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Quando Virmos o Mar

de Marta Pais Oliveira
Editor: Relógio D'Água, maio de 2022 ‧
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«Vais gostar de saber que também a nossa história começou com um desastre, mas no fim estávamos vivos. A minha mãe dizia que mesmo no pior dia há sempre qualquer coisa bonita. Quando a mãe da minha mãe morreu, não a conheceste, vi-a a usar os brincos de que mais gostava durante muito tempo. Encontrou nisso uma forma de salvar qualquer coisa. Ainda bem. Antes de ser tua avó, que nunca chegou a ser, ou uma ausência também vive?, a minha mãe foi minha mãe e queria tudo em ordem. Os brincos eram pequenas bolas brilhantes de resgate dentro do naufrágio diário.»

Quando Virmos o Mar

de Marta Pais Oliveira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897832505
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: maio de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 113 x 163 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 72
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789897832505

"Correr é um esforço e voar uma fruição."

Belisa Nogueira

"Quando Virmos o Mar", de Marta Pais Oliveira, é um conto enganador no tamanho. Este é um livro tão grande e profundo como o mar, com uma escrita livre que "voa". "Voar não é onde tens os pés, é onde estão as ideias." Uma leitura com partes cómicas que, na minha opinião, servem para mascarar a tristeza e chamar a esperança. "O General nunca se engana. Tem ritmos certeiros, frequências afinadíssimas, absoluta ausência de incertezas. Para alguns é sempre aleatória a vida, não para ele. Nasceu no mesmo tumulto em que, provavelmente, morrerá, mas ele é mais de matar do que morrer, (...)." É um livro que convida o leitor a abrandar, para fruir em vez de correr. "Correr é um esforço e voar uma fruição." Terminei a leitura com uma mixórdia de emoções, desde a tristeza à esperança, e com vontade de abraçar a menina do conto e não só. "Trocar um braço ou uma unha é simples, mas trocar um trauma é tarefa de relojoeiro delicado." "Dá muito trabalho ser-se quem se é."

SOBRE O AUTOR

Marta Pais Oliveira

Marta Pais Oliveira (Porto, 1990) é autora dos romances Escavadoras (Gradiva, 2021, Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís) e Faina (Gradiva, 2024, Finalista do Prémio Literário Fundação Eça de Queiroz).
Publicou os contos O Homem na Rotunda, Quando Virmos o Mar e Medula (Prémio Nortear Galiza - Norte de Portugal, levado a cena pela Peripécia Teatro). Tenho os Olhos a Florir (Gradiva, 2024) marca a entrada na literatura infantojuvenil. Recebeu o Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho com o inédito Como Caminhar num Pântano, que será publicado em 2026.
Enquanto dramaturga, escreveu os libretos das óperas Maria Magola, Madrugada: As razões de um movimento, Belo é o Destino Desconhecido, o teatro musical O Guarda-Rios Mágico e o circo Cícero e o Milagre da Vida.
Estreia-se na não-ficção com A Última Lição de José Gil (Contraponto, 2025), longa entrevista ao filósofo.
Acaso é Nascer (Flâneur, 2025), edição solidária pelas crianças palestinianas, é o seu mais recente livro.
Acredita no poder e na liberdade da palavra.

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