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Sou Eu Mais Livre, Então

Diário de um preso político angolano

de Luaty Beirão
Editor: Tinta da China, novembro de 2016 ‧
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Quando Luaty Beirão e outros 16 activistas foram detidos em Luanda por estarem a ler o livro Da Ditadura à Democracia e por questionarem publicamente a liderança de José Eduardo dos Santos, o mundo assistiu e revoltou-se contra a demonstração de força gratuita do regime angolano. Na prisão de Calomboloca, exigindo ser julgado em liberdade e recusando sempre que a opinião seja considerada crime, o rapper e activista iniciou uma greve de fome que durou 36 dias e o deixou em perigo de vida. Enquanto as imagens do seu corpo cada vez mais fraco corriam mundo, Luaty foi escrevendo um diário. Agora, pela primeira vez, tornam-se públicas todas as páginas que conseguiu salvar dos seus cadernos, e é possível acompanhar o duro percurso de uma luta pela liberdade em pleno século xxi - a importância dos escassos banhos de sol, os truques para tomar banho e lavar roupa com apenas dois litros de água, as saudades da mulher e da filha, as frustrantes conversas com os do poder, as dúvidas, as rimas para cantar mais tarde e até os rituais de sobrevivência dos prisioneiros e os desenhos do presídio.

Sou Eu Mais Livre, Então

Diário de um preso político angolano

de Luaty Beirão

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896713522
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: novembro de 2016
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 212 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 320
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
Livros em Português > Política > Política Internacional
EAN: 9789896713522

SOBRE O AUTOR

Luaty Beirão

Luaty Beirão (1981) nasceu em Luanda e tem nacionalidade angolana e portuguesa. Licenciado em Engenharia Electrotécnica pela Universidade de Plymouth, Reino Unido, e em Economia e Gestão pela Universidade de Montpellier, França, destacou-se pelo seu trabalho enquanto músico. No universo do rap e do hip hop, onde é conhecido por nomes artísticos como Brigadeiro Mata Frakuzx ou Ikonoklasta, já colaborou em projectos como Batida ou Ngonguenha, tendo participado ainda no documentário É Dreda Ser Angolano. O facto de ser filho de João Beirão, primeiro director da Fundação Eduardo dos Santos, não o impediu de se tornar um dos nomes mais conhecidos do actual activismo político angolano e de ter estado no início do que é conhecido como Movimento Revu – movimento cívico de luta pela democracia e liberdade que tem promovido manifestações, encontros e debates, os quais deram origem à sua detenção, a 20 de Junho de 2015. Vive em Luanda, é casado e tem uma filha.

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