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Não Fossem as Sílabas do Sábado

de Mariana Salomão Carrara
Livro eBook
Editor: Companhia das Letras, outubro de 2024 ‧
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«Mas é importante para as tragédias que elas sejam descobertas imediatamente, porque cada segundo que elas passam ocultas vira um ano a mais de luto, isso é um capricho que as desgraças têm.»

Meticulosamente burilado a partir do desamparo de uma mulher cujo futuro é interrompido pela morte inesperada do seu companheiro e pelo nascimento de uma filha que terá de criar sozinha, este romance coloca o leitor à janela do luto e diante de um recomeço: Ana perde André, Madalena perde Miguel, Catarina nasce. Uma só tragédia põe fim a histórias que não chegaram a ser traçadas e une para sempre as mulheres que lhe sobreviveram. No ringue onde elas foram lançadas, assistimos a um duro e terno embate de solidões, numa narrativa íntima, que assombra pela lucidez e comove pela universalidade.

Magistral e afinadíssimo — ainda que o tempo se deixe baralhar pelos hiatos e memórias, pelo que nunca chega a acontecer e pelo que nunca deveria ter acontecido —, Não fossem as sílabas do sábado consagra Mariana Salomão Carrara como uma das vozes mais singulares da literatura em língua portuguesa. Assenta num enredo mínimo e alcança uma proeza máxima — a de colocar a literatura ao serviço da intimidade, transportando ambas para um lugar que todos os leitores reconhecem.

Um romance lugubremente luminoso, que nos fala ao ouvido.
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Os livros também têm estações? – Primavera e verão

Há histórias que florescem como a primavera, outras que ardem como o verão, que caem como folhas no outono ou que se recolhem no silêncio do inverno.
Esta é uma viagem literária pelas quatro estações da alma – porque nem todos os livros se leem da mesma forma o ano inteiro, e alguns só revelam a sua plenitude quando escolhidos no tempo certo. Começamos, esta semana, com a primavera e o verão. Primavera – livros de renascimento, recomeços, romance O Período é Fixe – Aprende como funciona, de Anna Salvia A primeira menstruação é mais do que um acontecimento biológico — é o início de uma nova forma de habitar o próprio corpo. Recentemente, ofereci este livro à minha filha, que fará 12 anos em julho. Foi uma escolha com significado, feita com o coração. Porque a primeira menstruação não é apenas uma mudança física – é um marco, um rito de passagem que transforma para sempre a forma como uma rapariga se vê e se sente no mundo. Este livro explica de forma clara, honesta e acolhedora tudo o que uma menina precisa de saber quando o seu corpo começa a falar de outra maneira. Explora os ciclos, as emoções, o autocuidado e o poder pessoal. Mais do que um manual, é um abraço em forma de páginas; um guia prático e afetuoso, pensado para ajudar as raparigas a viverem esta nova fase com confiança, naturalidade e orgulho. Porque o período é uma parte bonita (e poderosa!) de ser mulher — e quanto mais cedo o compreendermos, melhor cuidamos de nós. Um livro essencial para todas as mães, filhas, irmãs e cuidadoras que acreditam que falar sobre o corpo com verdade e empatia é um gesto de amor. QUERO LER! » E Três Maçãs Caíram do Céu, de Nariné Abgaryan Entre a tragédia e a ternura, há uma aldeia chamada Maran. Numa casa esquecida pelo tempo, aninhada nas montanhas da Arménia, Anatólia deita-se para morrer. Não por desespero, mas por convicção. Depois de uma vida longa – sem filhos, com um casamento sem amor e uma biblioteca que foi o seu único abrigo –, acredita que chegou o fim. E espera-o em silêncio. Mas a morte, tal como a vida, às vezes falha os planos. E é Vassíli, o vizinho, quem bate à porta com uma proposta inesperada. O que se segue não é apenas a história de duas personagens improváveis: é uma fábula delicada sobre a possibilidade de recomeçar quando tudo parece encerrado, sobre os milagres que se escondem no quotidiano e sobre como o amor, mesmo tardio, pode ser uma forma de resistência.
Neste romance em que o real e o onírico se entrelaçam, a autora oferece-nos um retrato comovente da solidão, do tempo que se dobra sobre si mesmo e da literatura como abrigo. Uma história com cheiro a terra, com sabor a luto e a ternura, que transforma não só Maran mas também quem a lê. QUERO LER! » Não Basta Fechar a Boca!, de Eva Lau E se o problema não for a força de vontade? Num mundo obcecado por imagens perfeitas e corpos padronizados, viver com excesso de peso é, muitas vezes, viver sob o olhar alheio – e sobre o peso da culpa. Entre dietas restritivas, promessas milagrosas e o temido efeito ioiô, milhares de pessoas entram e saem de ciclos que não oferecem saúde nem solução. Este livro é para quem já tentou «fechar a boca» e percebeu que isso não basta.
Com décadas de experiência clínica, a endocrinologista Eva Lau desmonta mitos, desafia discursos simplistas e mostra, com empatia e ciência, que há outros caminhos – mais humanos, mais sustentáveis e eficazes. Aqui encontrará estratégias práticas para compreender o apetite, traçar metas realistas, lidar com a genética sem se render a ela e fazer escolhas alimentares inteligentes. Mas acima de tudo, encontrará uma abordagem que não separa o corpo da mente, nem a saúde do bem-estar emocional. Perder peso sem perder a paz. Ganhar saúde sem perder a liberdade. Um livro lúcido e libertador para quem está pronto para deixar a culpa de lado e começar, finalmente, de outra maneira. QUERO LER! » VERÃO – HISTÓRIAS INTENSAS, SENSUAIS, AVENTURAS, VIAGENS O Segundo Sexo – vol 2, de Simone de Beauvoir O que significa ser mulher num mundo construído para o homem? Neste segundo volume de O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir mergulha no concreto da existência feminina. Da infância à velhice, passando pela descoberta do corpo, pelo casamento, pela maternidade ou pela escolha de não se submeter, a autora traça, com precisão filosófica e lucidez, o mapa da experiência vivida pelas mulheres num universo que as definiu como «o Outro».
Nesta obra incontornável do pensamento feminista, de Beauvoir não se limita a descrever: questiona, desafia, expõe os mecanismos de opressão que se enraízam na cultura, na linguagem e nas estruturas sociais. Dá voz a figuras esquecidas – a prostituta, a lésbica, a narcisista, a mística – e reivindica a complexidade de ser mulher num mundo que insiste em simplificá-la. Mais de meio século depois da sua publicação, este volume continua a ser leitura essencial. Porque ser mulher – livre, pensante, independente – ainda é, demasiadas vezes, um ato de resistência. QUERO LER! » Não Fossem as Sílabas do Sábado, de Mariana Salomão Carrara E se o luto começasse antes da perda? E se o amor, ao invés de consolo, fosse só mais uma ausência? Não Fossem as Sílabas do Sábado não é um romance que se imponha — aproxima-se devagar, com a mesma contenção de quem pisa chão estilhaçado rachado. É nesse terreno frágil que conhecemos Ana, Madalena e Catarina: três mulheres ligadas por uma tragédia que interrompe o tempo e baralha os afetos. Entre a morte de um homem e o nascimento de uma criança, instala-se um intervalo em que não há respostas, só sobrevivência. Que fazer com uma vida que não se chegou a viver? Com o amor que ficou a meio caminho? Com a culpa que ninguém nomeia? Mariana Salomão Carrara constrói um romance de contornos íntimos, no qual o enredo quase desaparece para dar lugar ao que importa: a forma como a dor se inscreve no quotidiano e altera a gramática do mundo. Um livro que habita o espaço entre o que aconteceu e o que nunca deveria ter acontecido. E que encontra, nesse vazio, a matéria da melhor literatura. QUERO LER! »

