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Um Embuste Perfeito

de Ítalo Svevo
Editor: Quasi Edições, junho de 2025 ‧
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Italo Svevo, escritor italiano, de seu verdadeiro nome Ettore Schmitz (Trieste, 1861 - Motta di Livenza, 1928) é considerado uma das figuras maiores da ficção contemporânea.

A sua obra, influenciada pelo desenvolvimento das ciências da mente, como a psicologia e a psicanálise, revela uma escrita instropectiva, analítica, plena de ironia e afectuosidade. Svevo escreveu entre outros livros, Uma Vida (1892), Senilidade (1898), A Consciência de Zeno (1923), A Novela do Bom Velho e da Bela Criança (1930) e Um Embuste Perfeito (1926).

Esta narrativa breve apresenta-nos Mario Samigli, um literato de sessenta anos que escrevera um romance na juventude sem nenhuma aceitação da parte do público ou da crítica, mas que acreditava ter a glória como destino. Aproveitando esta presunção, um amigo caixeiro-viajante, afeiçoado ao embuste, convenceu-o de que um editor austríaco estaria interessado em traduzir a sua obra, o que despertou no literato o sonho do sucesso e da fama.

Escrita primorosamente, esta história deliciosa e divertida fala-nos sobre a ilusão, a decepção e a dificuldade de nos equilibrarmos entre a fantasia e a realidade.

Um Embuste Perfeito

de Ítalo Svevo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895523740
Editor: Quasi Edições
Data de Lançamento: junho de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 126 x 191 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 98
Tipo de produto: Livro
Coleção: Quasi Bolso
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789895523740

SOBRE O AUTOR

Ítalo Svevo

Italo Svevo, pseudónimo do escritor e dramaturgo Aron Hector Schmitz, nasceu em Trieste, cidade do Império Austro-Húngaro à altura, a 19 de dezembro de 1861.
Até aos 18 anos, estudou num colégio interno alemão com os seus irmãos, até que regressou a Trieste, onde continuou a sua formação por mais dois anos, altura em que o pai declara falência e Aron é forçado e procurar um emprego para se sustentar. Ao longo dos vinte anos seguintes, trabalha como bancário no Unionbank de Viena, experiência que o inspirará a escrever, em 1892, o seu primeiro romance, Una Vita, que assinou como Italo Svevo.
A receção à sua obra de estreia foi fraca, não melhorando significativamente quando, em 1898, publicou Senilità.
Pacifista, humanista, defensor do Socialismo-Democrático e, depois da guerra, de uma união económica europeia, irá também colaborar com o periódico socialista L’indipendente, com artigos de opinião neste período.
Em 1896, casa com a prima, Livia Veneziani, e torna-se sócio do negócio de tintas industriais, usadas em navios de guerra, montado pelo sogro. O negócio floresce e é aberta uma sucursal em Inglaterra, onde Svevo viveu parte da sua vida e onde conheceu James Joyce. Esta amizade influenciaria fortemente o futuro de ambos: Svevo seria a inspiração de Joyce para a personagem do clássico modernista Ulisses, Leopold Bloom; e Joyce determinaria a receção da obra mais importante de Svevo, o romance psicológico de forte cariz autobiográfico A Consciência de Zeno, autopublicado em 1923, cujo herói, Zeno Cosini, na sua demanda para se curar do vício do tabaco, não consegue lidar com a ideia de fumar um último cigarro.
A 13 de setembro de 1928, quando regressava com a família das termas de Bormio, não resistiu aos ferimentos causados por um acidente de viação e morreu, aos 66 anos, deixando o seu quarto romance, Il Vechione — a continuação de A Consciência de Zeno — por terminar.

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