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Romans, Carnets

de Ítalo Svevo
idioma: francês
Editor: GALLIMARD, outubro de 2010 ‧
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"Tu dois te représenter quelle violence je me suis fait pour sauter à pieds joints dans mes nouvelles occupations. Je dois en être intimement secoué et, lorsque, sans me le demander, mon roman se présente à moi, moi qui ai toujours aimé tout ce que j'ai fait, je reste stupéfait devant l'évidence de mes images, et j'oublie le monde entier. Ce n'est pas l'activité qui me rend si vivant, c'est le rêve... " Italo Svevo, à sa femme, 1900. "Vers la fin de l'après-midi, ne sachant à quoi m'occuper, je pris un bain. Je sentais sur mon corps une souillure et j'éprouvais le besoin de me laver. Mais une fois dans ma baignoire, je pensai : "Pour me nettoyer, être vraiment net, il faudrait que je sois capable de me dissoudre tout entier dans cette eau." En moi toute volonté était si bien abolie que je ne pris même pas le soin de m'essuyer avant de remettre mes vêtements. Le jour tomba. Je restai longtemps à ma fenêtre à regarder, dans le jardin, les feuilles nouvelles des arbres ; et, là, je fus pris de frissons. Avec une certaine satisfaction, je pensai que c'était un accès de fièvre. Je ne souhaitais pas la mort, mais la maladie ; une maladie capable de me servir de prétexte pour faire ce que je voulais, ou de m'en empêcher " La Conscience de Zeno, chap. VI.

Romans, Carnets

de Ítalo Svevo

Propriedade Descrição
ISBN: 9782070128778
Editor: GALLIMARD
Data de Lançamento: outubro de 2010
Idioma: Francês
Páginas: 924
Tipo de produto: Livro
Coleção: Essais Et Documents Paris
Classificação Temática: Livros em Francês > Ciências Soc. e Humanas > Outros
EAN: 9782070128778

SOBRE O AUTOR

Ítalo Svevo

Italo Svevo, pseudónimo do escritor e dramaturgo Aron Hector Schmitz, nasceu em Trieste, cidade do Império Austro-Húngaro à altura, a 19 de dezembro de 1861.
Até aos 18 anos, estudou num colégio interno alemão com os seus irmãos, até que regressou a Trieste, onde continuou a sua formação por mais dois anos, altura em que o pai declara falência e Aron é forçado e procurar um emprego para se sustentar. Ao longo dos vinte anos seguintes, trabalha como bancário no Unionbank de Viena, experiência que o inspirará a escrever, em 1892, o seu primeiro romance, Una Vita, que assinou como Italo Svevo.
A receção à sua obra de estreia foi fraca, não melhorando significativamente quando, em 1898, publicou Senilità.
Pacifista, humanista, defensor do Socialismo-Democrático e, depois da guerra, de uma união económica europeia, irá também colaborar com o periódico socialista L’indipendente, com artigos de opinião neste período.
Em 1896, casa com a prima, Livia Veneziani, e torna-se sócio do negócio de tintas industriais, usadas em navios de guerra, montado pelo sogro. O negócio floresce e é aberta uma sucursal em Inglaterra, onde Svevo viveu parte da sua vida e onde conheceu James Joyce. Esta amizade influenciaria fortemente o futuro de ambos: Svevo seria a inspiração de Joyce para a personagem do clássico modernista Ulisses, Leopold Bloom; e Joyce determinaria a receção da obra mais importante de Svevo, o romance psicológico de forte cariz autobiográfico A Consciência de Zeno, autopublicado em 1923, cujo herói, Zeno Cosini, na sua demanda para se curar do vício do tabaco, não consegue lidar com a ideia de fumar um último cigarro.
A 13 de setembro de 1928, quando regressava com a família das termas de Bormio, não resistiu aos ferimentos causados por um acidente de viação e morreu, aos 66 anos, deixando o seu quarto romance, Il Vechione — a continuação de A Consciência de Zeno — por terminar.

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