Quem Matou o Meu Pai

de Édouard Louis
Editor: Elsinore, setembro de 2025 ‧
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Com voz apaixonada e urgente, Édouard Louis narra o retorno à sua cidade natal, um local feio e cinzento numa das regiões mais pobres de França, e à casa paterna. É o regresso a uma infância assombrada pela violência, a homofobia e a vergonha, mas também a tentativa de uma reconciliação com esse passado doloroso, materializado numa figura paterna dominadora, agora fisicamente diminuída, frágil e exposta.

Relato comovente do reencontro possível entre pai e filho, evocativo de Carta ao Pai de Franz Kafka, Quem Matou o Meu Pai representa o gesto que procura o perdão e ainda o grito de denúncia de um fosso social que devora a França há décadas, com o dedo apontado ao poder político, a essa casta privilegiada, verdadeira responsável por condenar a uma morte precoce as classes mais desfavorecidas.

«Édouard Louis está na vanguarda da nova geração de escritores políticos franceses.»
Evening Standard

Quem Matou o Meu Pai

de Édouard Louis

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895890057
Editor: Elsinore
Data de Lançamento: setembro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 231 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 88
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895890057

Um pequeno grande livro

Rita

Uma reflexão que oscila entre o amor e a raiva, em jeito de desabafo pessoal. A história começa com o regresso do autor à casa onde vive o seu pai, na cidade de onde sempre quis sair, numa zona pobre no norte de França. Recordando o passado, Édouard volta à infância, pegando em memórias de momentos em família. A figura do pai, homofóbico, racista, violento e frustrado por uma vida que não foi a que ambicionou, marca Édouard de uma forma profunda. No entanto, agora que já é um homem, regressa para encontrar um pai doente, vergado pelas dificuldades da vida e vítima da falta de oportunidades. É como se passasse a ver o pai de outra perspetiva, compreendendo até as razões pelas quais ele é como é, ou foi como foi. Uma acutilante crítica política, através da denúncia de decisões governamentais que se esquecem dos menos afortunados, empurrando-os cada vez mais para o fundo do poço. O que mais gostei foi da forma como o autor põe os seus sentimentos em palavras, fazendo-me sentir a sua mágoa. É uma escrita muito sentida e crua. E agora gostava de ler outro livro do autor do qual tenho ouvido falar muito por aí, Para Acabar de Vez com Eddy Bellegueule.

Quero ler tudo de Édouard Louis

Joana A.

Gostei muito deste livro – pequeno, muito intenso. Incisivo, esventra o estado social, apontando a cascata de injustiças que se impõem sobre os mais vulneráveis – inevitável, implacável. Com uma escrita crua e direta, expõe como as decisões políticas atravessam o corpo e a vida das pessoas, deixando marcas profundas.

Um grito de revolta

Ler, um prazer adquirido

Este pequeno livro, muito recomendado, estava no topo da minha lista por ler. E não desiludiu porque é um grito de revolta na história de vida do seu pai. Poderoso e desencantado é um olhar sobre o passado na sua relação com o pai em que a vergonha e a dor eram sentidas num contexto pobre de violência e injustiças.

SOBRE O AUTOR

Édouard Louis

Édouard Louis nasceu em Hallencourt, França, em 1992. Estudou História na Universidade de Picardia e Sociologia na Escola Normal Superior de Paris. Obteve o imediato reconhecimento da crítica e do público com o seu polémico livro de estreia, Para Acabar de Vez com Eddy Bellegueule, de 2014, com o qual foi finalista do Prémio Goncourt para Primeiro Romance. Confirmou o seu lugar no panorama literário internacional com as obras de autoficção História da Violência, originalmente publicada em 2016, e Quem Matou o Meu Pai, em 2018, ambas adaptadas ao teatro. Seguiram-se títulos como Changer: méthode ou o mais recente O Colapso. A sua obra está traduzida em mais de trinta países.

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