10% OFF

Filhos da Chuva

by Álvaro Curia
Book eBook
Publisher: Manuscrito Editora, February of 2024 ‧
17,90€
16,11€
10% OFF
IN STOCK -
free shipping
Em Domínio, a chuva não tem fim e os relógios pararam nas cinco da tarde. Numa terra sem tempo, as vidas andam todas desencontradas. Conhecedora dos hábitos de cada um, Muda percorre as ruas, carregada de sacos, distribuindo as compras e uma réstia de normalidade. Aguarda o momento em que se cruza com o filho, Amor, um jovem que vive aprisionado numa fábula que o padrasto lhe conta desde pequeno e que mudará a sua vida para sempre. Ao largo de Domínio está a Ilha da Fortaleza, onde encontramos Mãe, mulher possessiva, que nunca deixou Filho conhecer o mundo. Mas algo fará com que ele parta e o seu caminho se cruze com o de Amor. Poderá a decisão de um alterar a vida de todos?

Um romance em que a culpa e a obsessão andam de mãos dadas com o acaso e a coragem.

«Uma chuva teimosa é premissa para um belíssimo romance, uma narrativa muito bem escrita e construída.»
Afonso Cruz

«Ao fim de poucas páginas, também nós habitamos este romance. Há vida aqui.»
José Luís Peixoto

«A escrita do Álvaro é capaz de iluminar até um sítio onde faz sempre chuva.»
Rita da Nova

AlvaroCuria_640.png

Álvaro Curia de A a W

De A a W é uma rubrica do Wookacontece, na qual desafiamos um convidado a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas… o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita.

Desta vez, o nosso convidado é Álvaro Curia que, além de colaborador regular do wookacontece, é um dos fundadores da conta de Instagram @literacidades, criada com Ludgero Cardoso para divulgação literária e promoção de hábitos de leitura. Apaixonado por livros, decidiu passar para o lado de lá, e estrear-se como escritor.
O seu livro de estreia, Filhos da Chuva, é um romance passado num lugar imaginário, chamado Domínio, que tem a peculiaridade, pesada e nada agradável, de ser uma terra sem tempo, onde a chuva, constante e interminável, marca as vidas dos seus habitantes, todas desencontradas. A capa, brilhantemente ilustrada por Juan Cavia, transporta-nos para lá. Em tal mundo, encontamos culpas e obsessões, mas também coragem. Entramos nesta história com Muda, uma mulher que distribui compras pelas ruas, esforçando-se por manter alguma normalidade na vida dela, e na dos outros. O filho, Amor, vive aprisionado numa fábula que o padrasto lhe conta desde pequeno e que mudará a sua vida para sempre. E há ainda uma ilha ao largo daquele estranho lugar, onde habita Mãe, uma mulher que controla Filho e o impede de conhecer o mundo. Mas as pernas de Filho cresceram e pedem-lhe que as faça andar. Quando o seu caminho se cruza com o de Amor, algo irá mudar. Quando há muitas vidas em suspenso, é preciso algo que as abane…

Mas o melhor mesmo é darmos a palavra ao escritor: de A a W, Álvaro Curia leva-nos a conhecer esta história que prende e surpreende, entre os pingos da chuva.   De A a W Álvaro Curia A – Amor, personagem que mexe com a ação, sentimento esdrúxulo.

B – Barqueiro e barqueiro: quando a letra inicial nos diz do feitio do homem.

C – Coração que pode ter bocas que choram. E a chuva, já agora!

D – Domínio, terra cheia de mágoas.

E – Enchuvadas andam todas as pessoas naquela terra.

F – Filho, pois sem ele não havia história.   G – Gota, a famosa baga que enebria.

H – Homem na Cama e Homem das Imposições, dois que não podiam ser mais diferentes.

I – Imaginar um território que existe apenas dentro de nós.

J – Janelas da Fortaleza, partidas, esventradas.

K – Kafka como inspiração para a espiral de desespero.

L – Literatura; escrita literária, livre para usar o estilo e a estética.

