10% de desconto

Terra de Neve

(6.ª Edição)

de Yasunari Kawabata
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, abril de 2003 ‧
16,60€
10% DESCONTO CARTÃO
EM STOCK -
portes grátis
Terra de Neve é a história de um amor de perdição passado no meio da edsolada beleza da costa oeste do Japão, uma das regiões mais nevosas do mundo. É aí, numas termas isoladas de montanha, que o sofisticado Shimamura conhece a geisha Komako, que se entrega a ele sem remorsos, sabendo de antemão que a sua paixão não pode perdurar.
Smileys Várias Emoções_wookacontece 640.jpg

Pequenas Bombas Emocionais

Os livros não se medem aos palmos. Alguns parecem discretos, ocupam apenas algumas centenas de páginas e, ainda assim, conseguem instalar-se dentro de nós com uma intensidade difícil de explicar. Não desperdiçam palavras, preferem o silêncio ao excesso e encontram na contenção uma força emocional rara. Os cinco livros desta lista partilham essa capacidade de concentrar mundos inteiros em narrativas breves. Entre relações falhadas, memórias dolorosas, amores suspensos e personagens incapazes de se sentirem totalmente pertencentes ao mundo, todos deixam uma marca persistente. Pequenas bombas emocionais feitas de papel que continuam a explodir muito depois da última página. Eu?, de Peter Flamm Começar Eu?, de Peter Flamm, é entrar num território de desconforto moral. Publicado em 1926, o romance acompanha Hans, um médico que regressa da Primeira Guerra Mundial profundamente transformado pela experiência da frente de batalha. Aquilo que encontra no seu retorno não é apenas um mundo incapaz de compreender o horror da guerra, mas também uma estranha sensação de alienação em relação a si próprio e aos outros. Apercebemo-nos desde as primeiras páginas de que qualquer coisa se perdeu naquele homem. O próprio título funciona como uma interrogação identitária e a narrativa gira em torno dessa fissura. Flamm escreve de forma seca, quase clínica, o que torna tudo ainda mais perturbador. Não há sentimentalismo nem dramatização excessiva, e a violência emocional nasce dessa contenção. O protagonista move-se pelas ruas, pelas conversas e pelas relações com os outros como alguém que trouxe consigo uma experiência impossível de partilhar. Talvez seja isso que torna o livro tão atual. Mais do que um romance sobre a guerra, é um retrato da dificuldade de regressar ao mundo depois de se ter visto demasiado. COMPRO NA WOOK! » Um Chapéu de Leopardo, de Anne Serre Enquanto Peter Flamm trabalha a fragmentação interior através de uma escrita austera, Anne Serre, em Um Chapéu de Leopardo, prefere o território da estranheza e da sugestão. Este é um daqueles livros difíceis de resumir porque o essencial acontece nas entrelinhas. A história centra-se na relação entre o narrador e Fanny, uma mulher instável e enigmática, marcada por desaparecimentos repentinos e mudanças bruscas de humor. A autora francesa começou a escrever o romance após o suicídio da irmã e, talvez por isso, exista nele uma delicadeza percorrida por uma inquietação subtil. Muitas vezes, sentimos que estamos prestes a compreender aquelas personagens para, no momento seguinte, elas voltarem a escapar-nos. Essa ambiguidade acaba por ser uma das grandes forças do livro. Em vez de oferecer respostas claras, Serre cria atmosferas. E algumas dessas atmosferas ficam coladas à nossa pele durante semanas. COMPRO NA WOOK! » A Trégua, de Mario Benedetti Essa sensação de suspensão aparece também em A Trégua, de Mario Benedetti, embora num registo diferente. O romance é construído sob a forma de diário e acompanha Martín Santomé, um homem obcecado com a proximidade da reforma e preso a uma rotina sem grandes expectativas. Tudo muda quando conhece Laura, uma colega mais nova por quem acaba por se apaixonar. Aquilo que poderia transformar-se num romance sentimental torna-se, nas mãos de Benedetti, uma reflexão devastadora sobre a solidão e a possibilidade tardia da felicidade. O autor uruguaio dominava como poucos a arte da simplicidade. Não encontramos aqui frases exuberantes nem grandes demonstrações emocionais. É o tom comedido e desencantado do narrador que torna o livro tão humano. Santomé escreve como alguém que já desistiu de esperar demasiado da vida e, talvez por isso, os pequenos momentos de alegria tenham tanto impacto. Percebemos desde cedo que a felicidade do protagonista é frágil, temporária, talvez impossível de sustentar. Ainda assim, continuamos a avançar pelas páginas como quem tenta prolongar um instante antes do inevitável. COMPRO NA WOOK! » Terra de Neve, de Yasunari Kawabata Em Terra de Neve, Yasunari Kawabata leva essa ideia de fragilidade emocional até um extremo quase hipnótico. O romance começa com uma das aberturas mais célebres da literatura japonesa do século XX, quando um comboio atravessa um túnel e entra numa paisagem coberta de neve. A partir daí, acompanhamos a relação entre Shimamura, um homem rico e ocioso vindo de Tóquio, e Komako, uma gueixa de uma região termal isolada. Mais do que uma história de amor, Terra de Neve é um romance sobre distância. Distância entre pessoas, entre desejos, entre aquilo que sentimos e aquilo que conseguimos realmente viver. Kawabata descreve tudo com uma precisão visual impressionante. Cada gesto, cada silêncio e cada detalhe da paisagem parecem carregados de significado emocional. A neve, o frio e a quietude do cenário funcionam como extensões do estado interior das personagens. Existe uma enorme beleza no romance, mas é uma beleza melancólica, sempre consciente da impermanência das coisas. Tudo acontece de forma ténue, quase silenciosa, e talvez seja isso que torna o impacto final tão forte. COMPRO NA WOOK! » Património, de Philip Roth Depois da contenção elegante de Kawabata, entrar em Património, de Philip Roth, é confrontar uma intimidade muito mais direta. Neste memoir autobiográfico, o escritor relata a doença e o declínio físico do pai. O tema poderia facilmente cair no sentimentalismo, mas acontece o contrário. A relação entre ambos é descrita com brutal honestidade, incluindo momentos de irritação, impaciência, humor e ternura. Ao longo do livro, acompanhamos consultas médicas, conversas familiares, pequenos gestos quotidianos e o desgaste inevitável provocado pela doença. No entanto, aquilo que torna Património tão poderoso é a forma como detalhes aparentemente banais se transformam em matéria emocional universal. O medo de perder os pais, a culpa associada ao envelhecimento e a sensação de impotência perante a fragilidade do corpo atravessam o livro sem nunca parecerem artificiais. Há também qualquer coisa de corajoso nesta forma de escrever. Ao contrário de muitos livros sobre o luto, Património não tenta embelezar a dor nem procurar grandes lições reconfortantes. Não obstante toda a dor provocada por esta experiência, Roth mantém-se firme, limitando-se a observar, recordar e escrever com uma honestidade quase desconfortável. COMPRO NA WOOK! »

