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A Sibila

de Agustina Bessa-Luís

editor: Relógio D'Água, julho de 2017
RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA i
«O que Sibila e sua descendência significam não precisa de ser sublinhado por contraste. Mas esse mundo romanesco, pelo seu simples aparecimento, deslocou o centro da atenção literária.» Eduardo Lourenço

A Sibila

de Agustina Bessa-Luís

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896417475
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: julho de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 233 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 268
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896417475
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Que portento

Teresa Coelho

Há algum tempo que queria ler este livro, as expectativas eram altas e corresponderam em pleno. A escrita nem sempre é simples e por vezes senti alguma dificuldade em acompanhá-la, precisando reler algumas passagens devido à riqueza e à dificuldade do vocabulário. Ainda assim, não creio que se pretendesse um livro algo intelectual, mas uma narrativa que espelhasse o carácter e a complexidade das suas personagens, em especial das femininas. Forças motrizes de vidas quase sempre cruéis e difíceis de atravessar, as mulheres apresentam-se essenciais à sobrevivência familiar, em contraponto com os homens que se revelam fracos de valores e iniciativa, muitas vezes violentos e adictos, empecilhos na vida dessas mulheres, à riqueza e à prosperidade. Contudo, é às mulheres que se exige o bom carácter, a firmeza, a integridade e a perseverança, enquanto que aos homens pouco se espera e, por isso, pouco se exige. O orgulho, a determinação, a humildade, a inveja, o poder, a contradição moral e afetiva, a desconfiança e, acima de tudo, a dificuldade em lidar com os sentimentos e a demonstrar os afetos, são pedras basilares da narrativa, na qual também encontramos alguns momentos de humor. Apesar da leitura não ter sido feita de um sopro, por exigir alguma análise e concentração, foi feita com grande prazer e sempre com alguma relutância em pousar o livro.

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uma grande escritora

Guilherme

Agustina conta-nos a vida de Quina desde a infância até à velhice e fá-lo de uma maneira maravilhosa. Apresenta-nos uma "Dona" de província que, não sendo nobre, era tão conceituada como se fosse da família real. A Sibila mostra-nos as crendices, os usos e as tradições de uma região do norte de Portugal, não muito longe do Douro, desde o fim do sec XIX até meados do sec XX. Fala também dos "vai e vem", ou seja dos que emigravam para o Brasil e de lá vinham novos ricos, sendo considerados Brasileiros em Portugal e Portugueses no Brasil. Um livro muito interessante, que nos dá a conhecer um Portugal que já não existe, mas que faz parte do nosso património cultural.

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Indispensável

Luís B. Santos

Uma das obras primas da literatura portuguesa. Retrata um ambiente e uma realidade social de há 65 anos e parece permanecer actual. Grande, enorme e tremenda qualidade de escrita.

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o mundo sentido pela Agustins

J Martins

Não fui capaz de ler o livro de seguida. O conteúdo é profundo até perturbador. Requer nova leitura.

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Obra Magistral

Teresa Fonseca

Nesta obra Agustina teatro de emoções e de sensações fortes, com personagens de personalidade forte e bem marcada. Quem ali impera são as mulheres, apesar de os homens julgarem ter poder, mas as mulheres, essas tecem teias envolventes e astutas. Obra simplesmente magistral!

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Retrato social

Maria M Pereira

Quem cresceu no Portugal rural vai reconhecer muitas das descrições de trejeitos e falares. Até mesmo os ofícios, estão lá todos: a fiadeira, a tecedeira, o tamanqueiro. É um livro que não se presta a juízos sobre indivíduos ou classes. O bem e o mal, a frieza e a ternura e até a saloiice e a sagacidade coexistem sempre.

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Literatura pura

Nuno Aparício

Um livro escrito num estilo muito erudito, onde abundam frases como «Ficou na memória, como alguma coisa de dantesco, porém sem esse estertorar espasmódico das cenas infernais, mas antes extraordinariamente discreto, reservado, abafado como um atroador clamor que choca com uma superfície intransponível a ali se prende e ameaça e ruge, mais terrível do que se explodisse na ampliação dos ares, o dia em que a louca desapareceu e não pôde ser encontrada». Retrato do Portugal interior rural, conta-nos a história de uma família e da sua quinta - os amores, os dramas, as tragédias, as alegrias...

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Das páginas mais belas e assombrosas que se podem ler

José Ramos

A Sibila é um romance que olha de frente o humano, sem o subtrair aos costumes, às instituições - a família, a comunidade, a religião - e ao preconceito em que cada ser se molda, perante as forças contraditórias e profundas que informam cada indivíduo. É conforme este olhar que surge Quina, a Sibila, uma personagem única na sua complexidade, onde o humano é exemplo desse redemoinho de forças, através do qual se abre um conflito - o conflito de estar vivo e o que isso implica de luta, aceitação e incomunicabilidade. Das páginas mais fulgurantes, assombrosas e belas da nossa literatura, numa edição cuidada da Relógio D'Água e com um igualmente cuidado e preciso prefácio de Gonçalo M. Tavares, A Sibila vem demonstrar o quanto Agustina Bessa-Luís tem de dom, beleza, técnica, filosofia e humor, o que talvez a torna a escritora, se não a mais indispensável, pelos menos, a mais profunda e clarividente.

Agustina Bessa-Luís

Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, a 15 de outubro de 1922. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando com mais de meia centena de obras.
Representou as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizou conferências em universidades um pouco por todo o mundo.
Foi membro do conselho diretivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961-1962).
Entre 1986 e 1987 foi diretora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Entre 1990 e 1993 assumiu a direção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social.
Foi membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo sido distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de "Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres", atribuído pelo governo francês (1989).
É em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea. Conjugando influências pós-simbolistas de autores como Raul Brandão na construção de uma linguagem narrativa onde o intuitivo, o simbólico e uma certa sabedoria telúrica e ancestral, transmitida numa escrita de características aforísticas, se conjugam com referências de autores franceses como Proust e Bergson, nomeadamente no que diz respeito à estruturação espácio-temporal da obra, Agustina é senhora de um estilo absolutamente único, paradoxal e enigmático.
Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem foi amiga e com quem trabalhou de perto. Estão neste caso Fanny Owen ("Francisca"), Vale Abraão e As Terras do Risco ("O Convento"), para além de "Party", cujos diálogos foram igualmente escritos pela escritora. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, 1995).
Em Maio de 2002 Agustina Bessa-Luís é pela segunda vez contemplada com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), relativo a 2001, com a obra "O Princípio da Incerteza - Jóia de Família", obra que Manoel de Oliveira adaptou ao cinema com o título "O Princípio da Incerteza", e que foi exibido dias antes da atribuição deste prémio, no Festival de Cannes.
Agustina Bessa-Luís foi distinguida com os prémios Vergílio Ferreira 2004, atribuído pela Universidade de Évora, pela sua carreira como ficcionista, e o Prémio Camões 2004, o mais alto galardão das letras em português.
Morreu dia 3 de junho de 2019, com 96 anos.

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