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Um Bailarino na Batalha

de Hélia Correia
Editor: Relógio D'Água, setembro de 2018 ‧
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«Pesados como pedras, no entanto velozes como pedras, eles caminham, os últimos errantes, uns poucos dias mais adiante, os poucos dias que os separam da música dos ossos. Eles caminham, os últimos errantes, embatendo uns nos outros, repelindo, à força de olhos e de cotovelos, à força daquele ronco que lhes bate, mais do que o coração, dentro do peito, repelindo e chamando, concentrados na marcação das cenas animais, na coreografia da matilha. Pois tudo aquilo que séculos, milénios, foram acumulando, abstracções, certa elegância na sobrevivência, as leis cujo poder suspende a faca e faz descer a faca, tudo era fácil de rasgar, tudo era um mero adorno, um véu de rapariga, algo que não resiste à impiedade.»

Um Bailarino na Batalha

de Hélia Correia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896418762
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: setembro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 230 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 120
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ficção Portuguesa
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896418762

As fugas

Orlando Sousa Santos

Os refugiados que procuram novas paragens fugindo à desgraça da fome, da guerra, das imposições civilizacionais, com a crueza de uma descrição que envolve crianças, jovens, velhos, mulheres, num dia a dia de luta em busca de algo melhor, e uma metáfora da vida em que todos, mais cedo ou mais tarde, empreendemos uma fuga.

Retrato actual

Emanuel Guerreiro

Hélia Correia evoca a crise actual dos refugiados em busca de uma esperança de vida na Europa, o continente como terra de salvação. Também o papel das mulheres, que ganham voz e importância no grupo face ao domínio do homem, recebe a atenção da autora.

Impressão de um primeiro contacto

João Cunha

Foi o primeiro livro de Hélia Correia que tive oportunidade de ler. Escrita deslumbrante contudo, nesta obra, excessivamente crua e deprimente.

Prazer de ler

Luis Jorge

Um livro que nos confronta com a leitura. Como os seus anteriores mas agora mais rude. com o que isso tem de desafiante e prazer de descoberta. A nossa língua assim exposta e ao dispor das nossas revelações.

SOBRE O AUTOR

Hélia Correia

Escritora portuguesa contemporânea (1949), licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.
Estreou-se na poesia com O Separar das Águas, em 1981, e O Número dos Vivos, em 1982.
A novela Montedemo, encenada pelo grupo O Bando, dá à autora uma certa notoriedade. Aliás, Hélia Correia revelou, desde cedo, o gosto pelo teatro e pela Grécia clássica, o que a levou a representar em Édipo Rei e a escrever Perdição, levadas à cena, em 1993, pela Comuna. Escreveu também Florbela, em 1991, que viria a ser encenada pelo grupo Maizum.
Destacam-se ainda na sua produção os romances Casa Eterna e Soma e, na poesia, A Pequena Morte/Esse Eterno Conto.
Recebeu em 2002 o prémio PEN 2001, atribuído a obras de ficção, pela sua obra Lillias Fraser.
Venceu o prémio literário Correntes d'Escritas/Casino da Póvoa com o livro de poesia A Terceira Miséria.
Foi galardoada com o Prémio Camões, em 2015.

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