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Poemas Escolhidos de Álvaro de Campos eBook

de Fernando Pessoa
Livro eBook
Editor: Assírio & Alvim, agosto de 2013 ‧
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O engenheiro Álvaro de Campos, viajante do mundo que acaba por radicar-se em Lisboa, é o heterónimo virado para a vida urbana e moderna, para as máquinas, a técnica, a velocidade e os pequenos pormenores da vida quotidiana — tudo o que o faz sentir. Esta antologia inclui as suas obras maiores, desde «Opiário» e «Ode Triunfal» até à «Ode Marítima» e «Tabacaria», e ainda uma larga seleção dos seus outros poemas, permitindo-nos seguir um percurso que é feito de inaudita invenção poética e da mais forte emoção.

Poemas Escolhidos de Álvaro de Campos

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-1722-8
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: agosto de 2013
Idioma: Português
Páginas: 192
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Pessoa Breve
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Poesia
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

O heterónimo mais exuberante!

Noémia Lopes

Li com agrado este pequeno(grande livro)! Foi bom revisitar Álvaro de Campos... Uma seleção de poemas deste teor não é fácil de fazer, contudo, penso que os poemas mais emblemáticos e mais expressivos deste heterónimo estão neste livro! Aconselho a alguém que pretenda descobrir Pessoa, no seu melhor... Muito Bom!

Excelente Leitura

Gustavo

Poemas Escolhidos de Álvaro de Campos mostra-nos um dos heterónimos mais intensos e humanos de Fernando Pessoa, e um dos menos trabalhados no ensino secundário português. Enquanto na escola se estudam sobretudo Caeiro, Reis e o ortónimo, Campos fica quase sempre de lado, apesar de ser o que mais diretamente expressa angústias, entusiasmos e conflitos interiores tão próximos da experiência moderna. Esta seleção de poemas revela todas as suas fases: o futurista elétrico, o melancólico decadente e o meditativo existencial. Ler Campos é encontrar vulnerabilidade, excesso emocional e autenticidade — uma visão de Pessoa muito diferente daquela que a escola costuma apresentar. O livro funciona assim como uma porta de entrada para o Pessoa mais visceral e contraditório, permitindo ao leitor descobrir um heterónimo que deveria ter muito mais espaço no percurso escolar, dada a sua atualidade emocional e literária. Uma leitura essencial para conhecer o universo pessoano de forma mais completa. P.s. Achei curioso Campos ter muita reflexão filosófica o que por um lado o aproxima de Camus. Não é relavante mas achei curioso

O melhor heterónimo

José Manuel Rodrigues dos Santos

Álvaro de Campos sempre foi o meu heterónimo de escolha. A diversidade entre a 1ª, 2ª e 3ª fase é extraordinária. Desde o Opiário, passando pelas duas Odes, até culminar no mais bonito poema da poesia portuguesa: Tabacaria. Este pequeno livro leva-nos numa enorme viagem de reflexão. Recomendo muito, especialmente o poema "Quasi".

Escolha muito interessante

Tiago Silva

Descobri poemas que desconhecia e gostei bastante. Recomendo a leitura.

Álvaro de Campos

Martim

O meu heterónimo preferido, sem dúvida. Incomparável.

Poemas Escolhidos de Álvaro de Campos

João Miranda

Não é o meu heterónimo preferido mas não é possível deixar de gostar de Tabacaria. Com este livro, uma edição com muito bom gosto, descobri alguns poemas que desconhecia mas que gostei bastante, como Lisbon Revisited e Ai, Margarida.

Álvaro de Campos, em Pessoa

Cláudia Garrido

O que eu esperava encontrar em poemas de Fernando Pessoa, e no heterónimo de Álvaro de Campos, o meu preferido...transmite a angústia sem medos, a procura de ser ouvido e talvez, quem sabe...compreendido, sem ser aborrecido. Encaixa nas minhas angústias, no que eu quero ouvir (ler) em alguns momentos e sem me aborrecer. E o humor que dele se retira é espantoso, as provocações... Fez-me chorar, rir, arrepiar, ir aos céus e aos infernos, fez-me sentir prazer e dor, divertiu-me, deu-me um gosto imenso (re)lê-lo, (comê-lo!!!). Continua ao lado da minha cabeceira, pois sei que vou precisar de voltar a rever algumas passagens, alguns poemas daqui por uns tempos e sempre.

Álvaro de Campos

Leonardo Tavares

Um hino à poesia decadentista... Poemas como Lisbon Revisited ou Tabacaria, espelham bem que em cada fragmento dos seus heterónimos, existe um fio condutor que nos conduz até Pessoa. É impossível ficar indiferente ao desfolhar cada um destes poemas... "Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?"

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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