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A Muralha

de Agustina Bessa-Luís
Editor: Relógio D'Água, novembro de 2020 ‧
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«É tentador descrever A Muralha, publicada em 1957, três anos após A Sibila, de maneira superlativa: como um dos maiores romances escritos em português; como um dos documentos mais profundos sobre a cultura europeia depois da II Guerra Mundial; ou ainda como o grande romance da cidade do Porto, tal como Os Maias é o grande romance de Lisboa.»
[Do Prefácio de Rui Ramos]

A Muralha

de Agustina Bessa-Luís

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896419936
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: novembro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 27 mm
Páginas: 392
Tipo de produto: Livro
Coleção: Agustina Bessa-Luís
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896419936

A cidade invicta

Renan Messias

Livro gigantesco de Agustina Bessa-Luis, tanto no emaranhado das personagens, quanto na reconstrução da história da cidade do Porto. Uma linda carta de amor à cidade invicta.

Agustina de sempre

Armando Sousa

A Muralha, publicado em 1957, dá-nos a conhecer o percurso de vida de uma família tripeira, num período cujos ecos da segunda mundial ainda pairam na atmosfera tripeira. Desta obra "divinal" de Agustina retenho frases que não esquecerei, apelidando-as de sublimes e destacando a de Noémia, ao referir-se à fé do seu pai «Caridade... amor divino... Há anos que a minha alma me cabe inteira dentro duns chinelos. Toda a aspiração da minha alma ao fim do dia são umas pantufas». Agustina é isto, acutilante, mordaz, doce, mas sublime na narrativa. Como sempre, mulheres fortes a "povoarem" a sua obra. A Muralha é um documento cultural que terá de ser lido por quem gosta de boa literatura mas, sobretudo, de ler bons autores e Agustina enche-nos a alma.

SOBRE O AUTOR

Agustina Bessa-Luís

Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, a 15 de outubro de 1922. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando com mais de meia centena de obras.
Representou as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizou conferências em universidades um pouco por todo o mundo.
Foi membro do conselho diretivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961-1962).
Entre 1986 e 1987 foi diretora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Entre 1990 e 1993 assumiu a direção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social.
Foi membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo sido distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de "Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres", atribuído pelo governo francês (1989).
É em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea. Conjugando influências pós-simbolistas de autores como Raul Brandão na construção de uma linguagem narrativa onde o intuitivo, o simbólico e uma certa sabedoria telúrica e ancestral, transmitida numa escrita de características aforísticas, se conjugam com referências de autores franceses como Proust e Bergson, nomeadamente no que diz respeito à estruturação espácio-temporal da obra, Agustina é senhora de um estilo absolutamente único, paradoxal e enigmático.
Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem foi amiga e com quem trabalhou de perto. Estão neste caso Fanny Owen ("Francisca"), Vale Abraão e As Terras do Risco ("O Convento"), para além de "Party", cujos diálogos foram igualmente escritos pela escritora. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, 1995).
Em Maio de 2002 Agustina Bessa-Luís é pela segunda vez contemplada com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), relativo a 2001, com a obra "O Princípio da Incerteza - Jóia de Família", obra que Manoel de Oliveira adaptou ao cinema com o título "O Princípio da Incerteza", e que foi exibido dias antes da atribuição deste prémio, no Festival de Cannes.
Agustina Bessa-Luís foi distinguida com os prémios Vergílio Ferreira 2004, atribuído pela Universidade de Évora, pela sua carreira como ficcionista, e o Prémio Camões 2004, o mais alto galardão das letras em português.
Morreu dia 3 de junho de 2019, com 96 anos.

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