Alentejo e Ninguém

Livro 1

de Manuel Alegre
Editor: Editorial Caminho, abril de 1998 ‧
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32 poemas de Manuel Alegre inspirados na paisagem, história e gentes do Alentejo. Um belíssimo livro e um excelente trabalho gráfico. Poema Também Sou Alentejano / a José Manuel Mendes / Fernando Pessoa não gostava de sobreiros / Não sei se saberia do milhafre e do arrepio / circular do seu grito. / Mas percebia com certeza do interdito / da passagem / do rio. / Talvez soubesse do raiano / do mágico logaritmo de outra margem / e de um azul secreto dentro do azul. / Mas ele era só Baixa só urbano. / Sentia na cabeça e na palavra. / Eu gosto dos caminhos para o sul / onde passa o cigano e a rola brava. / E também sou alentejano.

Alentejo e Ninguém

de Manuel Alegre

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722110662
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: abril de 1998
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 44
Tipo de produto: Livro
Coleção: Fora de Colecção - Literatura
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789722110662
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Manuel Alegre

Manuel Alegre nasceu a 12 de maio de 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e ator do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC).
Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção. Em outubro de 1964 é eleito membro do comité nacional da Frente Patriótica de Libertação Nacional e passa a trabalhar em Argel, na emissora Voz da Liberdade. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974.
Dirigente histórico do Partido Socialista desde 1974, foi vice-presidente da Assembleia da República, de 1995 a 2009, e membro do Conselho de Estado.
A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada. Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, em 1999. Ao seu livro de poemas Doze Naus foi atribuído o Prémio D. Dinis. Em 2014, recebeu o Prémio Amália da Fundação Amália Rodrigues e, em 2016, o Prémio Vida Literária da APE e o Prémio de Consagração de Carreira da SPA. No mesmo ano, foi atribuído o Grande Prémio de Literatura dst ao seu livro de poemas Bairro Ocidental. Em 2017, foi distinguido com o Prémio Camões e, em 2019, com o Prémio Vida e Obra da SPA. Em 2021, quando recebeu o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa. Memórias Minhas recebeu o Grande Prémio de Literatura Biográfica Miguel Torga APE/CM de Coimbra.

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