirador de romancistas americanos, também gostasse de ter sido marinheiro, publicitário, porteiro da noite, alcoólico, piloto aviador na II Guerra, estucador, jornalista e pastor evangélico.
Em 1994, por um acaso, inicia a inesperada actividade de autor radiofónico. Colabora com a RDP-Antena 2 e é autor de trabalhos que têm merecido o reconhecimento do público e da crítica: Questões de Família e Questões de Moral - actualmente no ar -, além de outras colaborações avulsas. Em 2003, o grupo de teatro Intervalo levou à cena a sua comédia Isto é a Gente a Falar.

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