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A Capital

de Eça de Queiroz
Livro eBook
Editor: Livros do Brasil, maio de 2023 ‧
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«Acusou o público e a cidade de estupidez. Que admirava que uma burguesia embrutecida e de crânio mole fosse indiferente à Poesia e às ideias nobres? Ser poeta num mundo tão torpe era uma "chapada tolice".»

Artur Corvelo é um jovem de grandes aspirações: alimentado pela vida boémia e literária que conheceu nos seus tempos de Coimbra, acalenta agora tornar-se um grande poeta. Para mal dos seus pecados, a morte súbita do pai obriga-o a voltar para Oliveira de Azeméis, terra enfastiosa onde mora a sua única família, as tias Sabininha e Ricardina. A não ser que… um padrinho com quem raramente conviveu lhe legue uma boa maquia de dinheiro. É assim que Artur se vê a caminho de Lisboa, essa bela cidade onde se realizam todos os sonhos. Ou assim acha ele. Mas um mal nunca vem só, para mais quando se é um mancebo perdido no meio da súcia de pelintras, caloteiros, cobardes, debochados, imbecis e bêbedos da magnânima Capital. Este romance foi o último projeto em que Eça de Queiroz trabalhou, mais tarde concluído e revisto pelo seu filho José Maria d’Eça de Queiroz, que o havia de publicar em 1925.

A Capital

de Eça de Queiroz

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-711-194-5
Editor: Livros do Brasil
Data de Lançamento: maio de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 142 x 210 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 432
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Eça de Queiroz
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 978989711194510
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Eça de Queiroz

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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