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Os Funerais Da Mamã Grande eBook

de Gabriel García Márquez
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, Janeiro de 2009 ‧
9,99€
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Sob o tema dos funerais mitológicos, em 1962, Gabriel García Márquez reuniu num pequeno volume sete contos e a curta novela que lhe dá o título. Neste livro aparece já, em todo o seu esplendor, o elemento mágico e telúrico que a partir daí definirá a sua obra. Estamos uma vez mais em Macondo e na sua região, entre episódios e personagens reconhecíveis, numa série de contos impossíveis de esquecer.

No último texto é preciso enterrar a Mamã Grande, soberana absoluta deste mundo, que faleceu com a fama de santidade aos 92 anos e a cujos funerais compareceu não só o Presidente da República, como até o Supremo Pontífice, na sua gôndola papal, além de camponeses, contrabandistas, cultivadores de arroz, prostitutas, feiticeiros e bananeiros, que ali se deslocaram propositadamente. Os seus bens, que datavam da época da conquista, eram incalculáveis. Abarcavam cinco municípios, 352 famílias e também a "riqueza do subsolo, as águas territoriais, as cores da bandeira, a soberania nacional, os partidos tradicionais, os direitos do homem, as liberdades dos cidadãos, o primeiro magistrado, a segunda instância, o terceiro debate, as cartas de recomendação", etc. Demora três horas a enumeração dos bens terrenos da Mamã Grande. Os seus herdeiros, no momento em que retiram do interior da casa o cadáver da defunta, fecham as portas e começam vorazmente a repartir a herança.

Os Funerais Da Mamã Grande

de Gabriel García Márquez

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722079594
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: Janeiro de 2009
Idioma: Português
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9789722079594
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Contos e fantasias

M. Almeida

Um livro cheio de histórias com tramas e mistério. Lê-se muito bem, ao que Gabriel García Márquez já nos habituou. Recomendo.

Para Começar

António Baptista

É um bom livro ( de contos ) para descobrir o extraordinário escritor que foi depois o Gabu. Tem personagens que ficam na memória das gentes da América do Sul.

De Leitura Obrigatória

Sara Ventura Fernandes

Este livro, dividido em várias histórias, é nos apresentado sob a forma de contos. É um conjunto de contos deliciosos, intrigantes e em que as suas personagens, embora bizarras por vezes, nos deixam completamente viciados. Garcia Marquez tem esse poder de fascinar o leitor.

Um breve comentário sobre a obra

Ana Rute Raposo

Mais uma vez li um belíssimo livro do autor. Traz mistério, intrigas, crenças, reporta-nos a outras obras com personagens bem vincadas, localizações espaço - temporais já nossas conhecidas. O autor continua a escrever com uma certa rudeza, sem sentimentalismos.

Recomendo a sua leitura

Rita Alexandra Duarte Pereira

É um livro leve, suave e de fácil compreensão. Bom para quem não lê há um certo tempo. O conteúdo, contos e uma novela, referem-se a um povoado colombiano onde o calor abrasador do Verão é o principal pano de fundo. Macondo é o espaço de todas as cenas, uma pequena aldeia histórica do interior, com pessoas pacatas que se conhecem entre si. Estes géneros literários (contos e novelas) são do meu agrado, ainda mais se cobertos por pitadas de realismo. No entanto, sinto que preciso de ler outras 2 obras do autor, nomeadamente "A Revoada" e "Cem Anos de Solidão", para conhecer melhor esta terra e esta gente.

Apreciação

antonio pinho

Embora Marquez apresente uma escrita fria e pouco sentimentalista, o livro reporta-nos para reflexões agradáveis. Ideal para quem gosta de personagemns e intrigas misteriosas...

SOBRE O AUTOR

Gabriel García Márquez

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1982

Escritor colombiano nascido a 6 de março de 1927 em Aracataca, um pequeno entreposto do comércio de bananas. Desde logo deixado ao cuidado dos seus avós, um coronel na reserva, ex-combatente na guerra civil, e uma apaixonada pelas tradições orais indígenas, estudou na austeridade de um colégio de jesuítas.
Terminando os seus estudos secundários, ingressou no curso de Direito da Universidade de Bogotá, mas não o chegou a concluir. Fascinado pela escrita, transferiu-se para a Universidade de Cartagena, onde recebeu preparação académica em Jornalismo. Publicou o seu primeiro conto, "La Hojarasca", em 1947. No ano seguinte, deu início a uma carreira como jornalista, colaborando com inúmeras publicações sul-americanas. No ano de 1954 foi especialmente enviado para Roma, como correspondente do jornal El Espectador mas, pouco tempo depois, o regime ditatorial colombiano encerrou a redação, o que contribuiu para que Márquez continuasse na Europa, sentindo-se mais seguro longe do seu país.
Em 1955 publicou o seu primeiro livro, uma coletânea de contos que já haviam aparecido em publicações periódicas, e que levou o título do mais famoso, "La Hojarasca". Passando despercebida pelo olhar da crítica, a obra inclui contos que lidam compassivamente com a realidade rural da Colômbia.
Em 1967 publicou a sua obra mais conhecida, o romance "Cien Años De Soledad" ("Cem Anos de Solidão"), romance que se tornou num marco considerável no estilo denominado como realismo mágico. Em "El Otoño Del Patriarca" (1977), Márquez conta a história de um patriarca, cuja notícia da morte origina uma autêntica luta de poder.
Uma outra obra tida entre as melhores do escritor é "Crónica De Una Muerte Anunciada" (1981, "Crónica de uma Morte Anunciada"), romance que descreve o assassinato de um homem em consequência da violação de um código de honra. Depois de "El Amor En Los Tiempos De Cólera" (1985, "Amor em Tempos de Cólera"), o autor publicou "El General En Su Laberinto" (1989), obra que conta a história da derradeira viagem de Simão Bolívar para jusante do Rio Magdalena. Em 2003, as Publicações D. Quixote editam, deste autor, "Viver para Contá-la", um volume de memórias de Gabriel García Márquez onde o autor descreve parte da sua vida.
Gabriel García Márquez foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1982.
Morreu a 17 de abril de 2014, aos 87 anos, em sua casa na Cidade do México, ao lado da mulher Mercedes e dos seus dois filhos.

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