A Caverna
SINOPSE
Caligrafia da capa por EDUARDO LOURENÇO
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-04654-3 |
| Editor: | Porto Editora |
| Data de Lançamento: | maio de 2014 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 142 x 210 x 23 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 368 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Obras de José Saramago |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978972004654313 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
A desumanização da sociedade moderna
Sara Oliveira
Em A Caverna, acompanhamos a história de Cipriano Algor, um oleiro que vê seu ofício tornar-se obsoleto diante de um sistema dominado por um enorme centro comercial. Inspirado no mito da caverna de Platão, Saramago constrói uma narrativa lenta e reflexiva, cheia de simbolismo, num romance alegórico que critica o consumismo e a desumanização da sociedade moderna.
As coisas que parecem ter passado são as que nunca acabam por passar
Nogueira Pinto
O primeiro romance de Saramago após receber o mais que justo Nobel. Retrata um oleiro, sua filha, seu genro, um Centro Comercial. De um modo subtil este romance acaba por fazer pontes com a Alegoria da Caverna. Adorei, adorei, o que já não é novidade nos livros que tenho o prazer de ler e de reler, como foi este o caso, do nosso Nobel. Obrigado José Saramago.
Quase perfeito
Natasha Salles
Há quem diga que Saramago “se acomodou” com o Nobel ao escrever este que foi seu primeiro romance após receber o distinto prêmio. Acho a crítica injusta, mas admito que senti falta de um clímax mais aprofundado, me pareceu muito curto se compararmos à cena de Jesus no lago no Evangelho. Mesmo assim, a história é fantástica e a forma como o autor faz pontes com a Caverna Platônica é magistral. ALERTA SPOILER, NÃO CONTINUE A LER SE AINDA NÃO LEU O LIVRO: meu sonho por exemplo era que houvesse artigos de barro na caverna subterrânea encontrada por Cipriano Algor, uma vez que esses objetos existem há quase 30000 anos, poderiam ter sido evidentemente os objetos a projetar sombras na parede da gruta. Eu não tenho a capacidade filosófica e literária de Saramago, mas acredito que ele saberia extrair alguma comparação interessante com os objetos que o protagonista fabricava. Enfim, a cena da gruta me pareceu ter sido escrita meio que às pressas, o que é por assim dizer desesperador para o leitor que está lendo um livro sabendo que este foi inspirado no mito platônico. Minha expectativa era que quando os dois se encontrassem, o mito inspirador e a ficção inspirada, que muitas mais pontes de comunicação entre eles fossem construídas. Mas, se faltam as pontes entre os dois na dita cena, elas abundam na obra de modo geral.
Um homem incoercível
A.F.
Um livro sóbrio, bastante crítico, mas que nos permite olhar o mundo de um forma diferente, como só José Saramago nos era capaz de conduzir, através deste inigualável romance. Um oleiro, a sua filha e um segurança, vão viver as consequências de um mundo cada vez menos complacente, que os leva para dentro de um centro comercial. Uma grande obra, que reflete acerca daquilo que vai contíguo àquilo que vem e as suas inevitáveis consequências. Magnífica obra.
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