M – Mãe, Mulher e Muda. Três versões da maternidade.

N – Ninguém, em quem nos transformamos.

O – Obreiros, rapazes e raparigas encarregados de manter a terra em pé.

P – Prisão de obsessão, medo, garras que as aranhas teriam.

Q – Querer até ao limite das nossas forças, sem saber bem que se quer.

R – Rumor que cria outro rumor, história por esclarecer. S – Silêncio, que nunca há quando chove sem parar.

T – Território, continente imenso que se estende e onde está Domínio.

U – União, porque só assim se vence.

V – Vidros. Uma praia e um mar feitos deles, brilhantes e cheios de cores.

W – Virgina Woolf, a escritora de quem mais livros li na vida.

Filhos da Chuva_Inspiração_wookacontece 640.png

Filhos da Chuva: as referências de um primeiro romance

Para escrever, é preciso ler muito. Procurar a nossa voz nos livros, encontrar referências, contactar com diferentes estilos. Um fator decisivo para que a página em branco não seja um bloqueio. Depois, entre todos, há os livros que inspiram. Proponho-vos que conheçam alguns livros cuja leitura foi determinante no processo de criação de Filhos da Chuva.

  Filhos da Chuva «Um romance em que a culpa e a obsessão andam de mãos dadas com o acaso e a coragem.»
Antes, porém, falemos deste que é o meu primeiro romance. O primeiro que publiquei, pois há outros que estão na gaveta… e por lá devem permanecer. Para se chegar àquele momento em que consideramos ter uma obra merecedora de ser publicada, há que escrever muito antes. Bater muita tecla, passar muitas horas diante do computador. E depois, se assim o entendermos, deitar fora tudo isso. Escrevo desde os 12 anos e perdidos nas caixas da cave da casa da minha mãe estão o início de um conto sobre a mulher de D. Pedro I, um policial passado no Burundi, uma saga familiar com mais de mil páginas, um romance epistolar, uma novela dedicada a uma grande paixão e muitos poemas. Mas nada disto merece ver a luz do dia. Escrevi estes textos com todo o meu coração. Mas faltava-me vida e, sobretudo, faltava-me leitura. E isso refletia-se na escrita.
Filhos da Chuva é um romance que se passa num Território imaginado, em que existe uma terra, Domínio, onde não para de chover há muito tempo. Tanto que, por isso, e pelo facto de a luz rarear, o próprio tempo parou numa hora que todos acordaram, as cinco da tarde. É neste Território que se movem as personagens, identificadas pela sua função no enredo: Mãe, Filho, Mulher, Dono, Ministro, entre outros homens e mulheres que nos guiam através de uma trama e de uma terra que são, também, personagens principais. Procurei criar momentos de tensão, alguns até – diria – sufocantes, mas também de humor e de uma certa leveza possível. Vi as pessoas deste livro ganharem vida por si e tantas vezes me admirei com o facto de serem elas, a maior parte das vezes, a orientarem o seu rumo numa história onde temas fortes, como a maternidade ou a culpa, acabam por desempenhar papéis principais.
Mas nada disto seria possível sem ter lido livros que me inspiraram. Com este elenco de obras-mestras, não quero ter a veleidade da comparação. Pelo contrário, enumero alguns dos livros que me vêm construindo enquanto autor. QUERO LER! »









