Como Caminhar Num Pântano
SINOPSE
Na cidade, a narradora de duas vozes cruza-se com figuras laterais e intensas: uma jovem grávida, um amigo esotérico, a dona de uma papelaria. Cada testemunho de encontro revela um fragmento de um espaço urbano entendido como um coro de desajustados, onde todos travam as suas batalhas invisíveis.
Entre lucidez, ironia e ternura áspera, esta história é uma meditação sobre liberdade, perda e resistência, onde a escrita se afirma como um último ato de insubmissão.
CRÍTICAS
«[Em Como Caminhar num Pântano, o novo romance de Marta Pais Oliveira] destaca-se a originalidade da voz autoral, que faz um ziguezaguear permanente entre a primeira e a terceira pessoas narrativas. Uma prosa límpida e poética, crítica e cheia de sentido de humor, que conta a singular história de uma mulher que, nas horas vagas, se dedica ao roubo das malas de mão de outras mulheres para lhes deixar as mãos livres.»
Júri do Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897854156 |
| Editor: | Gradiva |
| Data de Lançamento: | março de 2026 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 148 x 228 x 11 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 168 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789897854156 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Um livro singular
Belisa Nogueira
"Como caminhar num pântano, quero saber. (...) Mas isto não é sobre aprender a caminhar sobre o pântano. É sobre saber distinguir quando já se está no pântano, sem o querer." Este foi um livro que ressoou muito em mim. Foi uma leitura que me transportou numa viagem até a algumas memórias de infância ("Erva daninha, trevo-azedo, azedinha, trazem-me a memória de chupar os caules na minha infância. (...) E deitar-me nestas flores amarelas."), a pensamentos/crenças da minha adolescência/juventude até ao presente. "Uma memória dentro de uma memória dentro de uma memória. É isso que eu sou." A personagem "convida-nos" para uma viagem lenta e reflexiva, mas que pode ter alguma turbulência. Convida a fruir, a sermos nós próprios, a libertarmo-nos do peso supérfluo que nos impede a liberdade e de procurar a nossa singularidade. "A liberdade pode ser isso -- nenhum peso nas mãos." Adorei este livro que "pede" para ser saboreado.
Uma mulher que reconheço
Ler, um prazer adquirido
Um livro muito pequeno mas imenso no que conta em dois tempos verbais. Um mulher que, no fim que sabe próximo, rouba malas para libertar as mãos das mulheres. Na contagem dos dias, do quotidiano em fluxo de consciência, um pensamento flui. No seu caminho cruza com outros em situações delicadas. A vida que, não se planeia. Avessa à piedade ou à auto compaixão é lúcida, terna e irónica. Uma mulher que reconheço. Magistral. Um livro que vou ler e reler com prazer.
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