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Que Salazar era o Salazar de Fernando Pessoa?

de Fernando Pessoa
Editor: Editora Guerra & Paz, agosto de 2021 ‧
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Fernando Pessoa vivia em Lisboa, animado pela centena de heterónimos que moravam dentro do seu espírito. Salazar estava no seu sossego monástico, em Coimbra. Até que, em 1926, alguns generais chamaram Salazar a Lisboa. Para ser ministro, primeiro, para mandar em Portugal, depois. Pessoa e Salazar, nunca se encontrando, partilharam então, a agitada vida do país, até 1935, ano da morte de Pessoa.

O que pensava Pessoa de Salazar? Amava-o ou odiava-o? Pessoa foi alguma vez salazarista ou fascista?

Este livro dá a palavra a Fernando Pessoa. Leia tudo o que Pessoa disse de Salazar. E disse e escreveu muito: por vezes, textos a ferver. Tanto que descobriu e nos revela três Salazares.

Que Salazar era o Salazar de Fernando Pessoa?

de Fernando Pessoa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897026577
Editor: Editora Guerra & Paz
Data de Lançamento: agosto de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 231 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 168
Tipo de produto: Livro
Coleção: Livros CMTV
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789897026577

Que Salazar...

Carlos Jardim

Fernando Pessoa era de facto alguém com uma sensibilidade muito especial. Como poderia ele deixar-se enganar por uma aberração como o António de Santa Comba? Claro que não! Um livro a ler com toda a certeza para melhor entender no Poeta.

SOBRE O AUTOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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