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Perder-se eBook

de Annie Ernaux
Livro eBook
Editor: Livros do Brasil, julho de 2023 ‧
12,99€
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DISPONIBILIDADE IMEDIATA
Ebook para wook reader
Perder-se revela o diário íntimo mantido por Annie Ernaux durante o ano e meio em que viveu uma relação intensa e secreta com um diplomata russo, mais jovem, casado, que a deixou à beira da obsessão. Conhecem-se em setembro de 1988. Annie está divorciada, tem dois filhos crescidos, mora nos arredores de Paris e acaba de fazer quarenta e oito anos. Sem conseguir trabalhar num novo livro e desempenhando automaticamente as tarefas banais do dia a dia, é a expectativa da visita daquele homem que lhe ocupa os pensamentos. Quando tudo acaba, sem um gesto de despedida, restam-lhe os sonhos – e a escrita. Esta é a relação retratada em Uma Paixão Simples, aqui exposta através de apontamentos mais imediatos e sem artifícios, que põem a nu toda a vulnerabilidade de uma mulher perdida de amor e de desejo.

Perder-se

de Annie Ernaux

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-711-227-0
Editor: Livros do Brasil
Data de Lançamento: julho de 2023
Idioma: Português
Páginas: 272
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Dois Mundos
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Diário Cru

CS

Escritora maravilhosa, um dos muito bons livros dela. Diria que é daquelas escritoras de quem se tem de ler a obra completa. Mas, este em particular, mostra o lado feminino mais negro e honesto. A Annie Ernaux tem algo de único, talvez na crueza e na honestidade das palavras, na porta escancarada que este livro em particular é para a sua vida, para a sua intimidade, que podia ser só (mais) um diário, mas a forma como ela o torna em literatura, é imersivo.

Perdida de Paixão

AllbyMyShelves

Este livro é o Diário de Annie Ernaux do ano e meio em que esteve envolvida com (e absorvida por!)um homem casado, oriundo da União Soviética. É precisamente esta vivência que serve de base ao meu livro preferido da autora: "Uma Paixão Simples", mas em "Perder-se" percebemos que esta Paixão foi tudo menos Simples para Annie. Mais uma vez, Ernaux apresenta-se despida de pruridos e subterfúgios. Perdida de paixão. Tudo é visceral, vívido e sofrido. Como apontado na citação, estamos perante uma assumida obsessão pelo "objeto" da Paixão, obsessão essa contida perante este e na sua ausência, mas completamente espelhada nas páginas do seu diário. Se essa obsessão me enche as medidas enquanto leitora, poderá, contudo, deixar outros leitores um pouquinho "enfartados", pois neste livro temos um "fartote" de entradas de diário de uma mulher desesperada de paixão. Assim, diria que não é o livro ideal para começar a conhecer a autora, ou para quem pouco se identifica com esta vivência tão compulsiva.

Uma Paixão (que de) Simples (não teve nada)

LTC

Annie Ernaux faz-nos regressar a Uma Paixão Simples com apontamentos sobre a sua paixão por um diplomata russo mais novo e casado, no seu tom confessional a que já nos habituou e à sua escrita honesta, crua e despida de floreados. Quem leu Uma paixão Simples de Annie Ernaux com toda a certeza nunca mais apagou da memória as palavras da autora que narram esta sua paixão, que de simples não teve nada. Esta relação tornou-se extremamente obsessiva e Annie Ernaux viu-se a viver em função dos "chamados" de um homem que a sugou emocionalmente até ao âmago.

Perder-se

Susana Frazão

Uma leitura intensa, visceral e emotiva, ao estilo do que a autora galardoada com o Prémio Nobel já nos habituou. Neste livro lemos o diário que relata a sua paixão por um diplomata russo, que nos leva numa viagem emocionalmente destrutiva, neurótica e assoberbada de paixão. Muito bom para os fãs de Annie Ernaux, sendo que para iniciantes recomendaria começar por outro livro da autora.

Magnífico

Telma Castro

Se "Uma Paixão Simples" é o aperitivo que nos deixa com água na boca, "Perder-se" é o banquete completo. Retrata a mesma paixão com o diplomata russo, desta vez em forma de diário, e com uma profundidade muito grande. Entre o charme da clandestinidade, o desejo a par da morte e a escrita a par do sexo, a autora conduz-nos por esses atalhos de vida, que sustentam este diário. "Perguntar-me-ei se não foi a última vez." Faz esta indagação a si própria, vive numa constante aflição, dependência emocional. Vive para esses encontros, como se o tempo parasse nesse hiato. Nada mais importa...faz a vontade ao desejo, nutre o coração num prazer quase instantâneo que pouco dura. Após o fim de cada encontro, as angústias recomeçam, o sossego é efémero... O passado constantemente evocado, toca no presente. As querelas de outrora, que se aproximam sem pedir licença, tão indispensáveis para purgar a angústia. Há livros da Ernaux que me tocam mais, outros menos. Mas, em todos encontro a mesma sensibilidade, entranhada com a crueza, de uma forma muito própria. O resultado é esta escrita confessional, transparente nas emoções e muito prazerosa de se ler. Tantos encontros enquanto me perdia nestas páginas.

SOBRE O AUTOR

Annie Ernaux

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2022

Annie Ernaux nasceu em Lillebonne, na Normandia, em 1940, e estudou nas universidades de Rouen e de Bordéus, sendo formada em Letras Modernas. É atualmente uma das vozes mais importantes da literatura francesa, destacando-se por uma escrita onde se fundem a autobiografia e a sociologia, a memória e a história dos eventos recentes. Galardoada com o Prémio de Língua Francesa (2008), o Prémio Marguerite Yourcenar (2017), o Prémio Formentor de las Letras (2019) e o Prémio Prince Pierre do Mónaco (2021) pelo conjunto da sua obra, destacam-se os seus livros Um Lugar ao Sol (1984), vencedor do Prémio Renaudot, e Os Anos (2008), vencedor do Prémio Marguerite Duras e finalista do Prémio Man Booker Internacional. Em 2022, Annie Ernaux foi distinguida com o Prémio Nobel de Literatura.

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