Terra de Neve

(6.ª Edição)

de Yasunari Kawabata

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722024082
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 236 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722024082
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Leitura fria

Joana Leitão

As escapadelas de um homem à neve, para (re)encontrar a sua gueixa. A frieza da relação, o gelo das palavras, a ausência de calor no ambiente que rodeia os encontros. Uma história também ela fria, triste e sem futuro. Prepare uma manta, porque a cada capitulo neva mais forte. Uma escita fantástica, como não poderia deixar de ser, não fosse o autor um Nobel.

Despertar dos sentidos em toda a sua plenitude

Tiago Macedo

kawabata com a sua escrita mergulha o leitor no espaço e no tempo, faz-nos sentir o frio da neve e o desespero do desejo, o despertar dos sentidos em toda a sua plenitude.

Marcante!

Edite Rosa

Um excelente livro de leitura cativante e apaixonante. Marcou-me pela positiva.

SOBRE O AUTOR

Yasunari Kawabata

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1968

Yasunari Kawabata nasceu em Osaka, em 1899.
Os primeiros anos da sua vida foram trágicos, tendo ficado órfão aos dois anos de idade. Formou-se em Letras pela Universidade Imperial de Tóquio, em 1924, e, em 1925, publicou o seu primeiro livro, Izu no odoriko/ A Dançarina de Izu. Yukiguni/Terra de Neve (1947), Sembazuru/Mil Grous (1952), Yama no oto/O Som da Montanha (1954), Mizuumi/O Lago (1954), Nemureru bijo/A Casa das Belas Adormecidas (1960) e Koto/Kyoto (1962) são os seus romances mais conhecidos.
Foi presidente do Pen Club Japonês e ainda um eminente crítico literário, que descobriu e apoiou uma nova geração de escritores, incluindo Yukio Mishima. Em 1968 recebeu o Prémio Nobel de Literatura, vendo assim consagrada internacionalmente a sua obra. Kawabata suicidou-se em 1972, aos 72 anos.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU