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Salomé

de Oscar Wilde
idioma: português, português do brasil
Editor: Landy, Janeiro de 2002 ‧
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Oscar Wilde escreveu Salomé em 1891, e o fez em francês. Quando lhe perguntaram por que a escrevera nessa língua, Wilde disse que desejava tocar esse novo instrumento para ver se podia fazer dele algo belo. Trata-se, pois, não apenas de um novo trabalho, mas da experimentação de um outro instrumento de expressão, a língua francesa. Porém, os eventos que cercaram a recepção da obra não animaram o seu autor. Wilde foi acusado de tomar excessiva liberdade com o texto bíblico. Além disso, a cena em que Salomé beija os lábios de João Batista morto foi qualificada de absoluto mau gosto. Cercada de tais atributos, Wilde não conseguiu obter uma representação imediata da obra. A peça só pôde ser encenada em Paris no ano de1896, quando o escritor já estava preso. E em Londres, em 1905, quase cinco anos depois de sua morte. Depois disso, a obra ganhou reconhecimento e importância, foi amiudamente representada nos palcos, passou para as telas do cinema, ganhou a música e a dança. Esta edição, cuidadosamente preparada, apresenta tradução direta do francês e um apêndice com notas explicativas, uma série de poemas inspirados em Salomé, em que figuram poetas como Théodore de Banville, Mallarmé, Wilde, Antoine Sabatier entre outros, os desdobramentos no palco e na tela desde a estréia da peça em 1896 até a atualidade, cronologia da obra do autor e as ilustrações de Aubrey Beardsley que figuraram na primeira edição de Salomé em 1894. Acrescenta, pois, novas possibilidades de fruição dessa obra significativa da arte teatral.

Salomé

de Oscar Wilde

Propriedade Descrição
Editor: Landy
Data de Lançamento: Janeiro de 2002
Idioma: Português, Português do Brasil
Dimensões: 115 x 209 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 121
Tipo de produto: Livro
Coleção: Songbook
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes de Palco
EAN: 9788587731647

SOBRE O AUTOR

Oscar Wilde

Oscar Wilde nasceu a 10 de outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês residente em Dublin.
Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções.
É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford.
É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater.
Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera ou os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems.
Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade.
Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Sr. W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira.
Em 1891 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No mesmo ano publica A Alma do Homem e o Socialismo.
Em 1892, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide.
Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos, Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens.
É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar-se.
O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry.
Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com «atos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados.
É na prisão que escreve De Profundis.
Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adota o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris.
Wilde morreu em novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: «Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»

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