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A Morte do Palhaço

de Raul Brandão

editor: Padrões Culturais, janeiro de 2011
Nesta obra, Raul Brandão constrói conversas extraordinárias com e sobre o palhaço. Cada personagem do texto representa algo na sociedade, conversando entre si e com o autor e, por entre diálogos, Raul Brandão descreve três estados pelos quais o Homem pode pautar a sua existência: o primeiro, viver pelo sonho; o segundo, viver entre o sonho e a vida terrena; o terceiro, a entrega à vida terrena e mundana. A narrativa constrói-se num constante vaivém entre dor e prazer, sonho e realidade, sublime e grotesco; num constante namoro com o leitor mais sensível que sente: sente tudo, por tudo sentir.

«Quiseste fazer rir e agora fazes rir. Viveste de sonho, tentas voltar à realidade – e a realidade atira-te para o sonho. Se abres a boca para falar de amor, todos desatam a rir. A realidade vinga-se. A realidade não cria palhaços como tu, a realidade cria homens, e os que se esquecem de viver não devem acusar a vida. Tens de ser palhaço até à morte. É inútil quereres voltar para trás, e por cada grito de dor que soltes conta com uma risada de escárnio. Fizeste da vida artifício, para representares as tuas farsas, e agora teimas em recomeçá-la?... Palhaço! Palhaço!... Davas tudo para não sonhares – para viveres – e a realidade obriga-te a caminhar até ao fim. Palhaço! Palhaço!... Talvez todos os homens, num dado momento da vida, perguntem a si próprios, numa angústia: – Errei a vida? O meu amor foi o verdadeiro amor? O sonho que sonhei o melhor sonho? Felizes os palhaços que são palhaços até à última hora com a mesma convicção – e que não sentem este desespero e este fel. Palhaço! Palhaço! A tua vida foi um sonho – agora sonha! Quem se habituou a sonhar, tem de sonhar sempre, de se fechar por dentro com o seu sonho, para fugir à realidade. Agora só te resta fazer do amor sonho e da morte um sonho maior e mais belo.»

A Morte do Palhaço

de Raul Brandão

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898160959
Editor: Padrões Culturais
Data de Lançamento: janeiro de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 195 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 104
Tipo de produto: Livro
Coleção: Textos Extraordinários
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898160959
Raul Brandão

Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, Porto, a 12 de março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de dezembro de 1930. Militar de 1888 a 1911, quando se reformou do posto de capitão, foi ao jornalismo e à literatura que dedicou a sua vida, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição humana é o tema profundo da sua obra: simbolista-decadentista no início, com História de um Palhaço, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas, considerado «um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa». As suas Memórias – que agora se apresentam reunidas num único volume – são uma das grandes referências nacionais neste género literário.

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