Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra

de Mia Couto
Editor: Editorial Caminho, junho de 2013 ‧
Um jovem estudante universitário regressa à sua ilha-natal para participar no funeral do seu avô Mariano. Enquanto aguarda pela cerimónia ele é testemunha de estranhas visitações na forma de pessoas e de cartas que lhe chegam do outro lado do mundo. São revelações de um universo dominado por uma espiritualidade que ele vai reaprendendo. À medida que se apercebe desse universo frágil e ameaçado, ele redescobre uma outra história para a sua própria vida e para a da sua terra.

A pretexto do relato das extraordinárias peripécias que rodeiam o funeral, este romance de Mia Couto traduz, de uma forma a um tempo irónica e profundamente poética, a situação de conflito vivida por uma elite ambiciosa e culturalmente distanciada da maioria rural.

Uma vez mais, a escrita de Mia Couto leva-nos para uma zona de fronteira entre diferentes racionalidades, onde perceções diversas do mundo se confrontam, dando conta do mosaico de culturas que é o seu país e das mudanças profundas que atravessam a sociedade moçambicana atua

Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra

de Mia Couto

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722124508
Editor: Editorial Caminho
Data de Lançamento: junho de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 214 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722124508

Simplesmente delicioso

Carla

É impossível não querer ler este livro do principio ao fim sem parar, sem querer conhecer a história de Mariano e do seu avô, do seu pai Fulano e de sua mãe Mariavilhosa...quem é que se lembraria de dar nomes tão poéticos às personagens?. A envolvência das personagens e dos acontecimentos num halo de superstições que parecem perdidas nos tempos, mas que acabam por unir as personagens às suas raízes e à (re)descoberta da família, agarram-nos à narrativa até ao espanto do final imprevisível.

Cativante

Maria Gomes

Apanha o leitor desde o 1o instante

Um dos melhores

MCB

Para mim um dos, senão o melhor livro de Mia Couto. A sua linguagem é unica e neste livro percebe-se a mestria no uso da lingua portuguesa misturada com a creatividade Africana.

excelente

sandra dias

Mais uma vez Mia Couto explora com mestria as tradições aficanas. Um livro excelente

Foi um prazer

LBotelho

Mais uma vez Mia Couto explora com mestria as tradições aficanas, desta vez tendo como pretexto o regresso de um jovem estudante à sua ilha de origem para assistir ao funeral de um parente. Tudo o que a partir daí se desenrola é um hino à creatividade do autor.

SOBRE O AUTOR

Mia Couto

Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista e professor, e é, atualmente, biólogo e escritor. Está traduzido em diversas línguas.
Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX), foi galardoado, pelo conjunto da sua já vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas 2007. Ainda em 2007 Mia foi distinguido com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo seu romance O Outro Pé da Sereia. Jesusalém foi considerado um dos 20 livros de ficção mais importantes da «rentrée» literária francesa por um júri da estação radiofónica France Culture e da revista Télérama. Em 2011 venceu o Prémio Eduardo Lourenço, que se destina a premiar o forte contributo de Mia Couto para o desenvolvimento da língua portuguesa. Em 2013 foi galardoado com o Prémio Camões e com o prémio norte-americano Neustadt. Em 2015 foi finalista do The Man Booker Prize.
O seu livro Compêndio para Desenterrar Nuvens ganhou o Grande Prémio do Conto Branquinho da Fonseca APE | Câmara Municipal de Cascais | Fundação D. Luís I, 2023.
Já em 2024 obteve o Prémio Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México).

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