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No Tempo das Cerejas

by Célia Correia Loureiro
Book eBook
Publisher: Aurora Editora, February of 2024 ‧
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Um romance histórico profundo e apaixonante sobre a complexidade das relações humanas, que consolida Célia Correia Loureiro como uma voz surpreendente da nova geração.

Em 1947, Serafim Almeida - repórter em Londres e aspirante a novelista - regressa à Lisboa do pós-guerra e encontra uma metrópole vibrante. É então que recebe um convite inusitado de Irene Silva Vaz, uma cantadeira de fado com uma vida peculiar.

A curiosidade leva-o a percorrer Lisboa na companhia da fadista, enquanto esta procura expiar os seus fantasmas junto do velho repórter, pedindo-lhe que transforme as suas confissões num livro. Ao longo desse verão, Serafim ver-se-á enredado na sua teia intrincada de relatos de infância, de amores e ódios, de segredos familiares e, acima de tudo, da amizade tortuosa que Irene manteve com Helena Sousa - a costureira que parece assombrar todas as histórias da cantadeira.
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Célia Correia Loureiro De A a W

De A a W é uma rubrica do Wookacontece, na qual desafiamos um convidado a percorrer as letras do abecedário dizendo para cada uma delas… o que bem entender. O resultado é sempre uma incógnita.

Desta vez, a nossa convidada é Célia Correia Loureiro. Tradutora literária e autora de vários romances, entre os quais Os Pássaros e o romance histórico Uma Mulher Respeitável, acaba de lançar No Tempo das Cerejeiras. Neste romance, leva-nos a viajar pela Lisboa do pré e do pós-Segunda Guerra Mundial, guiados por Serafim Almeida, um repórter em Londres que aspira a ser romancista. Quando regressa a Lisboa em 1947, descobre uma cidade que vibra e que ganha uma nova dimensão para si, quando uma cantadeira de fado o convida para ouvir a história da sua vida. Mais do que isso, ela quer que Serafim transforme as suas confissões, desde a infância aos amores, ódios e segredos, num livro. A teia de memórias e relações desta mulher tece-se pouco a pouco, num relato íntimo que nos faz refletir nas nossas próprias vidas.

De A a W, Célia Correia vai puxando, aqui, um pouco do fio dessa teia…   De A a W Célia Correia Loureiro A – Amália. «Cantar, cantei muito. Trabalhar, nada.»

B – Beijo. «Durante aquele beijo, sentira-se adorada, venerada, amada. Gostaria de poder dedicar-lhe a mesma devoção.»

C – Campo. Cerejas.

D – Destino. «Apesar da tenra idade, já sentia que devia alguma coisa ao destino. Tinha uma dívida para com os outros. Chamava-lhe fado.»

E – Emily Brontë.

F – Fado. «Ao menos ouves o vento. Ao menos ouves o mar.»
  G – Gentileza.

H – Harry Potter. Harper Lee.

I – Itália. Irène Némirosvky.

J – Jardim. «Era uma atração irresistível, o leão da Estrela.»

K –Kitty Fane . Egoísta, mimada, fútil. Fascinante.

L – Ludovico Einaudi.

M – Madressilva. Mulheres na escrita.

N – Nadar. Nova Iorque.

O – Ólafur Arnalds. Saudade.

P – Pintar.

Q – Queijadas de Sintra.

R – R.E.S.P.E.C.T. S – Saúde mental. «Ajudaram-nos a despir os casacos e trouxeram a carta, que nos pusemos a analisar, esquecidos do psicanalista e do viúvo de chapéu em riste.»

T – Tulipas.

U – União.

V – Verdade. «… mas não podia permitir que a minha obsessão pela verdade interferisse na nossa amizade.»

W – William Somerset Maugham. «Só o amor e a arte tornam a existência tolerável.»

No Tempo das Cerejas

by Célia Correia Loureiro

Property Description
ISBN: 9789895770519
Publisher: Aurora Editora
Release Date: February of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 152 x 230 x 27 mm
Cover: Softcover
Pages: 384
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789895770519

A Lisboa do século passado...

