Tratado Sobre a Tolerância

de Voltaire
Editor: Relógio D'Água, março de 2015 ‧
Os acontecimentos que levaram Voltaire a escrever o seu "Tratado Sobre a Tolerância" poderiam ter passado quase despercebidos aos seus contemporâneos. Tratava-se de um abuso judicial de uma extrema crueldade, mas nada de muito estranho aos hábitos da monarquia absoluta do Século das Luzes. Há um jovem huguenote que se suicida e uma multidão que se dispõe a linchar o pai, que acusa de ter assassinado o filho porque este se tornara católico. Não há provas nem indícios nesse sentido. Pelo contrário, Jean Calas é considerado um bom pai e tolerante em relação à orientação religiosa do filho.
Mas o poder judicial cede ao fanatismo popular e Jean Calas é executado. O génio de Voltaire consegue extrair do episódio ilações cuja validade permanece até aos nossos dias.

Tratado Sobre a Tolerância

de Voltaire

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896415099
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: março de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 13 mm
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789896415099

Bom livro

João L.

Voltaire, autor genial, está infelizmente escassamente traduzido para Português. Este "tratado" alcançou enorme difusão aquando da sua publicação, talvez não tanto pelas dimensões estética ou filosófica do texto (conhecem-se trabalhos seus mais impressionantes) como pela relevância histórica do mesmo (o reconhecimento do valor da tolerância por parte de uma das maiores figuras da França pré-revolucionária). O leitor não pode deixar de se questionar sobre as implicações das reflexões de Voltaire para os nossos dias, num tempo de crescente incompreensão e intolerância para com o Outro.

SOBRE O AUTOR

Voltaire

François-Marie Arouet nasceu em Paris no ano de 1694 e foi registado como filho de um bem-sucedido notário parisiense, François Arouet, e da sua esposa, embora ele próprio suspeitasse ser filho da Sra. Arouet e de um poeta menor.
Após estudos num colégio jesuíta, no qual apreciou sobretudo as peças de teatro escolares, decidiu lançar-se numa carreira literária e na sociedade: uma e outra lhe valeram duas estadias na prisão da Bastilha (por uns panfletos satíricos primeiro, por uma briga com um nobre depois). Ao sair da prisão deu a si próprio o nome de Senhor de Voltaire. Foi dramaturgo, historiador, filósofo, divulgador científico, homem de negócios, membro da Academia das Ciências de França, agricultor, proprietário, investidor de capital de risco, ativista dos direitos civis e humanos, homem da corte desterrado no campo e, sobretudo, o autor mais célebre, admirado e odiado do seu tempo.
Morreu em 1778, pouco depois de regressar a Paris após um exílio de mais de vinte anos. A sua obra é extensíssima e nunca foi esgotada numa só coleção. A Voltaire Foundation, de Oxford, prevê publicá-la em 85 volumes. Cândido ou o Optimismo é considerado o seu melhor «conto filosófico» e é uma das melhores novelas da história da literatura.

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