Um dia tudo isto será meu
[uma antologia]
Livro 7
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Porto Editora, setembro de 2019 ‧
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SINOPSE
Há na poesia de João Habitualmente uma impressão de ironizar tudo em favor de certa nostalgia. Não é imediato. Vamo-nos inteirando de seu espírito lentamente, disfarçado como está numa contida desgraça também cómica.
Pode acentuar-se nos poemas em que as moças, a palha e os campos seguem um imaginário algo antigo. Sabemos das aldeias como do lugar onde a verdade morreu.
O jeito de Habitualmente é muito específico. Produz um efeito quase mal-educado, um impropério ou modo de se marimbar, que fere os poemas na sua rama mais lírica, por vezes meio romântica, a prometer desfechos bem comportados que nem sempre se consumam.
Temos constantemente a sensação de o poema ser devorado pelo golpe do que não se domina, uma inclinação para que se diga de modo armado, perigando a condição do poeta e denunciando a desfaçatez do mundo. Todas as figuras são dignas de serem, a um tempo, maravilhosas e terríveis. Todas podem tornar-se risíveis.
É talvez o traço mais constante da poesia de João Habitualmente, a assunção da falha. Algo que poderia ser imaculado mas que, por azar da extrema realidade, se vulnerabiliza. Como aquela história da educação. Tem tudo para ser irrepreensível, de uma cultura e elegâncias inestimáveis mas, aqui e ali, não contém a limpidez do protesto. A limpidez da catarse. Fá-lo brilhantemente. Protesta, insulta e ama brilhantemente.
por Valter Hugo Mãe, coordenador da coleção elogio da sombra.
Pode acentuar-se nos poemas em que as moças, a palha e os campos seguem um imaginário algo antigo. Sabemos das aldeias como do lugar onde a verdade morreu.
O jeito de Habitualmente é muito específico. Produz um efeito quase mal-educado, um impropério ou modo de se marimbar, que fere os poemas na sua rama mais lírica, por vezes meio romântica, a prometer desfechos bem comportados que nem sempre se consumam.
Temos constantemente a sensação de o poema ser devorado pelo golpe do que não se domina, uma inclinação para que se diga de modo armado, perigando a condição do poeta e denunciando a desfaçatez do mundo. Todas as figuras são dignas de serem, a um tempo, maravilhosas e terríveis. Todas podem tornar-se risíveis.
É talvez o traço mais constante da poesia de João Habitualmente, a assunção da falha. Algo que poderia ser imaculado mas que, por azar da extrema realidade, se vulnerabiliza. Como aquela história da educação. Tem tudo para ser irrepreensível, de uma cultura e elegâncias inestimáveis mas, aqui e ali, não contém a limpidez do protesto. A limpidez da catarse. Fá-lo brilhantemente. Protesta, insulta e ama brilhantemente.
por Valter Hugo Mãe, coordenador da coleção elogio da sombra.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-03227-0 |
| Editor: | Porto Editora |
| Data de Lançamento: | setembro de 2019 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 160 x 198 x 16 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 160 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Elogio da sombra |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 978972003227011 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
agradecemos
antónio josé cravo
na impossibilidade de adquirir a totalidade da obra poética de joão habitualmente, esta antologia organizada por isaque ferreira é, sem sombra de dúvida, notável. usando o título de um enorme poema contido na antologia : "agradecemos" e nunca agradeceremos o bastante a sua publicação. um livro indispensável para quem gosta de poesia, mesmo se não habitualmente
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