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Amálgama

de Rubem Fonseca
Livro eBook
Editor: Sextante Editora (chancela), outubro de 2014 ‧
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Um assassino de anões que reflete sobre o amor; um homem que mata gatos e cães mas tem pudor em proferir palavras torpes; um rapaz que odeia gente má e usa a sua bicicleta como instrumento da justiça; vários escritores frustrados. No mais recente livro de Rubem Fonseca, os contos e alguns poemas - pungentes, intrigantes, secos como um soco - perambulam pela cidade.

A potência de alguns dos relatos que encontramos no livro deve tudo a essa aspereza tão cara à prosa do escritor… Enquanto contista, Fonseca arrebentou a coleira há muito tempo para seguir rosnando livremente por aí.<

André de Leones, O Estado de São Paulo

Amálgama, o novo livro de José Rubem Fonseca, tem, assim, um forte caráter experimental. Cada relato é uma experiência diferente em busca de uma nova posição diante da escrita. Todos parecem amputados – mas a verdade se diz sempre pelo meio. É ali onde o ficcionista fracassa que se pode abrir, sem que ele saiba disso, seu verdadeiro caminho.

José Castello, O Globo

Amálgama

de Rubem Fonseca

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-676-120-2
Editor: Sextante Editora (chancela)
Data de Lançamento: outubro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 978989676120210
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Leitura interessante

Joana Leal

Escrita seca, por vezes divertida, irónica. O protagonista de cada conto parece ser sempre uma mesma pessoa, embora com passado distinto. Uma espécie de alter ego (do autor?) que acompanha o leitor ao longo das páginas dos vários contos.

Mais um grande livro

António Simões

Mais um grande livro deste autor que eu adoro: Rubem Fonseca. Acho que todos devíamos ler um livro dele na vida e este pode ser um bom pontapé de saída. Recomendo!

Amálgama: um "murro no estômago"

Cláudia Sobral Azevedo

Ler "Amálgama" é como apanhar um "murro do estômago". Com uma concisão notável, o Ruben Fonseca espreita e põe a nu as imperfeições, as mentiras, os segredos e as loucuras, mas também as paixões que caracterizam o ser humano. Nesta obra, o autor brasileiro mistura obscenidades, crimes a sangue frio e o nome da mulher amada escrito "com letras de macarrão". O resultado é o "caldo" de que todos somos feitos. É impossível ficar indiferente.

pequenos contos de Fonseca

Claudino Moura

Este pequeno livro parece uma súmula do melhor que Fonseca escreveu ao longo do tempo. Contos curtos e pequenos poemas que se lêem rapida e avidamente. Os temas são os habituais no autor: amores chulos, assassinatos, droga a bas-fond da vida carioca, mas também o sentir das personagens, o seu sentido ético, a sua reflexão sobre o que fazem e sentem. Enfim, aqui estão pasmadas as virtudes e vilezas da humanidade.

Um dos Grandes Escritores de Língua Portuguesa

Carlos Santos Oliveira

Vencedor por várias vezes do Prémio Jabuti (maior galardão da Literatura Brasileira) o que sucedeu também com a presente obra. Galardoado igualmente com o Prémio Camões entre outros, Rubem Fonseca é um dos Grandes Escritores de Língua Portuguesa. Este seu último livro é um repositório dessa qualidade literária, onde a ironia e o escavar até à raiz as tara humanas se aliam a uma escrita concisa, produzindo um texto empolgante.

Mesmo uma amálgama!

Vasco Costa

Para quem já leu perto de uma dezena de livros do Rubem Fonseca, este desilude um pouco. Dá ideia que o autor disse: escrevi isto, publiquem porque sou o RF. Uma mistura de muita coisa que sabe a pouco.

SOBRE O AUTOR

Rubem Fonseca

Nasceu em Juiz de Fora (Minas Gerais), no Brasil, a 11 de maio de 1925. É um dos mais prestigiados escritores brasileiros contemporâneos e um dos expoentes máximos da literatura de língua portuguesa. Traduzido em todo o mundo, foi galardoado com seis prémios Jabuti e, pelo conjunto da sua obra, com o Prémio Camões em 2003. Em 2015, recebeu o Prémio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL).
É autor de uma vasta obra narrativa, contista e romancista, que tem vindo a ser publicada em Portugal, desde 2010, pela Sextante Editora. Os romances Agosto e A Grande Arte são duas das suas obras incontornáveis, exemplos máximos da sua escrita sóbria e de um realismo «duro» que fez escola na literatura brasileira: «todas as palavras devem ser usadas», disse uma vez numa entrevista.
A Carne Crua — uma coleção de 26 contos inéditos, lançada em Portugal há precisamente um ano —, que viria a ser a sua derradeira criação, juntam-se atualmente no catálogo da Sextante os romances O Seminarista, Buffo & Spallanzani (Prémio Literário Casino da Póvoa do Correntes d’Escritas), A Grande Arte, Agosto e O Selvagem da Ópera, os livros de contos Calibre 22, Axilas & Outras Histórias Indecorosas, Histórias Curtas e Amálgama, e a autobiografia de infância intitulada José.
Rubem Fonseca faleceu no Rio de Janeiro a 15 de abril de 2020, vítima de um enfarte do miocárdio. Após a sua morte foi editado O Doente Molière.

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