A Bela Angevina

de José-Augusto França
Editor: Editorial Presença, maio de 2005 ‧
Entre os papéis que Eça de Queiroz nos deixou, há quatro retratos de uma jovem desconhecida: foram tirados num famoso fotógrafo de Angers, cerca de 1880, período em que Eça, vindo do seu consulado de Bristol, para desfrutar de ares mais amenos, fez várias estadas no então consagrado Hotel du Cheval Blanc da cidade, conforme cartas dali datadas. Algumas destas cartas estão publicadas e as fotografias também - em 1989, pela Professora Beatriz Berrini. O hotel fechou nos anos 40, e o estúdio fotográfico igualmente, sem deixarem rasto em arquivos locais. Várias tentativas feitas na região para identificarem aquela jovem de Angers, ou angevina, têm sido, até agora infrutíferas. Eça poderia assim ter amado e sido amado, porque não?... A Bela Angevina, o mais recente romance de José-Augusto França, fala das carreiras de Eça de Queiroz, diplomática, com documentação conhecida (e alguma acrescentada), literária, conforme os melhores especialistas (e algumas outras hipóteses) - e amorosa, com invenção inteiramente livre, a partir dos citados retratos. Passa a história pela Bretanha por Paris e Bristol, algo por Lisboa, e sobretudo Angers, capital do Anjou, onde Eça escreveu O Mandarim enquanto ia revendo e corrigindo Os Maias. Trata-se de um romance histórico, com muitas personagens reais, decorrendo num ambiente tranquilo e sensivelmente burguês da província francesa dos finais de Oitocentos.

A Bela Angevina

de José-Augusto França

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722333597
Editor: Editorial Presença
Data de Lançamento: maio de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 188
Tipo de produto: Livro
Coleção: Grandes Narrativas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722333597
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

José-Augusto França

José Augusto Rodrigues França (1922-2021) nasceu em Tomar, a 16 de novembro de 1922, foi um historiador, sociólogo e crítico de arte português.
Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras de Lisboa (1944). Partiu para Paris como bolseiro do estado francês em 1959 (até 1963), tendo estudado com Pierre Francastel. Obteve os graus de doutor em História pela Universidade de Paris em 1962 – "Une Ville des Lumères: la Lisbonne de Pombal" –, e de doutor em letras pela mesma universidade em 1969 – "Le Romantisme au Portugal".
O seu interesse pela pintura manifestou-se em 1946 na sequência de viagens a Espanha e Paris, tendo realizado outras viagens à Europa e às Américas até se fixar em Paris em 1959. Nas décadas de 1940 e 1950 foi uma das figuras mais dinâmicas e influentes da vida cultural portuguesa. Entre 1947 e 1949 participou nas atividades do Grupo Surrealista de Lisboa, tendo um papel polémico de oposição aos neorrealistas. Na década seguinte seria um defensor da arte abstrata, cujo primeiro salão nacional organizou, na Galeria de Março, que dirigiu entre 1952 e 1954. Publicou os seus primeiros artigos de crítica de arte no Horizonte, Jornal das Artes, tendo a partir daí uma extensa colaboração em jornais e revistas da especialidade de onde podem destacar-se: Unicórnio (1951-1956); Art d’Aujourd’hui; KWY; Colóquio/Artes (que dirigiu entre 1970 e 1996); etc. Dirigiu o Centro Cultural Português em Paris (1980-86). O seu nome também consta na lista de colaboradores da Revista Municipal (1939-1973) publicada pela Câmara Municipal de Lisboa.
Lecionou na Sociedade Nacional de Belas Artes. Foi professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa (desde 1974), onde criou os primeiros mestrados de História de Arte do país. Antigo presidente da Academia Nacional de Belas Artes, membro do Comité Internacional d’Histoire de l’Art e presidente de honra da Association Internationale des Critiques d’Art.
Autor de referência na área das artes visuais e da cultura em Portugal, entre as suas obras destacam-se os estudos sobre a arte em Portugal nos Séculos XIX e XX, as monografias sobre Amadeo de Souza-Cardoso e Almada Negreiros, além de outros volumes de ensaios de interpretação e reflexão histórica, sociológica e estética sobre problemas da arte contemporânea.
Na domínio da ficção, publicou um primeiro romance em 1949, Natureza Morta, seguindo-se, em 1958, um livro de contos. Depois de um prolongado interregno, voltou a publicar com mais regularidade, podendo nomear-se obras como Buridan (2002), A Bela Angevina (2005), José e os Outros (2006), Ricardo Coração de Leão (2007), João sem Terra (2008) e A Guerra e a Paz (2010).

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