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O Ano da Morte de Ricardo Reis Audiolivro

de José Saramago; Narrado por: André Levy e Mafalda Santos
Livro eBook Audiolivro
Editor: Porto Editora, março de 2023 ‧
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Um tempo múltiplo. Labiríntico. As histórias das sociedades humanas. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro de 1935. Fica até setembro de 1936. Uma personagem vinda de uma outra ficção, a da heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento inverso, logo a começar: «Aqui onde o mar se acaba e a terra principia»; o virar ao contrário o verso de Camões: «Onde a terra acaba e o mar começa.» Em Camões, o movimento é da terra para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo Reis a regressar a Portugal por mar. É substituído o movimento épico da partida. Mais uma vez, a história na escrita de Saramago. E as relações entre a vida e a morte. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro e Fernando Pessoa morreu a 30 de novembro. Ricardo Reis visita-o ao cemitério. Um tempo complexo. O fascismo consolida-se em Portugal.

O Ano da Morte de Ricardo Reis

de José Saramago; Narrado por: André Levy e Mafalda Santos

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-00489-5
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: março de 2023
Idioma: Português
Tipo de produto: Audiolivro
Duração: 16 horas e 54 minutos
Tamanho Ficheiro 456.44 MB
Formato e Compatibilidade:
Coleção: Obras de José Saramago
Classificação Temática: Audiolivros em Português > Literatura > Romance
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Umas das melhores obras de Saramago

Rui

O heterónimo de Pessoa, Ricardo Reis, regressou do Brasil para terminar a sua vida na terra natal - Portugal. Este romance de Saramago é muito sobre o Portugal desses idos anos 30, o Portugal do Estado Novo, amordaçado e estagnado, refém de um regime despótico e inquisidor, correligionário de um movimento de extrema-direita em crescimento por toda a Europa, com ramificações em Itália (Mussolini), Alemanha (Hitler) e Espanha (Franco). É o mundo do entre guerras, pleno de excessos e contradições, onde se sente uma ameaça latente no ar, que culminará no maior e mais sangrento de todos os conflitos, a segunda grande guerra mundial. A partir dos ficcionados últimos dias de vida do único heterónimo de Pessoa cuja biografia não incluía uma data de falecimento, Saramago fala-nos de temas como o esquecimento, a dicotomia vida e morte, a relação do espiritual com o mundano, dos paradoxos e ironias desse Portugal salazarento, e de um sem número de reflexões que só um escritor tão arguto e atento, como Saramago, podia fazer. Uma das melhores obras de Saramago, sem dúvida.

Recomendo

MF

A fusão de Ricardo Reis/ Fernando Pessoa e Saramago é incrível. O decorrer do livro é lento, e por vezes não é o livro mais fácil de ler, mas é absolutamente maravilhoso!

O meu livro preferido

Madalena F.

Apesar de não ser um livro de leitura fácil, é o meu preferido. Adoro este livro, adoro como está escrito, adoro a narrativa. Penso que a maior dificuldade em ler, seja mesmo o facto de a história ser lenta. Demora muito tempo até haver acontecimentos. Mas é um livro muito bonito e recomendo muito. Para quem nunca leu Saramago, talvez o melhor será começar com a Clarabóia

Imperdível

David

É raro ficar desapontado com um livro de José Saramago, certamente, não foi com este que fiquei. Recomendo.

Sublime

nointeriordoslivros.blogspot.com

Correndo o risco de perder o impacto e as marcas indeléveis que me ficaram da leitura deste livro, gostaria de poder pegar-lhe, uma vez mais - pela primeira vez - sem saber o que estava prestes a encontrar.

O ano da morte de Ricardo Reis

Beatriz

Saramago tem uma escrita encantadora! Esta é uma obra que para além de imaginação, necessitou de bastante investigação por parte do autor, não é fácil despertar um heterónimo para a vida real, o próprio Fernando Pessoa depois de falecido, fazer uma contextualização temporal incrível e ainda inventar todo um enredo para a história.

Muito Bom!

Daniela

Das minhas obras preferidas. Saramago nunca desilude...

