Contos de Fadas

Por Ana Bárbara Pedrosa
28 de junho de 2022
Muitos não são bem sobre fadas, aquelas criaturas aladas, mas percebe-se a ideia. Em alguns destes volumes, temos histórias que percorreram gerações, marcaram o imaginário infantil e se imiscuíram nas culturas. Vamos a eles, provavelmente outra vez.

 
Contos de Perrault
Perrault nasceu em 1628 e, pelo que escreveu, ainda dura. Dele, temos personagens que fazem parte da casa, como o Capuchinho Vermelho, a Cinderela, a Bela Adormecida, o Polegarzinho, o Barba Azul ou o Gato das Botas. Já os vimos em vários sítios, fosse em livros – este ou adaptações –, em peças de teatro ou desenhos animados. Ou até, de vez em quando, no traje que uma criança leva no Carnaval. Muitas vezes, conhecem-se as adaptações, mas o melhor é mesmo ir à fonte, nesta tradução de Maria Alberta Menéres.
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Contos de Grimm
Como o anterior, também este marcou gerações. Os irmãos Grimm, nascidos na Alemanha na década de 1780, ganharam nome extra-fronteiras pelas fábulas infantis que criaram. Nas coleções de contos publicadas, incluíram alguns de Perrault, como a história da Bela Adormecida, permitindo aos leitores uma leitura renovada. De resto, muitas das histórias que incluíram, fixando-as em papel pela primeira vez, faziam parte da história literária oral alemã. Foi assim que, por exemplo, nos veio a chegar Hansel e Gretel.
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Contos – Hans Christian Andersen
Nascido na Dinamarca em 1805, Hans Christian Andersen ainda hoje vive inteiro devido a tudo o que escreveu. Não é fácil pegar numa prateleira cheia de livros escritos para crianças e não o encontrar lá sentado no seu trono. Os seus contos marcam-se pela sensibilidade e pela profundidade descritiva. Aqui, temos 156 pequenas histórias que tocam em vários pontos, como a hipocrisia em O Fato Novo do Imperador ou o olhar alheio como forma de moldar um ego em O Patinho Feio.
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Fábulas – La Fontaine
Nascido em 1621, o francês La Fontaine notabilizou-se na escrita da fábula, sendo ainda hoje encarado como o pai da fábula moderna. O autor considerava estas composições literárias como «pinturas em que podemos encontrar o nosso próprio retrato». Na sua produção escrita, temos umas histórias que inventou, outras que reescreveu, e neste grupo encontramos fábulas como A Lebre e a Tartaruga ou O Leão e o Rato. Muitas das suas ideias foram já beber a Esopo e a Fedro ou aos contos italianos. Com o sucesso alcançado, pôde manter viva a chama dos fabulários da Idade Média até à contemporaneidade.
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Sobre o conto de fadas
Depois de lermos contos de fadas, podemos ler sobre o assunto. Italo Calvino percorreu várias fábulas de épocas distintas, reconstruindo um itinerário sobre o género literário. Para além disso, podemos encontrar um mapa teórico, tocando em vários pontos do mundo, partindo da coerência que foi encontrada nas fábulas ao longo da sua existência. Ainda assim, será complicado fazer um percurso a direito, uma vez que as histórias se têm contaminado umas às outras, havendo elementos de mitologias europeias em contos africanos e por aí adiante.
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