Não Fossem as Sílabas do Sábado

de Mariana Salomão Carrara

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897878367
Editor: Companhia das Letras
Data de Lançamento: outubro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 232 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897878367

Leitura muito interessante

Raquel Coelho

Leitura com um começo muito bom e cheio de força, que se foi e esbatendo ao longo do mesmo. Para o final considerei como é que a autora sairia do enredo, e afinal terminou de forma bastante boa.

Luto, familia, amizade

CM

A Madalena perde o Miguel, a Ana perde o André e a Catarina nasce... Este livro fala de um crime e de um suicidio em simultâneo... E toda a dor que duas mulheres sentem em simultâneo. Uma escrita bonita, cuidada, num enredo simples e triste.

Eu também não posso morrer...

Márcia Pereira

É tão bonito e tão real. Senti me tão triste, muito que a Mariana conseguiu pôr em palavras muitos dos meus sentimentos e pensamentos. Muitas vezes voltava novamente ao início do capítulo porque nem conseguia acreditar de como ela estava tão certa! Gostei imenso e recomendo, principalmente, se perdeu alguem e vive com medo do esquecimento.

O melhor livro do ano

ALC

Este livro é absolutamente perfeito. A escrita da Mariana é mágica e a história tão, tão bonita, apesar de triste. Dos meus livros preferidos dos últimos anos.

Imperdível

Ler, um prazer adquirido

Não li a sinopse, o que não é habitual. E ainda bem porque o início é avassalador. Um crime não premeditado e um suicídio. Esperava um bom romance porque o “feedback” nas redes era bom. O título intriga e parti para esta leitura com alguma expectativa de que seria breve e apaixonante. A narradora é fiável e electrizante na dor e na culpa. Gradualmente e num jeitinho doce meio poético vamos conhecer três mulheres resilientes num enredo que oscila num intervalo de dez anos. Amizade e solidariedade, maternidade e infortúnios numa narrativa visceral, íntima e belíssima.

Maravilhoso

Ana

Livro muito bonito sobre família, luto, amor e amizade. A escrita bonita de Mariana Salomão Carrara neste que é o seu melhor livro.

SOBRE O AUTOR

Mariana Salomão Carrara

Mariana Salomão Carrara é paulistana, escritora e Defensora Pública, nascida em 1986. É autora dos romances "Se deus me chamar não vou" (entre os 10 finalistas ao Prémio Jabuti 2020), "É sempre a hora da nossa morte amém" (finalista do Prémio São Paulo 2022 e entre os 10 finalistas ao Jabuti 2022), "Não fossem as sílabas do sábado" (vencedor do Prémio São Paulo 2023) e "A árvore mais sozinha do mundo", publicado em 2024. Em 2025, lançou o infantil Sabor Paciência.

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