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Quincas Borba

de Machado de Assis
Editor: Tinta da China, fevereiro de 2025 ‧
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Quincas Borba é o filósofo demente, inventor de uma doutrina desvairadamente optimista, que morre no penúltimo capítulo do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas. Reaparece no romance seguinte de Machado de Assis, este Quincas Borba, morrendo outra vez mas agora no começo.

Deixa um cão, a quem deu o seu próprio nome, e vasto património, legado a um inopinado herdeiro universal, certo Rubião, com a condição de tratar do cão «como se cão não fosse, mas pessoa humana». Adivinha-se a extravagância que espera o leitor a cada capítulo; e de facto trata-se do mais desconcertante romance de Machado de Assis.

Entre divagação e narração, a imaginação vai prevalecendo sobre os factos, e num mesmo tecido enredam-se a herança e o cão, a loucura e a paixão amorosa, a força do dinheiro e o poder da dívida — e o riso! «A sombra da sombra de uma lembrança grotesca» — lê-se a certa altura — «projeta-se no meio da paixão mais aborrecível»… a comédia é cruel, o desastre, inevitável. Talvez seja o supremo exemplo da arte literária de Machado de Assis.

Quincas Borba

de Machado de Assis

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896719142
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: fevereiro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 133 x 186 x 30 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 464
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896719142

SOBRE O AUTOR

Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) nasceu e viveu no Rio de Janeiro. A única vez que deixou a cidade, em 1879, para convalescença de crise de epilepsia, foi para Nova Friburgo. Essa estada ficou literariamente famosa por ter aí começado — ditando-o à mulher, Carolina — Memórias Póstumas de Brás Cubas, livro singularmente extravagante que marca toda a sua obra. Descendente de escravos (o pai, pintor de paredes, era filho de escravos forros; a mãe, uma lavadeira açoriana), pobre, órfão muito cedo, não teve educação formal e foi funcionário público, mas, não obstante ter surgido como o mais excêntrico escritor que o Brasil já conhecera, cedo alcançou enorme reputação literária, fundando e presidindo a Academia Brasileira de Letras. Foi o mais completo homem de letras oitocentista no Brasil, escrevendo em vários géneros, mas destacando-se enquanto romancista, contista e cronista. Os seus romances ainda surpreendem pela atualidade, pelo inesperado do humorismo filosófico e pelo cosmopolitismo. Parece nunca ter sido tão estimado pelos seus pares como foi por eles admirado, o que seria injusto atribuir à excecional configuração do seu génio literário.

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