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Diários eBook

de Al Berto
Livro eBook
Editor: Assírio & Alvim, março de 2013 ‧
16,99€
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DISPONIBILIDADE IMEDIATA
Ebook para wook reader
Embora não haja uma organização definida pelo autor, nem indicações quanto à edição dos diários, Al Berto alimentava o corpo dos cadernos com notas e esboços, acreditando, por vezes, que esse devir-obra da sua própria vida pudesse ganhar uma dimensão diferente, uma outra "força", "outra leitura" se ponderasse a sua publicação. Decidimos agora, de acordo com a vontade dos herdeiros legais e, ao mesmo tempo, fazendo eco do desejo de Al Berto, tornar públicos estes documentos privados.

Nestes Diários sobressai o registo diário de algo que servia para um uso pessoal e íntimo. Estamos perante um corpus que se expõe a si mesmo, que se dá no ritmo efervescente da criação mas também na sua fragilidade, na dúvida.

Diários

de Al Berto

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-37-1661-0
Editor: Assírio & Alvim
Data de Lançamento: março de 2013
Idioma: Português
Páginas: 592
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Obras de Al Berto
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Uma viagem

Miguel Ortigão de Oliveira

Ler este livro, é viajar, através de pequenas frases, poemas e textos pela mente de Al Berto, os seus sonhos, vivências e medos, deambulando de uma forma encantadora pelas ruas de Sines e, no fundo, por todos os mundos que fazer de Al Berto um poeta singular e magnífico na poesia portuguesa.

Revelação do «eu»

Emanuel Guerreiro

Para quem admira a poesia de Al Berto, a possibilidade de ler, também, os seus registos pessoais e íntimos permite a partilha do sujeito e do autor, numa revelação do olhar para si mesmo, do reconhecimento de si mesmo e da exposição do «eu» na memória, no quotidiano e na criação: «é capaz de ser o meu livro de melancolia...» (p. 66).

Uma janela para o universo criativo e íntimo de Al Berto

Leonardo de Barros

Os Diários não apenas possibilitam uma janela para a intimidade de Al Berto - suas relações afetivas, bastidores de seus projetos, convívio com outros artistas -, mas contribuem também para o entendimento de sua visão poética - aquilo que chamou de "projeto de escrita" - e para a observação mesma desse percurso por meio da comparação do material "bruto" constante dos Diários e do que foi posteriormente publicado nos três volumes (pseudo)diarísticos (de 1982, 1984 e 1985), incluídos em O Medo. A edição traz pequenas gralhas e imprecisões de leitura que futuras edições, certamente, se encarregarão de corrigir.

O Interior do Homem/Poeta

Calheiros

Este Livro é uma Obra Prima, uma passagem para o Interior do Homem, assim como do Poeta. É o acompanhar de ambos em direcção da Morte... "Assim prossigo caminho pelas fronteiras do eterno relógio, assim me vou esquecendo da vida ao tactear a urgência das veias. Hesito, recuo, pondero a situação, mas nenhum grito me detém.". Genial!

A Oficina do Poeta

Joaquim Moreira

Os Diários do Al Berto são a outra face da sua poesia. Vale a pena a sua leitura para compreendermos a força dos seus versos, que saem na verdade do seu dia a dia. Uma verdadeira Oficina da sua Poesia.

Perspetiva

Ruben E.

O processo e mundividência de Al Berto. Citando o próprio autor, "este diário não tem qualquer interesse como escrita. Não faz mal." A nível editorial, os movimentos da escrita estão devidamente representados e a escolha dos textos é eficaz para o tipo de obra de que se trata.

Fabuloso!

Luís Filipe Miranda

Sublime. Imprescindível para se conhecer o autor e a obra. Fiquei e continuo fascinado com esta viagem.

Para ler com tempo e dedicação

João Paulo Coelho

Esta é daquelas colectâneas que é necessário ler com tempo e muita dedicação. Relata a vida de um poeta (de um verdadeiro poeta que não era capaz de sobreviver sem a escrita, ainda que ela o matasse aos poucos) até à última entrada do seu diário, já desgastada, confusa, submersa no delírio e na doença, em 1997. Tal como os seus livros o demonstram, os Diários mostram muito sofrimento, muita solidão, um desassossego existencial constante e, segundo Al Berto, sem explicação. Uma leitura essencial para admiradores da escrita do autor.

SOBRE O AUTOR

Al Berto

Poeta e editor português, de nome completo Alberto Raposo Pidwell Tavares, nasceu a 11 de janeiro de 1948, em Coimbra, e faleceu a 13 de junho de 1997, em Lisboa. Tendo vivido até à adolescência em Sines, exilou-se, entre 1967 e 1975, em Bruxelas, dedicando-se, entre outras actividades, ao estudo de Belas-Artes. Publicou o primeiro livro dois anos depois de regressar a Portugal.
Em mais de vinte anos de atividade literária, a expressão poética assumida por Al Berto, o pseudónimo do autor, distingue-se de qualquer outra experiência contemporânea pela agressividade (lexical, metafórica, da construção do discurso) com que responde à disforia que cerca todos os passos do homem num universo que lhe é hostil. Trazendo à memória as experiências poéticas de Michaux ou de Rimbaud, é no próprio sofrimento, na sua violenta exaltação, na capacidade de o tornar insuportavelmente presente (nas imagens de uma cidade putrefacta, na obsidiante recorrência da morte e do mal, sob todas as suas formas) que a palavra encontra o seu poder exorcizante, combatendo o mal com o mal. É neste sentido que Ramos Rosa fala de uma "poesia da violência do mundo e da realidade insuportável": "a opacidade do mal ou a agressividade do mundo é tão intensa que provoca um choque e um desmoronamento geral", mas "à violência desta destruição responde o poeta com uma violenta negatividade que é uma pulsão de liberdade absoluta, que procura por todos os meios o seu espaço vital.", sublinhando ainda a forma como esta espécie de "grito de fragilidade extrema e irredutível do ser humano, do seu desamparado infinito, da sua revolta absoluta e sem esperança", se consubstancia, ao nível do estilo, num ritmo "ofegante, precipitado, como um assalto contínuo feito de palavras tão violentas como instrumentos de guerra" (cf. ROSA, António Ramos - A Parede Azul. Estudos Sobre Poesia e Artes Plásticas, Lisboa, Caminho, 1991, pp. 120-121). No domínio editorial, a sua atividade pautou-se pela isenção e certa ousadia relativamente às políticas comerciais livreiras dominantes.
Inicialmente seguindo uma estética surrealizante de temática erótica, em O Anjo Mudo (1993) funde prosa e poesia, exprime intertextualidades, numa viagem marginal e purificadora. A quase totalidade da sua obra poética encontra-se coligida em O Medo.
Foi galardoado com o Prémio Pen Club de Poesia em 1987.

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