As Malditas
SINOPSE
Porque As Malditas é um relato de infância e um ritual de iniciação, um conto de fadas e de terror, um retrato de grupo, um manifesto político, uma recordação explosiva, uma visita guiada à imaginação fulgurante da sua autora e uma crónica única que vem polinizar a literatura.
No seu ADN convergem as duas facetas do mundo trans que mais repelem e assustam a boa sociedade: a fúria travesti e a festa de ser travesti. E na sua voz literária convergem as três partes da Santíssima trindade de Camila: a parte Marguerite Duras, a parte Wislawa Szymborska e a parte Carson McCullers.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895339822 |
| Editor: | BCF Editores |
| Data de Lançamento: | agosto de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 111 x 180 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 240 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789895339822 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Quem decide como devemos existir?
Andreia Machado
Há representatividade queer, sim, mas acho que a mensagem vai muito para além disso. No fundo, senti que o livro fala sobre a forma como o género é imposto pela sociedade. Há muitas descrições do feminino e do masculino que aparecem quase “trocadas”, mostrando ao leitor como nada disto é linear. Existe um questionamento constante do binarismo homem/mulher, não fosse este livro um retelling do mito de Ífis e Iante, das Metamorfoses de Ovídio. Mas acho interessante que o livro não se fique apenas nessa lente queer. Para mim, existe aqui uma crítica muito maior a todas as estruturas que tentam controlar aquilo que devia ser livre: o género, a identidade, o desejo, a voz política e até recursos universais, como a água. Temos feminismo, ativismo, crítica aos monopólios, às oligarquias e à capitalização de um bem que pertence a todos. Outro ponto que gostei muito foi a ideia de que estamos sempre a tempo de mudar a nossa visão e os nossos preconceitos, e de que a nossa voz pode efetivamente fazer a diferença. Foi a minha estreia com Ali Smith e adorei. Temas sobre os quais gosto particularmente de refletir, crítica social no ponto, personagens únicas e uma escrita poética — por vezes até onírica — que me envolveu desde a primeira página. No fim, senti que este é um livro que nos deixa constantemente uma pergunta: quem decide como devemos existir?
A beleza feroz das que recusam desaparecer
Paula Gonçalves
As Malditas é um romance visceral, poético e profundamente humano, onde Camila Sosa Villada mistura realidade, ficção e realismo mágico para dar voz a um grupo de travestis que encontra na amizade uma forma de sobreviver à violência e ao preconceito. A escrita é intensa, crua e, ao mesmo tempo, surpreendentemente lírica, transformando dor em resistência e exclusão em pertença. É uma leitura marcante, que desafia preconceitos e permanece muito tempo na memória do leitor.
A Humanidade das "Malditas"
Florbela
É um texto visceral, poético e brutal, que mistura autobiografia e manifesto político. Sosa Villada escreve sobre a vida de mulheres trans, as “malditas”, com uma combinação rara de fúria, humor, ternura e violência. O impacto do livro vem justamente dessa escrita que não pede licença: ela é crua quando precisa ser crua, é lírica quando a vida permite algum lirismo, e nunca abandona o olhar profundamente humano sobre seus personagens. A obra expõe a marginalização e a precariedade, mas também celebra a força comunitária, o amor entre párias e a invenção de uma família possível. É um livro que incomoda e encanta na mesma medida. Depois de ler, fica a sensação de ter atravessado um território onde sobreviver é, por si só, um ato de rebeldia e onde a literatura se torna instrumento de revelação e dignidade.
DE DEIXAR UM "BRILHO NOS OLHOS"
Márcia Pereira
É UM LIVRO MALDITO DE TÃO BOM! Dei por mim a sublinhar páginas, a rir, a chorar e até a abanar as ancas enquanto caminhava a pensar nele. Um conjunto de histórias loucas, injustas e tristes de Mulheres que lutam contra tudo, desde o seu próprio corpo até à sociedade. É de partir o coração a sua luta diária só porque são incompreendidas! Uma realidade injusta que me passava completamente ao lado...
Brutal
Ler, um prazer adquirido
Como é que um livro tão pequeno pode ser tão impactante. Cada frase é um abanão. Extraordináriamente bem escrito é sucinto e direto. Gosto de um livro que marca. Este dificilmente se esquece.
Um livro que nos marca
Rita
Um romance autobiográfico sobre o desejo, a luta pela sobrevivência e o preconceito. Impossível ficar indiferente à escrita vulnerável e a capacidade de exposição da escritora argentina.
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