Patrícia Sousa

A vida de uma cantadeira, em Lisboa, no início do século passado. O que era nessa época querer trilhar um caminho diferente, considerado de má vida e mal afamado. Como ultrapassar o preconceito, mesmo entre os amigos e familiares, como encarar o que queremos e o que é suposto, com descrições fenomenais de uma sociedade tão diferente da atual.

Fabuloso ¿

Andreia Machado

Mas que viagem pelas ruas de Lisboa, pela história do fado, por costumes e tradições tão nossas. Não sou lisboeta e senti uma nostalgia tão grande, como se também eu acompanhasse a Irene e o Serafim nos seus passeios ou estivesse sentada numa taberna de fados a ouvir uma cantadeira. A escrita da Célia é bela, imersiva, intensa e perfeitamente adaptada à época que esta história retrata, a primeira metade do século XX, dos anos 20 aos 50 sensivelmente. Para além de um drama entre amigas, vinganças, histórias de amor e segredos familiares, a Célia ainda nos dá uma magnífica aula de história! E que bem me soube relembrar e até aprender tantos pormenores e particularidades. A par disto, o livro tem também um foco no papel da mulher nesta sociedade, o que era esperado e aceite, claro que a mulher tinha que se dar ao respeito, ser recatada e casta, viver uma vida de servidão ao homem, à família e aos filhos. Contudo, a Irene mostra-nos que ela é o que ela quiser! E o tanto que gostei desta personagem, tão distinta do habitual para a sua época. Tenho que referir também o Serafim, o nosso jornalista, porque também ele é um homem fora de época, que não se deixou levar por costumes, um romântico que nunca casou porque nunca sentiu "(...) ¿ ¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿ ¿¿¿¿¿â¿¿¿¿ ¿¿¿ ¿¿¿¿ ¿¿¿ ¿¿ ¿¿¿". O final deixou-me boquiaberta ¿ não esperava, mas gostei. ¿

Inesquecível e essencial

T. R.

O mais recente livro de Célia Correia Loureiro é absolutamente deslumbrante. A narrativa decorrida numa Lisboa dos anos 40 e 50, pautada por descrições detalhadas e personagens absolutamente carismáticas. Mais do que a ligação entre duas mulheres ao longo dos anos, este livro é um retrato da sociedade da época, e seguir o jornalista e a fadista pelas ruas de Lisboa é observarmos a vida. Fenomenal. A Célia Correia Loureiro é das melhores escritoras portuguesas que Portugal tem a honra de ler.

A Célia não desilude

Stephanie

Não é o primeiro livro que leio da Célia então as expectativas eram altas. Mas mais uma vez esta não desiludiu! Todo o livro é maravilhoso desde das escrita às personagens do fado a Lisboa. É um livro sobre o fado, sobre o amor é sobre a vingança, e a Célia mais uma vez consegue deixar me agarrada desde do início até ao fim. Li o livro num instante Amei e recomendo

Cada vez melhor!

MDGL

A Célia conquistou-me logo com o seu livro "Demência". Pensar que uma pessoa tão jovem podia escrever algo assim! A partir daí tenho lido tudo desta escritora espantosa. Esta nova obra não desilude, pelo contrário. A forma como a Célia abraça a ficção com factos históricos é sublime. Por favor leiam.

Maravilhoso

Maria Barros

Um livro que prende do início ao fim, este livro é mais que uma capa bonita ,é uma excelente companhia ¿

ABOUT THE AUTHOR

Célia Correia Loureiro

Célia Correia Loureiro estudou Informação Turística, trabalhou na área e acompanhou grupos em visitas guiadas pelos recantos mais inspiradores de Portugal. Em 2022, reformou-se do turismo e passou a dedicar-se exclusivamente à tradução literária. Em 2026, considera a possibilidade de se dedicar apenas à investigação na área de História, se o mestrado que frequenta na Universidade de Évora correr bem.
Em suma, é provável que volte a mudar de rumo várias vezes, mas uma coisa é certa: nunca, jamais, em tempo algum, deixará de escrever.

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