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Uma Campanha Alegre

de «As Farpas»

de Eça de Queiroz
Livro eBook
Editor: Livros do Brasil, setembro de 2024 ‧
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Reúnem-se neste volume as páginas escritas por Eça de Queiroz entre maio de 1871 e outubro de 1872 para As Farpas, publicação satírica mantida em conjunto com Ramalho Ortigão. Quando da sua primeira compilação, vinte anos após a escrita, Eça deu-lhe o título de Uma Campanha Alegre e justificou desta forma a sua escolha: «Todo este livro é um riso que peleja. Que peleja por aquilo que eu supunha a Razão. Que peleja contra aquilo que eu supunha a Tolice.» Retrato da sociedade e da cultura portuguesas da época, estas são notas de um observador exímio e de um escritor com um dom singular para a ironia.

«[Eça] amplia, como processo crítico, as situações sociais e as figuras até aos limites máximos da caricatura para os atingir pelo ridículo. Nenhum sistema, sem dúvida, mais eficiente do que este para exibir o que havia de postiço e de artificial na organização social da época», Álvaro Lins

Uma Campanha Alegre

de «As Farpas»

de Eça de Queiroz

Propriedade Descrição
ISBN: 978-989-711-249-2
Editor: Livros do Brasil
Data de Lançamento: setembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 142 x 210 x 28 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 448
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de Eça de Queiroz
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Crónicas
EAN: 978989711249210
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Um clássico para sempre

André Lamas Leite

Parece que foi escrito hoje. Ou ontem. A atualidade deste nome maior da nossa vida coletiva e da nossa literatura impressiona sempre. De uma inteligência e sagacidade impressionantes, com o finíssimo travo a crítica social e de costumes.

SOBRE O AUTOR

Eça de Queiroz

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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