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A Cidade e as Serras

de Eça de Queiroz
Livro eBook
Editor: Quetzal Editores, abril de 2026 ‧
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Marcado por uma intensa ironia, A Cidade e as Serras conta a história de Jacinto, herdeiro afortunado da antiga aristocracia rural portuguesa, cuja vida confortável e abastada em Paris é obrigado a deixar a fim de tratar de assuntos familiares num pequeno lugarejo em Portugal - nas serranias do Douro. Entediado e infeliz na cidade grande, Jacinto entra em contacto com uma paisagem rústica e natural até então desconhecida, descobrindo um novo modo de vida, que decide experimentar.

O livro está dividido em duas partes: a primeira, cómica, burlesca, é uma espécie de sátira que narra a vida de Jacinto em Paris, diante do avanço da civilização, do progresso, das novas tecnologias, da massificação dos centros urbanos e do seu próprio «grande vazio interior». A segunda apresenta o personagem tentando fixar-se a Tormes, em Portugal, onde ele encontra a verdadeira felicidade.

Publicado depois da sua morte (e só parcialmente revisto pelo autor), A Cidade e as Serras é erradamente considerada uma obra «de segunda linha» de Eça de Queirós. Neste romance está presente, da primeira à última linha, o génio de Eça como ironista, paisagista, historiador do seu século europeu e criador de personagens eternizadas na grande literatura. Considerado um romance «menor» ao pé da grandiosidade operática de Os Maias, é uma amostra da inocência de Eça, da sua capacidade de rir, de amar e de redescobrir as alegrias simples do reencontro com a terra. Os episódios que decorrem no n.º 202 dos Campos Elísios, em Paris («a cidade»), a viagem de Jacinto e Zé Fernandes para o Douro, a chegada a Tormes e os desenvolvimentos da vida tranquila («as serras») constituem momentos únicos do infindável talento romanesco de Eça e da sua intuição como autor de mundos ficcionais que marcam a imaginação dos seus leitores - e da dos que não o leram.

«Cada frase que Eça de Queirós publicou tinha sido polida e temperada, cada cena da sua vasta obra múltipla foi imaginada com probidade. Ele define-se como realista, mas esse realismo não exclui o quimérico, o sardónico, o amargo e o piedoso. […] No último ano do século XIX, morreram em Paris dois homens de génio, Eça de Queirós e Oscar Wilde. Que eu saiba, nunca se conheceram, mas ter-se-iam entendido admiravelmente.»
Jorge Luis Borges

A Cidade e as Serras

de Eça de Queiroz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895822188
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: abril de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 141 x 209 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 312
Tipo de produto: Livro
Coleção: A Biblioteca de Alexandria
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895822188
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Eça de Queiroz

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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