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Sinais de Fogo

de Jorge de Sena
Editor: Editora Guerra & Paz, março de 2024 ‧
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Publicada após a morte do autor, Sinais de Fogo é a obra mais conhecida de Jorge de Sena e um dos romances maiores do século XX português.

De Lisboa à Figueira da Foz, Jorge, estudante de boas famílias, relembra as histórias do seu vertiginoso Verão de 1936: seduziu a criada, frequentou bordéis, foi masturbado num eléctrico… Estes e muitos outros episódios, tratados com vivíssima emoção por Jorge de Sena, dão-nos também um retrato de Portugal nos anos 30, em pleno Estado Novo, a Guerra Civil a incendiar a vizinha Espanha.

Um romance em que se revela, com audácia, a irrupção da sexualidade, o choque da homossexualidade, a surpresa da libertinagem e, sobretudo. esse momento sublime que é a descoberta íntima, visceral e transformadora da poesia.

«Sinais de Fogo merece o título de grande livro mais ainda do que de grande romance. Jorge de Sena, já notável poeta nos anos 40, não teria podido então descrever com a acuidade rara com que o faz em Sinais de Fogo o labirinto amoroso, espaço de fúria, de êxtase, mas sobretudo de busca do que não se encontra, ou encontrado soçobra no dilaceramento, antes de se ter convertido no homem de experiência longamente amadurecida pelos anos e pela imersão no imaginário romanesco do Ocidente que lhe foi familiar como a ninguém mais da sua geração.»
Eduardo Lourenço

«Jorge de Sena é, na realidade, um dos casos mais singulares e exemplares de toda a nossa Literatura.»
Eugénio Lisboa

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Feliz Mês do Orgulho!

Talvez a sigla ainda não fosse tão inclusiva, no tempo em que se escreveram estes livros. O mais certo é que não houvesse bandeira, sequer. Mais uma razão para serem corajosos, estes autores e autoras que falaram abertamente sobre homossexualidade, num tempo em que o tema era um absoluto tabu. Sinais de Fogo À medida que avançamos na leitura de um dos romances maiores da literatura portuguesa, vamos pensando como foi capaz o seu autor de escrever com tamanha clareza e arrojo sobre tantos temas controversos. Bem sabemos que o livro foi publicado após a sua morte, e já num tempo em que a democracia dava os seus primeiros passos em Portugal. Mas não lhe tira o mérito, até porque o respeito pela identidade sexual de cada um não surgiu como um relâmpago após a revolução de abril. Jorge de Sena, neste romance de construção de identidade, fala abertamente de uma sexualidade muito fluida entre os rapazes veraneantes no ano de 1936 na Figueira da Foz. Nada é estanque, nada é preto no branco, e o desejo impera, numa época em que se ouvem os estilhaços da Guerra Civil Espanhola, mas onde a praia, as aventuras de Verão e os namoros parecem sobrepor-se a tudo isso. QUERO LER!








  Maurice «És a única pessoa bela que vi na vida. Adoro a tua voz e tudo o que tem a ver contigo, até as tuas roupas ou a divisão onde estás sentado. Adoro-te.» Perdão, mas não resistimos a repetir esta belíssima frase do livro de Forster. É o caso de outro belíssimo romance que foi apenas publicado a título póstumo, já que o autor acreditava que nenhuma editora iria aceitar esta história de amor entre Maurice e Clive. Os dois rapazes vivem na conservadora Inglaterra dos inícios do século XX, altura em que a homossexualidade era vista como uma doença e um crime, levando ora para o manicómio, ora para a prisão. Ou, em alguns acasos, para ambos os lugares. Maurice é uma história, ainda assim, de uma leveza surpreendente, dados os temas que contém e a época em que foi escrito. Leveza no bom sentido, a fazer lembrar o amor adolescente, o sonho de uma vida feliz e a ideia de que o amor, venha ele de onde vier, é o melhor sentimento do mundo. QUERO LER!

  Satânia Mantemo-nos no início do século XX, mas agora vamos falar de amor no feminino. Esta obra, de uma autora muito cancelada pelos seus contemporâneos, é de uma coragem extrema, ao falar sobre a atração sexual entre mulheres. É certo que o faz de forma velada, nada é explícito e podemos sempre discordar de uma interpretação que nos diga que nem Margarida, na primeira novela, nem Clara, na segunda, demonstram mais do que uma leve sombra do desejo. Mas, quanto mais não seja pela forma explícita como fala da sexualidade feminina, Judith Teixeira eleva o desejo da mulher a um nível que não era, de todo, comum para a época. QUERO LER! Diário do Ladrão Avançamos algumas décadas e vamos para um dos mais rebeldes autores franceses. Jean Genet era uma personagem por si só: vivia no limite da lei, nas franjas da sociedade, arriscamos a dizer que no limite, também, da própria realidade. Diário do Ladrão poderia bem ser autobiográfico, uma vez que Genet esteve preso por roubo. O protagonista do livro entrega-se ele próprio a uma vida de vício, imergindo num mal total, alheio à sociedade a que não quer pertencer, numa decadência que é ela própria a cara da Europa no pós-guerra. Aqui, o sexo surge como pulsão a que não se consegue resistir, voz de instinto, cena de prostituição, pederastia, imerso em locais de passagem, sem terreno para se fixar. Genet, o “Anjo Caído”, é considerado por muitos como uma das principais vozes deste amor sórdido e clandestino. QUERO LER!

Sinais de Fogo

de Jorge de Sena

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895760466
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: março de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 230 x 37 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 592
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras Jorge de Sena
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895760466

SOBRE O AUTOR

Jorge de Sena

Jorge de Sena nasceu em Lisboa a 2 de novembro de 1919 e morreu em Santa Bárbara, na Califórnia, a 4 de junho de 1978. Licenciado em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia do Porto, parte para o exílio no Brasil em 1959 e aí doutora-se em Letras e torna-se regente das cadeiras de Teoria da Literatura e de Literatura Portuguesa. Muda-se para os Estados Unidos da América em 1965, lecionando na Universidade de Wisconsin e, anos depois, na Universidade da Califórnia. Poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta e tradutor, é considerado um dos mais relevantes escritores de língua portuguesa do século XX, autor de títulos como Metamorfoses (1963), Os Grão-Capitães (1976), O Físico Prodigioso (1977) e Sinais de Fogo (1979), este último considerado a sua obra-prima.

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