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Agulha em Palheiro

de Camilo Castelo Branco
Editor: Balzac Publicações, dezembro de 2025 ‧
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Um surpreendente romance de Camilo Castelo Branco, que pinta um vívido retrato do conflito entre dois mundos na Europa pós-Revolução Francesa e das lutas liberais. A narrativa desenrola-se nos cenários cosmopolitas de Roma, Florença, Madrid, Londres, Paris e Lisboa, incorporando figuras históricas como o poeta Bocage e o príncipe Jerónimo Bonaparte, que se cruzam com a trama ficcional.

A história de Fernando Gomes, um homem de origem humilde — filho de um sapateiro — que, ao tornar-se ex-combatente liberal condecorado e bacharel em Direito, ascende socialmente e frequenta os requintados salões da nobreza europeia. A sua jornada retrata a mobilidade social emergente, mas também a feroz resistência que essa ascensão provoca.

No salão do príncipe de Monfort, Fernando confronta-se com um duro oponente: o expatriado Bartholo de Briteiros, pai de Paulina e Eugénia, um nobre e rico desembargador miguelista que, durante as Guerras Liberais, mandou para a forca vários dos companheiros de armas de Fernando. O romance transforma-se, assim, num duelo pessoal e ideológico, onde o ódio político e de classe se manifesta numa tensão permanente.

Uma narrativa poderosa em torno dos temas do amor, da honra, da redenção, da vingança, do preconceito de classe e das cicatrizes duradouras da guerra civil, ambientada no turbilhão social e político da primeira metade do século XIX.

Agulha em Palheiro

de Camilo Castelo Branco

Propriedade Descrição
ISBN: 9789893584248
Editor: Balzac Publicações
Data de Lançamento: dezembro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 205 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 192
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789893584248

Agulha em Palheiro

Maria

Dentro do seu estilo, Camilo relata a vida de um jovem, de classes humildes, que se enamorada de uma jovem fidalga, com as várias vicissitudes que um amor desta natureza poderia trazer no século XIX. No enanto, no final, o "viveram felizes para sempre" vai triunfar.

Camilo nunca desilude

VF

Apesar de não ser uma das obras mais aclamadas do autor, Camilo nunca desilude, tecendo uma crítica mordaz à futilidade da aristocracia e da alta burguesia lisboeta do século XIX, expondo a hipocrisia das convenções sociais que asfixiam a autenticidade individual. Por vezes, o amor quando idealizado pode ser tão difícil como encontrar uma agulha em palheiro.

SOBRE O AUTOR

Camilo Castelo Branco

Nasceu em 1825, em Lisboa, e faleceu em 1890, em S. Miguel de Seide (Famalicão). Com uma breve passagem pelo curso de Medicina, estreia-se nas letras em 1845 e em 1851 publica o seu primeiro romance, Anátema. Em 1860, na sequência de um processo de adultério desencadeado pelo marido de Ana Plácido, com quem mantinha um relacionamento amoroso desde 1856, Camilo e Ana Plácido são presos, acabando absolvidos no ano seguinte por D. Pedro V. Entre 1862 e 1863, Camilo publica onze novelas e romances, atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Tornou-se o primeiro escritor profissional em Portugal, dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular a partir da observação da sociedade, com inclinação para a intriga e análise passionais. Considerado o expoente do romantismo em Portugal, autor de obras centrais na história da literatura nacional, como Amor de Perdição, A Queda dum Anjo e Eusébio Macário, Camilo Castelo Branco, cego e impossibilitado de escrever, suicidou-se com um tiro de revólver a 1 de Junho de 1890.

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