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Tabacaria

de Fernando Pessoa
Editor: Editora Guerra & Paz, novembro de 2006 ‧
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Um livro de capa dura e em papel de luxo com o poema "Tabacaria" de Álvaro de Campos, em cinco línguas (português, inglês, francês, italiano e espanhol) acompanhado por notas biográficas nas mesmas cinco línguas. As traduções inglesa e francesa já existiam (foram cedidas pela Gallimard e pela Penguin), tendo as traduções espanhola e italiana sido expressamente encomendadas para esta edição. O livro tem também cem fotografias originais, a preto e branco, feitas por Luis Miguel Castro, que assina o design gráfico.
Uma edição especial para coleccionar. Um livro que tanto vale pela raridade de juntar cinco diferentes versões de um dos mais belos poemas de Pessoa, como pelo simples facto de se tratar de uma edição belíssima feita à medida para oferecer.

Tabacaria

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898014214
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: novembro de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 347 x 250 x 34 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 127
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789898014214

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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