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Teatro Completo

de Samuel Beckett
Editor: Edições 70, outubro de 2021 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Pela primeira vez em Portugal, é reunida a obra teatral de Samuel Beckett, autor incontornável no panorama literário do século XX. O presente volume compila todas as peças de teatro, incluindo as peças para rádio e televisão, e um argumento para filme.

Do leque de tradutores fazem parte nomes como Miguel Esteves Cardoso, Luís Miguel Cintra, Jorge Silva Melo ou Margarida Vale de Gato.

Teatro Completo

de Samuel Beckett

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724425139
Editor: Edições 70
Data de Lançamento: outubro de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 238 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 476
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789724425139

Tradução e Beckett

Tiago Velez

Para além da tradução estar muito bem conseguida, pois suponho que não seja fácil ser fiel e perpicaz às variações linguísticas, especialmente em autores como Beckett que atribuem significados ocultos a todas as minimidades, o que posso dizer muito resumidamente sobre este autor é o mesmo que Pessoa disse de Shakespeare: «Não há Estado que valha» Beckett.

Icónica

Rui Teixeira

A publicação do Teatro Completo de Beckett consubstancia um dos acontecimentos editoriais e literários do ano em Portugal. A sua leitura permite a entrada num universo incontornável do marcante dramaturgo. A não perder.

SOBRE O AUTOR

Samuel Beckett

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1969

Romancista e dramaturgo irlandês, Samuel Barclay Beckett nasceu a 13 de abril de 1906 na cidade de Dublin. Oriundo de uma família protestante abastada, estudou na Portora Royal School antes de ingressar no Trinity College da sua terra natal. Após ter conseguido o bacharelato em Estudos Franceses e Italianos, no ano de 1927, Beckett começou a trabalhar como professor em Belfast. Mudando-se para Paris, passou a frequentar a pequena comunidade literária de expressão britânica que se reunia na famosa livraria Shakespeare and Company de Sylvia Beach, onde conheceu James Joyce. Auxiliou o compatriota na preparação do manuscrito de Finnegan's Wake (1939) e lecionou Inglês na École Normale Superieure .
Em 1930 Beckett estreou-se como poeta, ao publicar Whoroscope, um monólogo dramático que fazia protagonizar pelo filósofo francês René Descartes, que empreendia uma meditação sobre os mistérios de Deus, da vida e da morte, enquanto esperava pelo seu pequeno-almoço, uma substancial omeleta. No ano seguinte reuniu uma coletânea de ensaios com o título Proust (1931) e, de regresso a Dublin, licenciou-se pelo Trinity College, o que valeu uma posição como docente de Francês nessa mesma instituição. A morte do pai trouxe-lhe uma herança considerável, recebida em anuidades, facto preponderante na decisão de abandonar a carreira académica em 1932, com o firme propósito de se dedicar inteiramente à escrita.
Julgando Londres um meio mais propício a oportunidades, mudou-se para esta cidade em 1933. Imiscuindo-se na boémia londrina, publicou, no ano seguinte, o seu primeiro romance, More Pricks Than Kicks (1934). Seguiu-se um período difícil na sua vida, marcado por visitas regulares a um psicanalista, entre os anos de 1935 e 1936. Em 1938 foi apunhalado por um proxeneta e hospitalizado. Nesse mesmo ano de 1938 publicou Murphy, obra em que Beckett analisava o mundo da prostituição. Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, Samuel Beckett partiu da Irlanda para a França, para se juntar às fileiras da Resistência mas, procurado pelos Nacional-Socialistas, foi obrigado a fugir para o Sul do país, escondendo-se no Roussillon durante dois anos na companhia de uma estudante de piano, Suzanne Dechevaux-Dumesnil, com quem viria eventualmente a casar em 1961.
Trabalhando como lavrador, Beckett continuou a escrever, elaborando o manuscrito do seu segundo romance, que veio a ser publicado em 1953 com o título Watt.
Finda a guerra, Beckett esteve ao serviço da Cruz Vermelha em Paris. Passou a escrever em francês, publicando uma trilogia narrativa composta por Molloy (1951), Malone Meurt (1951) e L'Innommable (1953), e as suas peças de teatro mais famosas, En Attendant Godot (1952), Fin De Partie (1957) e Oh Les Beaux Jours (1961). Estas obras consagraram Beckett como um dos nomes mais proeminentes do teatro do absurdo, lidando com temas complexos e existencialistas como a desilusão, o sofrimento e o absurdo da condição humana. Em Beckett, a ironia amarga resulta de um violento contraste entre a esperança que o homem coloca na sua existência e o que realmente obtém dela.
O ano de 1959 marca o regresso do autor à língua materna, publicando Krapp's Last Tape, peça de teatro em que um velho se senta só num quarto a ouvir gravações do seu passado.
Beckett foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1969, e conta-se que terá utilizado a soma recebida pela Real Academia Sueca em auxílio de artistas necessitados.
Faleceu a 22 de dezembro de 1989 após ter sido hospitalizado por problemas respiratórios.

Samuel Beckett. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

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