A Tentação do Ocidente

de André Malraux
Editor: Livros do Brasil, junho de 2005 ‧

É verdade que há enormes diferenças entre as civilizações. Um chinês, que viaja pela Europa, e um francês, que percorre o Extremo-Oriente, vão tentar analisá-las através de uma fascinante correspondência que trocam entre si. Uma Europa já largamente dominada pelo realismo e pelo conformismo burgueses, bem como por um materialismo destinado a crescer à medida que o tempo passa, opõe-se necessariamente a uma civilização chinesa bem mais antiga do que ela, e que continua muito marcada por correntes religiosas ou filosóficas, como o tauismo, o budismo, as obras de Lao-Tsé e várias outras. A China está no início da sua evolução económica, e esta ainda só toca uma pequena parcela da sua imensa população. Ling crê que o homem ocidental se ocupa em demasia de tentar compreender e explicar o mundo, com o fito de o dominar. Esta característica ocidental visa, no fundo, conduzir o mundo até ao homem, enquanto os chineses, ao invés, «propõem o homem ao mundo». E Ling acrescenta: «Conhecer o mundo não é fazer dele um sistema, da mesma forma que conhecer o amor não é analisá-lo».

A Tentação do Ocidente

de André Malraux

Propriedade Descrição
ISBN: 9789723827521
Editor: Livros do Brasil
Data de Lançamento: junho de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 143 x 212 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 84
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de André Malraux
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789723827521
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

André Malraux

André Malraux nasceu em Paris a 3 de novembro de 1901. Figura central da cultura francesa do século XX, participou ativamente nas lutas revolucionárias do seu tempo e sobre elas produziu algumas das mais marcantes obras da literatura mundial, entre elas A Condição Humana (1933), centrado na revolução comunista chinesa, e A Esperança (1937), onde reflete a sua participação na Guerra Civil de Espanha. Membro da Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial, dedicou-se à vida política no pós-guerra, tendo desempenhado o cargo de ministro da Cultura nos governos de Charles de Gaulle, entre 1959 e 1969. Morreu em Créteil a 23 de novembro de 1976.

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