Livros que nos põem no centro da aventura

Por Ana Bárbara Pedrosa
17 de janeiro de 2020
Podemos aborrecer-nos no sofá, mas com o livro certo é mais difícil. Eis uma lista de livros que combatem a lassidão dos dias.



A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS
Na altura, dar a volta ao mundo era coisa que demorava muito tempo. Mesmo assim, para Phileas Fogg, foi o desafio máximo. No seu grupo de amigos, ninguém acreditava que o poderia fazer em menos de três meses. Mas Fogg, aristocrata inglês, lançou-se à estrada, fazendo-se acompanhar pelo criado. As aventuras foram muitas – e incluíram uma acusação de um assalto ao Banco de Inglaterra. Atrás de Figg, partiu o detective Fix, e assim vemos a perseguição pelo mundo, passando pelo Egipto, pela Índia, pela China, pelo Japão e pelos Estados Unidos. E, finalmente, eis Inglaterra de novo. O leitor viaja pelos vários continentes, e ainda tem a sorte de usar vários meios de transporte, que vão de vapores a elefantes. A leitura é emocionante e Verne sabe fazer os leitores darem a volta ao mundo.
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AS AVENTURAS DE TOM SAWYER
Aqui a aventura é outra, é ver Tom Sawyer em ação. Amado por várias gerações, Tom está sempre metido em problemas, apelando a uma certa traquinice de infância que faz com que até os leitores adultos sintam um quê de identificação. Afinal, quem é que não detesta segundas-feiras e catequese? E quem é que, em momentos de aborrecimento, não quer ser pirata como Jack Sparrow, ladrão como Sergio Marquina ou assaltar casas assombradas como a Rose Red? Tom é de 1876, mas as referências são atuais porque Tom ainda o é. Ao leitor, cabe seguir uma vida de tropelias e acidentes, desfaçatez e má educação, havendo a redenção final da coragem da personagem. E, lá no meio, um coração do lado certo, que está mesmo ao lado de Huckleberry Finn.
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UMA AVENTURA NA CIDADE
Este ou outro qualquer da coleção. Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada formaram tropas de leitores. Nunca as conheci, e nunca deixaram de ser minhas companheiras de aventuras. Coube-me a sorte de ser criança enquanto as lia, e a minha vida quieta contrastava com a que vivia nos livros. E, à leitora a sério, que se compromete com os livros, quis formar um grupo igual: convencer amigos que se quisessem meter a explorar casas abandonadas, ter uma lanterna, um cão chamado Faial, não chegar a casa a tempo do jantar. A coleção salvou-me tardes e meses de lassidão, pude ler como quem punha a mão na massa de uma aventura iminente. E, enquanto lia, ia tendo a soberba de saber que tinha vivido coisas que estavam vedadas aos outros.
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