Em 2017, leia um género literário diferente
Partilhar:
30 de dezembro de 2016
PRIMEIRA PARAGEM: Argentina
Considerado um dos autores mais importantes do século, Jorge Luís Borges aparece sempre na lista dos grandes escritores que nunca receberam o Nobel. Neto de marinheiros portugueses, nasceu de uma família culta e, felizmente para nós, aos seis anos já queria ser escritor. Para ler na areia ou no conforto do divã, sugerimos O Livro de Areia, mais de 10 contos sem relação entre si, com enredos profundos e invenções que nos induzem à reflexão, como é o caso do diabólico livro feito de areia.
SEGUNDA PARAGEM: Japão
Convém ler um haiku antes de seguir viagem. Para os que não sabem, haiku é uma forma de poesia japonesa que se caracteriza pela arte de dizer o máximo com o mínimo. A brevidade e concisão de um haiku dão a impressão de estarmos a ler o sereno sopro de um vento estival… e que bem nos sabe esta brisa!
QUASE A CHEGAR AO FIM: Inglaterra
Fazemos escala em Inglaterra e, antes de voltar a casa, lemos Hamlet, a mais famosa das tragédias de William Shakespeare. Cinco atos em verso numa peça de teatro de referência que, pese embora tenha sido escrita em 1602, nos lembra continuamente de uma das mais importantes questões do ser humano: “ser ou não ser”.
DESTINO FINAL: Portugal
Autor: Gonçalo M. Tavares
Título: Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai
Género: Romance
De regresso à pátria, recebe-nos Gonçalo M. Tavares sobre quem o nobel José Saramago escreveu: "não tem o direito de escrever tão bem aos 35 anos". Mais de uma década depois, Gonçalo M. Tavares continua a deliciarnos com obras tão talentosas como Uma Menina Está Perdida no Seu Século à Procura do Pai, um livro intrigante que nos conta a história de Marius e Hanna. Hanna fala com dificuldades, entende mal o que lhe acontece, não percebe o raciocínio dos outros. Está perdida. Marius está com pressa mas muda o seu percurso, acompanha-a. A sua busca leva-os até Berlim, a um hotel com corredores que lembram fantasmas da guerra — e os dois circulam entre as obsessões e os escombros do seu século.
E porque "a leitura é uma forma de felicidade", como dizia Jorge Luís Borges, desejamos a todos os leitores um ano muito feliz!