  Uma Casa na Escuridão Foi sobretudo na ideia de que o Mal, esse, com maiúscula, pode chegar a qualquer momento e desencadear mudanças absurdas nas vidas das pessoas, que encontrei referências que me interessavam para o meu romance. Peixoto escreveu um livro a que regresso muitas vezes para recentrar esse fino equilíbrio entre a tranquilidade e o horror. Um horror pleno que não encontramos em Domínio, mas que, em determinados momentos da narrativa, lhe serve de redoma. QUERO LER! » O Pecado de Porto Negro Não é fácil criarmos um mundo de raiz. Até onde temos de ir para que se torne coeso? Norberto Morais fá-lo com uma mestria irrepreensível, não apenas neste livro, como também em A Balada do Medo. É bem possível pensar que o Território de Filhos da Chuva poderia estar no mesmo mundo desta América Latina de Norberto Morais, ainda que, provavelmente, em tempos históricos diferentes. QUERO LER! » Para onde vão os guarda-chuvas A delicadeza das relações entre os filhos e os pais é um tema que sobressai nesta autêntica obra-prima. Aquele fino estalar de entendimento entre um filho e um pai, a confusão a que podem conduzir diferentes condutas perante uma criança e perante a memória de outras pessoas que, ainda assim, podem ou não ser reais. Talvez entre Amor e o seu suposto pai, de Filhos da Chuva, existam memórias imaginadas cuja origem tenha ido beber a um dos mais impactantes romances da literatura portuguesa. QUERO LER! » Ensaio sobre a Cegueira A questão do narrador, nesta e noutras obras de Saramago, é algo que me interessa muito. Encaro-o como um narrador presente, ainda que por vezes não tão diretamente, mas ao ler o autor tenho sempre a impressão de que é alguém que me conta uma história, que me conduz através de um enredo. Este narrador não nos conta tudo, mas há sempre a ideia de que pode ter com ele toda a informação e dosear a forma como a entrega ao leitor. QUERO LER! » A Casa dos Espíritos O realismo mágico nunca pode servir de remate de uma situação para a qual o autor não tem solução. Esse deus ex machina, na minha opinião, assassina qualquer livro. Allende, neste livro, entrega-nos elementos de realismo mágico postos numa história que retrata um país não nomeado, mas com factos históricos que nos aportam no Chile. Não usa nunca esses elementos como desenlace ou resolução e, penso, esse é um grande ensinamento a autores que se queiram mover dentro desse território da criatividade. QUERO LER! »

Filhos da Chuva

by Álvaro Curia

Property Description
ISBN: 9789899181090
Publisher: Manuscrito Editora
Release Date: February of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 155 x 233 x 18 mm
Cover: Softcover
Pages: 304
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789899181090

Uma história de encantar

Ler, um prazer adquirido

Os filhos da chuva são a geração que tem que se libertar da obsessão e da culpa. Original e criativa esta história de encantar passa-se em Domínio, uma terra onde nunca pára de chover e o tempo não condiciona ninguém. As personagens marcantes e bem definidas têm nomes que são como alcunhas que as identificam. Personagens que se dão a conhecer e que provocam reação, de empatia ou aversão numa história que nada tem de infantil. A linguagem é rica e requintada mas escorre como água e gota não é apenas o que se dá nesta terra porque as ternas e até angustiantes imagens que projetamos com a Mãe e o Filho na Fortaleza e a Muda e Amor ou Homem na Cama são muitas e cinematográficas. Bem como as de Amor e Filho. O desenlace desta trama, que peca por ser longo, tem muito que se lhe diga mas eu vou silenciar. Um excelente romance de estreia.

Adorei

Niel_Tomodachi

4.5 estrelas Adorei a escrita cuidada, as personagens e o ambiente que nos prende à leitura do inicio ao fim deste romance. Gostei muito deste primeiro livro de Álvaro Curia. Parabéns!!!

ABOUT THE AUTHOR

Álvaro Curia

Filho de mãe brasileira e pai português, diz-se de nacionalidade atlântica com coração portuense. Autor, jornalista, professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Doutorou-se em História, frequenta o mestrado em Português Língua Estrangeira, com forte componente opcional de estudos literários. Como jornalista, trabalhou na RTP, no JN e na Greenpeace, em Amesterdão. Cofundou, em 2019, o Literacidades, perfil dedicado à promoção de hábitos de leitura e divulgação literária. Tem publicado vários textos literários em manuais de escrita, crónicas, artigos de opinião e de índole científica. Publicou, na Manuscrito, em fevereiro de 2024, o romance Filhos da Chuva.

(see more)

BY THE AUTHOR

PEOPLE WHO BOUGHT ALSO BOUGHT