Underground
O Atentado de Tóquio e a Mentalidade Japonesa
SINOPSE
Um dos mais famosos episódios do terrorismo contemporâneo, o atentado de Tóquio não só traumatizou as vítimas directas como abalou toda a sociedade japonesa. O que sentiram os sobreviventes do ataque? Como reagiram? Como explicar a obediência dos fiéis seguidores do líder da seita Verdade Suprema? Em «Underground», Murakami compõe as entrevistas que realizou a dezenas de vítimas do gás sarin e a vários membros da Aum Shinrikyo (Verdade Suprema), tecendo uma narrativa em que procura compreender a relação entre o atentado e a mentalidade japonesa.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
Mónica Maia
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789728955168 |
| Editor: | Tinta da China |
| Data de Lançamento: | novembro de 2006 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 140 x 210 x 30 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 462 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Ensaios
|
| EAN: | 9789728955168 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Uma análise ao Japão de hoje, por Murakami
NMAlmeida
Partindo do atentado ao Metro de Tóquio, Murakami escreve uma magnífica obra sobre a identidade nipónica dos dias de hoje e também sobre as fragilidades que nos ligam. uma obra indispensável, não só para os leitores de Murakami (que aqui o encontram num registo ligeiramente diferente); mas para os interessados pela realidade dos que sobrevivem ao terrorismo.
Haruki Murakami, underground - uma leitura indecisa
jaime manuel basso pequito crespo
Confesso que gosto deste escritor. Por isso volto a uma das suas obras. Ou será mais correcto afirmar que regresso a ele? Mas seja como for neste caso não se trata de mais do mesmo. Aqui não temos o japonês cosmopolita que ouve o mesmo jazz e a mesma música clássica que nós. Imagine-se, até se delicia com elegantes e redondas chávenas de café cheiroso, cremoso, forte. Mantendo no entanto o quanto baste de áurea exótica para não ser totalmente como nós mas o bastante para o trazer por casa sem dar muito nas vistas e mantendo toda a gracinha. Murakami, felizmente não é desses nem se dá a muitas concessões. Limita-se a ser como gosta, o que para ele deve ser descansadamente óptimo. Quanto ao resto, humano. Tal como qualquer um anseia ser em vez de salamandra esses bichinhos viscosos. Escreve bem. Escreve mesmo muito bem. E isso atrai-me deliciosamente. Como às drogas irresistíveis. Fatal como o destino. Ora neste livro encontramos um Murakami puramente japonês (o que é isso?) longe de mim tal blasfémia que sei que os artistas o são simplesmente. Do mundo. Mas encontramo-nos com um Japão servido a sangue frio (in cold blood) sem margem para respirar fundo o ar mais quente. Na sequência dos atentados com gás sarin, no metro de Tóquio, a 20 de Março de 1995, Haruki Murakami entrevista muitas das vítimas. Aquelas que se lhe disponibilizaram. E é esse relato, das vitimas, a seco que este livro contém. Mais que o Japão ou japoneses do nosso catálogo de preconceitos ocidentais, ou das ideias pré-feitas orientais, é o Japão lugar também ele de seres humanos e de humanidade. É o ser humano em toda a dimensão do seu esplendor, para o bem ou mal, na alegria ou tristeza, na solidariedade e na vileza… que aqui nos é apresentado. É servido a seco. E como um martini também deve ser consumido em pequenos golos, lentamente, saboreando, deixando-nos invadir pelo prazer. Não é uma metáfora é uma radiografia física e psíquica e da alma do Homem. Mais que mais um grande livro obra de arte é de uma exposição nua da humanidade de que se trata. P.S.: não sei explicar porquê mas acho que os realizadores das cartas de Iwo Jima leram este livro. jaime crespo
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