Álvaro Curia de A a W
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6 de março de 2024
De A a W é uma rubrica do Wookacontece, na qual desafiamos um convidado a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas… o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita.
Desta vez, o nosso convidado é Álvaro Curia que, além de colaborador regular do wookacontece, é um dos fundadores da conta de Instagram @literacidades, criada com Ludgero Cardoso para divulgação literária e promoção de hábitos de leitura. Apaixonado por livros, decidiu passar para o lado de lá, e estrear-se como escritor.
O seu livro de estreia, Filhos da Chuva, é um romance passado num lugar imaginário, chamado Domínio, que tem a peculiaridade, pesada e nada agradável, de ser uma terra sem tempo, onde a chuva, constante e interminável, marca as vidas dos seus habitantes, todas desencontradas. A capa, brilhantemente ilustrada por Juan Cavia, transporta-nos para lá. Em tal mundo, encontamos culpas e obsessões, mas também coragem. Entramos nesta história com Muda, uma mulher que distribui compras pelas ruas, esforçando-se por manter alguma normalidade na vida dela, e na dos outros. O filho, Amor, vive aprisionado numa fábula que o padrasto lhe conta desde pequeno e que mudará a sua vida para sempre. E há ainda uma ilha ao largo daquele estranho lugar, onde habita Mãe, uma mulher que controla Filho e o impede de conhecer o mundo. Mas as pernas de Filho cresceram e pedem-lhe que as faça andar. Quando o seu caminho se cruza com o de Amor, algo irá mudar. Quando há muitas vidas em suspenso, é preciso algo que as abane…
Mas o melhor mesmo é darmos a palavra ao escritor: de A a W, Álvaro Curia leva-nos a conhecer esta história que prende e surpreende, entre os pingos da chuva.
Desta vez, o nosso convidado é Álvaro Curia que, além de colaborador regular do wookacontece, é um dos fundadores da conta de Instagram @literacidades, criada com Ludgero Cardoso para divulgação literária e promoção de hábitos de leitura. Apaixonado por livros, decidiu passar para o lado de lá, e estrear-se como escritor.
O seu livro de estreia, Filhos da Chuva, é um romance passado num lugar imaginário, chamado Domínio, que tem a peculiaridade, pesada e nada agradável, de ser uma terra sem tempo, onde a chuva, constante e interminável, marca as vidas dos seus habitantes, todas desencontradas. A capa, brilhantemente ilustrada por Juan Cavia, transporta-nos para lá. Em tal mundo, encontamos culpas e obsessões, mas também coragem. Entramos nesta história com Muda, uma mulher que distribui compras pelas ruas, esforçando-se por manter alguma normalidade na vida dela, e na dos outros. O filho, Amor, vive aprisionado numa fábula que o padrasto lhe conta desde pequeno e que mudará a sua vida para sempre. E há ainda uma ilha ao largo daquele estranho lugar, onde habita Mãe, uma mulher que controla Filho e o impede de conhecer o mundo. Mas as pernas de Filho cresceram e pedem-lhe que as faça andar. Quando o seu caminho se cruza com o de Amor, algo irá mudar. Quando há muitas vidas em suspenso, é preciso algo que as abane…
Mas o melhor mesmo é darmos a palavra ao escritor: de A a W, Álvaro Curia leva-nos a conhecer esta história que prende e surpreende, entre os pingos da chuva.
De A a W
Álvaro Curia
A – Amor, personagem que mexe com a ação, sentimento esdrúxulo.
B – Barqueiro e barqueiro: quando a letra inicial nos diz do feitio do homem.
C – Coração que pode ter bocas que choram. E a chuva, já agora!
D – Domínio, terra cheia de mágoas.
E – Enchuvadas andam todas as pessoas naquela terra.
F – Filho, pois sem ele não havia história.
B – Barqueiro e barqueiro: quando a letra inicial nos diz do feitio do homem.
C – Coração que pode ter bocas que choram. E a chuva, já agora!
D – Domínio, terra cheia de mágoas.
E – Enchuvadas andam todas as pessoas naquela terra.
F – Filho, pois sem ele não havia história.
G – Gota, a famosa baga que enebria.
H – Homem na Cama e Homem das Imposições, dois que não podiam ser mais diferentes.
I – Imaginar um território que existe apenas dentro de nós.
J – Janelas da Fortaleza, partidas, esventradas.
K – Kafka como inspiração para a espiral de desespero.
L – Literatura; escrita literária, livre para usar o estilo e a estética.
M – Mãe, Mulher e Muda. Três versões da maternidade.
N – Ninguém, em quem nos transformamos.
O – Obreiros, rapazes e raparigas encarregados de manter a terra em pé.
P – Prisão de obsessão, medo, garras que as aranhas teriam.
Q – Querer até ao limite das nossas forças, sem saber bem que se quer.
R – Rumor que cria outro rumor, história por esclarecer.
H – Homem na Cama e Homem das Imposições, dois que não podiam ser mais diferentes.
I – Imaginar um território que existe apenas dentro de nós.
J – Janelas da Fortaleza, partidas, esventradas.
K – Kafka como inspiração para a espiral de desespero.
L – Literatura; escrita literária, livre para usar o estilo e a estética.
M – Mãe, Mulher e Muda. Três versões da maternidade.
N – Ninguém, em quem nos transformamos.
O – Obreiros, rapazes e raparigas encarregados de manter a terra em pé.
P – Prisão de obsessão, medo, garras que as aranhas teriam.
Q – Querer até ao limite das nossas forças, sem saber bem que se quer.
R – Rumor que cria outro rumor, história por esclarecer.
S – Silêncio, que nunca há quando chove sem parar.
T – Território, continente imenso que se estende e onde está Domínio.
U – União, porque só assim se vence.
V – Vidros. Uma praia e um mar feitos deles, brilhantes e cheios de cores.
W – Virgina Woolf, a escritora de quem mais livros li na vida.
T – Território, continente imenso que se estende e onde está Domínio.
U – União, porque só assim se vence.
V – Vidros. Uma praia e um mar feitos deles, brilhantes e cheios de cores.
W – Virgina Woolf, a escritora de quem mais livros li na vida.