O ano da morte de Ricardo Reis

LG

Através da personagem que dá nome ao livro e construída a partir de um dos heterónimos de Fernando Pessoa (ele próprio uma personagem secundária), é-nos dado o retrato do clima político e social que se vive no país e na Europa na década de 30 do século XX: a ditadura de Salazar e a repressão da polícia política do Estado Novo; a Guerra Civil em Espanha; a ascensão ao poder de Mussolini, em Itália; e a expansão da ideologia nazi, na Alemanha. Se apenas em raros momentos a componente histórica pareceu um pouco excessiva e entediante, em nada belisca aquilo que é uma obra sublime.

Adorei!

Ana S.

Já li o livro já à algum tempo e sem dúvida que contém uma narrativa cativante!

Excelente

Joaquim Castro

Um livro bastante bom pelas suas inúmeras características, tais como, a personagem Ricardo Reis, a imaginação de José Saramago, a escrita de José Saramago que é extremamente cativante, e um livro com uma história muita descritiva que cativa bastante o leitor!

O ano da morte de Ricardo Reis

Anizabel Pinto

Um livro, que mais uma vez expressa a multiplicidade das personagens de Fernando Pessoa. A ler com atenção, a fazer a redescoberta da Lisboa que tinha deixado há muitos anos e analisa a história contemporânea do país. Tem tempo de fazer a dicotomia entre o amor e a paixão em duas histórias de amor Não é fácil de ler, é preciso estar atento, para seguir os raciocínios labirínticos do autor, ou não fosse Pessoa. Aconselho a ler.

Um livro que vale a pena

Beatriz

É um livro bastante cativante para o leitor . Eu pessoalmente gostei muito da obra .

Uma heterobiografia.

Carlos Gonçalves

Este magnum opus de José Saramago apresenta uma amostra significativa da genialidade do autor em apresentar uma história ao leitor que este é capaz de jurar que não poderia ser de outra maneira. É-nos assim apresentado o fim da vida de um dos heterónimos de Fernando Pessoa, Ricardo Reis, que foi dissecado e brilhantemente exposto na obra. É uma óptima sugestão de leitura e uma brilhante escolha para o programa da disciplina Português.

Leitura cativante

BN

Este livro é mais uma obra do excelente escritor José Saramago. Como todas as suas obras, este livro extraordinário consegue captar a nossa atenção desde o seu início até às suas últimas páginas.

Ficção histórica e romantica

André Pereira

Um livro que, por ter como escritor Saramago, já se é de prever que seja um livro "pesado" nas palavras escolhidas assim como o rumo da sua história, mas, este livro foge de certa maneira à regra. Com uma boa base histórica da época de Salazar em Portugal, uma pessoa é capaz de entender plenamente o rumo desta narração, o rumo d´O Ano da Morte de Ricardo Reis. Com as suas partes românticas intercaladas com certas reflexões pessoais, é uma obra digna de seu nome.

Simplesmente Saramago

Liliana

Um livro fabuloso! A escrita de Saramago "aliada a Fernando Pessoa" só podia resultar em algo muito bom. Aconselho, sem duvida, a leitura.

Espetacular

Rita Caixinha

Como de esperar um livro genialmente escrito, uma obra imprescindível da literatura portuguesa! Recomendo!

Opinião sobre a estética do livro

Fernanda Pereira

Capa simples mas apelativa. Estrutura do livro bastante adequada, gostei do tipo de folha e do tamanho da letra. No entanto o livro em si fica um pouco pesado.

Fantastico

Sónia Pinhel

Li este livro para a escola, mas gostei, é de difícil compreensão, porém é bastante interessante. Aconselho também para melhor compreensão do livro ter conhecimentos sobre Fernando Pessoa principalmente deste heterónimo.

O ano da morte de ricardo reis

Helena Fustiga

Simplesmente Saramago, adorei o livro a leitura não é fácil, mas lido com a calma que Saramago pede, lê-se muito bem. Adorei

Nada mau

Manuel Franco

Eu, não sendo grande fã de Saramago, fiquei satisfeito com a leitura deste livro. Um livro algo complicado de se interpretar (sendo Saramago, Saramago) que obriga o leitor a ter calma na leitura. Este livro surpreendeu-me pela positiva. Recomendo, apenas se o leitor não tiver pressa, pois há muita pontuação nesta obra e se não respeitada pode levar o leitor ao erro.

SOBRE O AUTOR

José Saramago

Prémio Nobel de Literatura, 1998

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou postumamente, a 16 de novembro de 2021, José Saramago com o grande-colar da Ordem de Camões, pelos "serviços únicos prestados à cultura e à língua portuguesas", no arranque das comemorações do centenário do nascimento do escritor.

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